José Luiz Penna

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Penna
José Luiz de França Penna
Secretário da Cultura de São Paulo
Período De 3 de abril de 2017
até a atualidade
Governador Geraldo Alckmin
Deputado Federal por São Paulo
Período 1º de fevereiro de 2011
até 31 de janeiro de 2015
Vereador de São Paulo
Período 1º de janeiro de 2009
até 31 de janeiro de 2011
Dados pessoais
Nascimento 27 de dezembro de 1945 (72 anos)
Partido PV
Profissão Empresário
Músico
Ator
Cineasta
Político

José Luiz de França Penna (Natal, 27 de dezembro de 1945) é um empresário, músico e político brasileiro.

Mudou-se para São Paulo em 1969, após a decretação do AI-5 (que recrudesceu a linha dura durante o regime militar).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Início da trajetória[editar | editar código-fonte]

José Luiz Penna é natural de Natal, mas é identificado com e por laços e origens baianos. Ainda na Salvador dos anos 60, dividiu-se entre a música e o ativismo, tendências que iriam marcar definitivamente sua trajetória pessoal. Ingressou no Seminário Livre de Música da Universidade Federal da Bahia, como vários músicos de sua geração. Filiou-se ao Partido Comunista e, durante um bom tempo, ganhou a vida tocando na noite como baterista de uma banda de rock.

Paralelamente[editar | editar código-fonte]

Como ator, integrou o elenco da primeira montagem do musical Hair. Como um cineasta, foi o responsável pela direção musical de filmes como Sargento Getúlio dirigido por seu irmão, o também cineasta Hermanno Penna. Como cantor, compôs melodias como Comentário a Respeito de John em parceria com Antônio Carlos Belchior.

Mudança de cidade[editar | editar código-fonte]

Já radicado em São Paulo, nos anos de chumbo do regime militar, optou pelo palco como espaço de expressão e ação política. Atuou em duas montagens ícones da época: Arena conta Zumbi de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, e Hair, original de Gerome Ragni e James Rado – preso em Belo Horizonte com todo o elenco do musical e desafiado para um racha com a seção mineira do antigo Dops, entrou em campo com o coração no bico do pé. Literalmente[carece de fontes?], para espanto (e temor) dos agentes de frente adversários.

A partir daí, deu sequência a seu trabalho musical compondo em diversas parcerias. Com Belchior, assinou a mais conhecida de suas composições: Comentário a Respeito de John, balada em referência a John Lennon, que se tornaria na época um hit instantâneo na voz do próprio Belchior no fim dos anos 70.

E com Tiago Araripe e Paulinho Costa criou o Papa Poluição, uma das bandas pioneiras na fusão do rock com ritmos regionais nordestinos, ganhando a cena alternativa paulistana.

Como um ator[editar | editar código-fonte]

O trabalho de composição o levou ao cinema nos anos 80, assinando com seus parceiros de Papa a trilha sonora de Sargento Getúlio (1983) e depois, individualmente, de A Fronteira das Almas (1987), ambos dirigidos por seu irmão Hermano Penna. A investida no cinema ainda levaria-o ao trabalho de assistência de direção em Louco por Cinema (1994) de André Luiz Oliveira e mais recentemente, em Mário (2000), do próprio Hermano Penna.

Paralelamente à carreira artística, impulsionou projetos de natureza sociocultural e ambiental. O primeiro foi a criação do Centro Cultural de Vila Madalena, hoje uma referência municipal na promoção de festejos de rua, como é a tradicional Feira da Vila, evento que ajudou a emprestar ao bairro os traços de agito cultural e boemia que obteve nos anos posteriores.

Foi o Centro Cultural da Vila Madalena que possibilitou também a mobilização por intervenções urbanas e paisagísticas destinadas à elevação da qualidade de vida no bairro e em seu entorno. A principal delas foi a criação, em meados dos anos 90, do Parque Villa Lobos, hoje uma área de 732 mil m² com equipamentos de lazer e esportes bem como um anfiteatro e um bosque de Mata Atlântica.

Nos anos 70, veio a tornar-se um ativista do Movimento de Apoio ao Índio. Outro projeto foi a fundação da Comissão Pró Índio de São Paulo, organização não-governamental dedicada à luta pelos direitos civis indígenas e comunidades de quilombos remanescentes. O contato com as comunidades pavimentou o caminho que uniu-o a ecologistas e outros segmentos da sociedade civil para a formação do Partido Verde, em 1987. Desde então assumiu o papel de dar forma às proposições do partido, fundamentadas no desenvolvimento sustentável, no bem-estar sócio-ambiental, nos direitos civis e das minorias.

Na vida pública[editar | editar código-fonte]

Nos anos 80, participou ativamente pela fundação e consolidação do Partido Verde. Em 1999, foi eleito presidente nacional do PV e dispôs-se a percorrer o País a fim de estruturá-lo nacionalmente em suas várias instâncias como parte da estratégia para angariar votos e visibilidade partidária.

Em 2008, foi eleito vereador em São Paulo pelo PV.

Em 2010, foi eleito[1] deputado federal por São Paulo pelo PV com 78.301 votos (0,37% dos válidos).

Em 2014, obteve[2] 52.437 votos (0,25% dos válidos) em sua campanha pela reeleição de deputado federal tendo sido eleito como suplente do PV e assumindo a vaga de deputado federal depois de nomeações feitas pelo governo Geraldo Alckmin envolvendo dirigentes do PV.

Cargo no Poder Executivo[editar | editar código-fonte]

Em 30 de março de 2017, o governador Geraldo Alckmin nomeou-o secretário de Estado da Cultura,[3] mas a sua posse na secretaria veio a ser em 6 de abril.[4]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  1. UOL (3 de outubro de 2010). «Candidatos nas eleições de 2010 - José Luiz de França Penna». UOL Notícias. Consultado em 3 de outubro de 2010. 
  2. UOL (5 de outubro de 2014). «Candidatos nas eleições de 2014 - José Luiz de França Penna». UOL Notícias. Consultado em 5 de outubro de 2014. 
  3. «Alckmin nomeia novo secretário de Estado da Cultura | Governo do Estado de São Paulo». Governo do Estado de São Paulo. 30 de março de 2017 
  4. «Secretaria de Estado da Cultura». www.cultura.sp.gov.br. Consultado em 9 de abril de 2017. 
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