Joana de Valois, condessa de Hainaut

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Joana de Valois
Condesa de Hainaut, Holanda, e Zelândia
Reinado 1305 - 1337
 
Cônjuge Guilherme I, Conde de Hainaut
Descendência Guilherme II, Conde de Hainaut
Margarida II, Condessa de Hainaut
Filipa, Rainha de Inglaterra
Joana, Duquesa de Jülich
Isabel de Hainaut
Casa Valois (por nascimento)
Avesnes (por casamento)
Nascimento 1294
Longpont, Aisne, França
Morte 7 de março de 1352 (58 anos)
Abadia de Fontenelle, Hainaut
Sepultamento Abadia de Fontenelle, Hainaut
Pai Carlos de Valois
Mãe Margarida, Condessa de Anjou

Joana de Valois, Condessa de Hainaut (em francês: Jeanne; Longpont, 1294 – Abadia de Fontenelle, 7 de março de 1352) era a segunda filha mais velha do príncipe francês Carlos de Valois e de sua primeira esposa, Margarida, Condessa de Anjou. Como a irmã do rei Filipe VI de França e a sogra de Eduardo III de Inglaterra, estava em posição ideal para atuar como mediadora entre os dois.

Linhagem[editar | editar código-fonte]

Seus avós paternos eram Filipe III de França e Isabel de Aragão. Seus avós maternos eram Carlos II de Nápoles e Maria da Hungria. Joana foi um dos seus seis filhos.

Em 1299, a mãe de Joana morreu, provavelmente no parto e seu pai se casou com sua segunda esposa, Catarina I de Courtenay, imperatriz titular de Constantinopla, com quem teve mais quatro filhos. Ele ainda se casaria com sua terceira esposa, Matilde de Châtillon em 1308, e com ela seria seria pai de um filho e três filhas, entre eles Isabel de Valois, Duquesa de Bourbon, que se tornou Duquesa de Bourbon e Branca de Valois, que se casou com Carlos IV, Sacro Imperador Romano-Germânico.

Condessa de Hainaut[editar | editar código-fonte]

Joana casou-se com Guilherme III, Conde de Holanda e Hainaut em 23 de Maio de 1305. Ela era defensora de sua prima Isabel de França em sua luta contra o Eduardo II de Inglaterra. Isto provocou uma aliança entre Hainaut, Isabel e os exilados ingleses, que se opunham ao rei inglês com seu favorito, Hugo Despenser, o Jovem.

O filho de Isabel, Eduardo III, ficou noivo da filha de Joana, Filipa, e Isabel levantou um exército em suas terras. Também foi de lá que Isabel e seu amante Rogério Mortimer, 1.º Conde de March, começaram a invasão da Inglaterra. .[1]

Em 1332, depois de Filipa ter se tornado rainha, ela arranjou o casamento entre a filha de Isabel, Leonor, com Reginaldo II, Duque de Guelders.[2]

Mediadora[editar | editar código-fonte]

Depois que seu marido morreu em 1337, ela vestiu o hábito e tornou-se Abadessa na Real Abadia de Fontevraud.

Em 1340, seu genro deu um duro golpe a derrotar seu irmão Filipe no mar perto de Sluis. Eduardo realizou o Cerco de Tournai (1340), mas foi assolado por problemas financeiros. O Papa Bento XII, então, pediu que Joana mediasse a disputa. Ela foi pela primeira vez a seu irmão, a quem ela havia implorado para a paz. Ela primeiro foi até a tenda de Eduardo e pediu por paz. Os pedidos de sua parente Joana, enviada pelo papa, fez os dois homens assinarem uma trégua.[3]

Filhos[editar | editar código-fonte]

Os filhos de Joana com Guilherme III:

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. Weir, Alison (2005). Isabella, She-Wolf of France, Queen de Inglaterra (London: Pimlico). pp. 216–222. 
  2. Hilton, Lisa (2008). Queens Consort, England's Medieval Queens (Great Britain: Weidenfeld & Nichelson). p. 298. ISBN 978-0-7538-2611-9. 
  3. Mortimer, Ian (2008). The Perfect King The Life of Eduardo III, Father of the English Nation Vintage [S.l.] pp. 179–180.