John Crome

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John Crome
Nascimento 22 de dezembro de 1768
Norwich
Morte 22 de abril de 1821
Norwich
Cidadania Reino Unido
Ocupação pintor
Mousehold Heath, c. 1818-1820, Tate Gallery, Londres.

John Crome (Norwich, 22 de Dezembro de 176822 de Abril de 1821), também conhecido como Old Crome para o distinguir do filho, foi um pintor britânico da época romântica.

Cultivou a pintura de paisagens e fundou a Sociedade de Artistas de Norwich em 1803.

Biografia[editar | editar código-fonte]

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Crome nasceu em Norwich, em Norfolk, filho de um tecelão. Após um período trabalhando como ajudante de um médico (a partir dos 12 anos de idade), ele se tornou o aprendiz de Francis Whisler, um pintor de casas, carruagens e placas. Por volta dessa época, ele virou amigo de Robert Ladbrooke, um aprendiz de pintor, que também se tornou um celebrado pintor de paisagens. Os dois dividiam um quarto e saíam juntos para fazer esboços nos campos e ruas ao redor de Norwich.[1] Ocasionalmente, eles compravam gravuras para copiar.

Crome e Ladbrooke venderam algumas de suas obras a uma vendedora local, "Smith and Jaggars" de Norwich,[2] e foi provavelmente através da vendedora que Crome conheceu Thomas Harvey da vila de Old Catton, que o ajudou a se tornar um professor de desenho.[1] Ele tinha acesso à coleção de arte de Harvey, o que o permitia desenvolver suas habilidades ao copiar o trabalho de Thomas Gainsborough and Meindert Hobbema. Crome também recebeu instrução e encorajamento de William Beechey, cuja casa em Londres ele frequentemente visitava,[3] e John Opie.

Em outubro de 1792, Crome se casou com Phoebe Berney[2] – eles tiveram duas filhas e seis filhos. O filho mais velho, John Berney Crome (1794-1842) foi um notável pintor de paisagens, assim como o terceiro filho, William Henry Crome (1806-67).

Ele foi membro da Sociedade de Artistas de Norwich e contribuiu com 22 obras na primeira exposição da instituição, que aconteceu em 1805. Ele serviu como presidente da Sociedade várias vezes, e ocupou a posição até sua morte;[2] no entanto, com exceção de curtas visitas a Londres, ele tinha pouca ou nenhuma comunicação com os grandes artistas da época.[3] Ele expôs 13 obras na Academia Real Inglesa entre 1806 e 1818. Ele visitou Paris em 1814, após a derrota de Napoleão Bonaparte, e depois chegou a expôr paisagens de Paris, Boulogne e Oostende. A maioria das obras dele, no entanto, eram paisagens de Norfolk.[2]

Crome foi um mestre em desenho na escola primária da cidade, a King Edward VI Grammar School, conhecida como Norwich School, durante muitos anos. Muitos membros do movimento de arte da Norwich School foram educados na instituição e ensinados por Crome lá, incluindo James Stark e Edward Thomas Daniell. Ele também dava aulas privadas, sendo que seus alguns de seus primeiros pupilos eram da influente família Gurney, com quem ele visitou o Lake District em 1802.[2]

Ele morreu na casa dele na Gildengate Street, em Norwich, em 22 de abril de 1821, e foi enterrado na St. George's Church. No leito de morte, acredita-se que ele disse "Hobbema, meu querido Hobbema, como eu te amei".[1] Uma exposição em memória dele, com mais de 100 obras suas, foi organizada em novembro do mesmo ano pela Sociedade de Artistas de Norwich.[2]

Um incidente da vida de Crome se tornou o enredo de uma ópera de um ato, chamada Twice in a Blue Moon, por Phyllis Tate, com libreto por Christopher Hassall; foi encenada pela primeira vez em 1969. Na história, Crome e sua esposa dividem uma das pinturas dele em duas para vender as metades na feira de Norwich.[4]

Obra[editar | editar código-fonte]

Crome trabalhou com aguarela e óleo, sendo que ele fez mais de 300 pinturas a óleo.

Entre 1809 e 1813, ele fez uma série de gravações em água-forte. Elas não se tornaram públicas durante a vida do artista, apesar de ele ter expressado a intenção de fazê-lo.[2]

Considera-se que suas duas principais influências são as pinturas holandesas do século XVII e o trabalho do pintor Richard Wilson. Ao lado de John Constable (1776-1837), Crome foi um dos primeiros artistas ingleses a representar espécies identificáveis de árvores, em vez de formas generalizadas.[3] As obras dele, renomadas por sua originalidade e visão, foram inspiradas pela observação direta da natureza, combinada com um estudo aprofundado dos velhos mestres.

Referências

  1. a b c Stephen, Leslie (1888). Crome, John (1768-1821). London: Smith, Elder & Co. pp. 140–3 
  2. a b c d e f g Holme, C. Geoffrey (Charles Geoffrey); Cundall, H. M. (Herbert Minton) ([1920]). The Norwich school; John ("Old") Crome, John Sell Cotman, George Vincent, James Stark, J. Berney Crome, John Thirtle, R. Ladbrooke, David Hodgson, M.E. [and] J.J. Cotman, etc. [S.l.]: London, "The Studio" 
  3. a b c Chisholm, Hugh (1911). Crome, John. Cambridge: Cambridge University Press. pp. 483–4 
  4. Griffel, Margaret Ross; Block, Adrienne Fried (1999). Operas in English: A Dictionary (em inglês). [S.l.]: Greenwood Press. ISBN 9780313253102