Joscelino II de Edessa

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Mapa político do Próximo Oriente em 1135 com os estados cruzados. É possível ver o Condado de Edessa atravessado pelo rio Eufrates, com Turbessel a oeste e Edessa a leste, assinalada por uma estrela.

Joscelino II de Edessa (morto em Alepo, 1159), foi o quarto e último governante do condado de Edessa, de 1131 a 1149. A partir desta data o condado foi conquistado pelos muçulmanos, Joscelino foi aprisionado e o título de conde de Edessa passou a ser apenas nominal.

Governo do condado[editar | editar código-fonte]

Joscelino II era filho de Joscelino I de Edessa com Beatriz, filha do monarca Constantino I da Arménia. Ainda jovem, em 1125 participou, tal como o seu pai, da vitória cruzada em Azaz contra o atabegue (governador) de Moçul. Aprisionado na batalha, foi resgatado pelo rei Balduíno II de Jerusalém.

Em 1131, o seu pai foi gravemente ferido quando a mina de um seu sapador ruiu, durante o cerco a um pequeno castelo em poder dos turcos danismendidas, a nordeste de Alepo. O seu último acto foi, transportado numa liteira, marchar com o seu exército sobre a fortaleza de Kaisun, provocando a retirada do emir Gazi II. Morreria pouco depois na estrada.

O Condado de Edessa, o mais fraco e mais isolado dos estados cruzados, passou assim para Joscelino II. Em 1138 aliou-se ao Principado de Antioquia e ao imperador bizantino João II Comneno para atacar Zengi, o novo atabegue de Alepo e Moçul, que os derrotou. De volta a Antioquia, João Comneno tentava alargar o seu império até aos estados cruzados do norte. Joscelino explorou o sentimento de desconfiança contra os bizantinos e provocou um motim que obrigou João a voltar para Constantinopla.

Perda de Edessa[editar | editar código-fonte]

Em 1143, João II Comneno e Fulque de Jerusalém morreram, deixando Joscelino sem aliados poderosos para o ajudarem a defender os seus territórios, até porque se havia desentendido com os condes de Trípoli. A 24 de Dezembro de 1144, Zengi invadiu e conquistou a cidade de Edessa, massacrando 6 000 habitantes. Os cristãos francos que não sofreram execução foram enviados em cativeiro para Alepo, mas Joscelino fugiu para Turbessel, onde se manteve no controlo do restante condado a oeste do rio Eufrates.

Em Janeiro de 1146 Joscelino II urdiu uma conspiração, com alguns seus apoiantes arménios ainda em Edessa, para massacrar a guarnição turca da capital. Avisado disto pelos seus espiões, o atabegue foi forçado a partir, mas executou os partidários do conde cristão e instalou trezentas famílias de judeus seus apoiantes na cidade.

Joscelino ainda tentou retomar Edessa alguns meses depois, quando Zengi foi assassinado a 14 de Setembro, mas em Novembro foi derrotado pelo filho deste, Nur ad-Din, escapando por pouco. Também os arménios foram massacrados e os sírios expulsos, apesar da sua francofobia. Entretanto chegaram mais cristãos ao Levante na Segunda Cruzada, proclamada justamente em resposta à queda de Edessa. Mas a 4 de Maio de 1150 o conde foi capturado na conquista de Turbessel por Nur ad-Din, morrendo na prisão da cidadela de Alepo em 1159.

Em 1150 a sua esposa Beatriz vendeu o que restava do condado ao imperador bizantino Manuel I Comneno. Depois mudou-se com o tesouro da venda para o Reino Latino de Jerusalém, juntamente com a sua família, que compreendia três filhos:

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • L'Empire du Levant: Histoire de la Question d'Orient, René Grousset, 1949
Precedido por
Joscelino I
Armas da família Courtenay
Conde de Edessa
(apenas titular
a partir de 1149)

1131 - 1159
Sucedido por
Joscelino III
(apenas titular)