Jules-Élie Delaunay

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Jules-Élie Delaunay
Autorretrato, de 1860, aos 32 anos de idade, no Museu de Belas Artes de Nantes.
Nascimento 13 de maio de 1828
Nantes, França
Morte 5 de outubro de 1891 (63 anos)
Paris, França
Nacionalidade francês
Ocupação Pintor
Movimento estético Academicismo

Jules-Élie Delaunay (Nantes, 13 de junho de 1828Paris, 5 de setembro de 1891) foi um pintor acadêmico francês, conhecido por suas pinturas históricas e retratos.[1]

Foi eleito membro da Académie des Beaux-Arts em 1879 e tornou-se professor da École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris em 1889. Teve grande participação no círculo artístico de sua época, tendo conta(c)to com artistas como Gustave Moreau e Edgar Degas, que conheceu enquanto estudava arte antiga em Roma através da bolsa Prix de Rome.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de um comerciante, Jules-Élie Delaunay nasceu em 13 de junho de 1928 no departamento Loire-Atlantique, na cidade francesa de Nantes. Seu pai inicialmente opôs-se contra sua carreira como pintor, pois não achava-a rentável economicamente, e por isso os estudos artísticos de Delaunay avançaram gradualmente: foi um aluno de um dia na escola de elite Externat des Enfants Nantais, onde conheceu a celebridade artística local, Joachim Sotta, que acreditou nos talentos de Delaunay o suficiente para dar-lhe aula durante um ano, apresentando-o durante uma viagem a Paris em 1846 ao famoso pintor Jean-Hippolyte Flandrin, um antigo aluno de Ingres,[2] cujas técnicas serviriam de inspiração ao jovem Delaunay por anos.[3]

Flandrin passaria a dar aula a ele em 7 de abril de 1848 no seu ateliê na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, em Paris,[2] onde também foi aluno do artista acadêmico Louis Lamothe.[4] O verdadeiro avanço nos estudos de Delaunay, no entanto, só aconteceria em 1856, quando ganhou o Prix de Rome e foi estudar arte antiga em Roma, na Itália. Esse passo também representou uma mudança em suas técnicas: deixou de lado a busca pela perfeição rafaelita, que travava aperfeiçoando as técnicas de Ingres, e passou à sinceridade e severidade dos traços da arte do século XIV.[4]

Especializou-se em retratos e pintura histórica, e quando voltou para Paris em 1861, como enviava obras de Roma para a França,[2] já tinha uma carreira consolidada, recebendo diversas encomendas, como alguns afrescos para a Igreja de São Nicolau em Nantes; três painéis de Apolo, Orfeu e Anfíon no salão de ópera Ópera Garnier, onde trabalhou com seu amigo e pintor impressionista Pierre Puvis de Chavannes, e doze pinturas para o salão principal do conselho de estado francês no Palais Royal.[4]

Em 1869 expôs seu famoso quadro Praga em Roma no Salão de Paris. Foi eleito membro da Académie des Beaux-Arts em 1879 e tornou-se professor da École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, em Paris, em 1889.[5] Na última década de sua vida ganhou grande popularidade como pintor de retratos e tornou-se reconhecido tanto no meio artístico quanto popular, tendo tornado-se colega de outros artistas de destaque de sua época ainda em Roma, como seu grande amigo Gustave Moreau e Edgar Degas.

Morreu em Paris em 5 de setembro de 1891, deixando seus quadros de Cenas da Vida de São Genevieve, feitos para o Panteão de Paris, inacabados.[5]

O Museu de Orsay tem seu quadro Praga em Roma[6] e uma figura nua de Diana.[4] O Museu de Belas Artes de Nantes, além de Lição sobre Flauta, tem 2673 desenhos e 49 pinturas de Delaunay.[2]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Accueil». Jules-Elie Delaunay – Exposition virtualle. Consultado em 23 de agosto de 2014 
  2. a b c d «Biographie». Jules-Elie Delaunay – Exposition virtualle. Consultado em 23 de agosto de 2014 
  3. «Jules-Elie Delaunay». Art cyclopedia. Consultado em 23 de agosto de 2014 
  4. a b c d Chisholm, Hugh (1911). «Jules-Élie Delaunay». Encyclopædia Britannica 11 ed. Cambridge University Press 
  5. a b Fontanel, Béatrice; Wolfromm, Daniel (2002). Quand les artistes peignaient l'Histoire de France. De Vercingétorix à 1918 (em francês). Paris: Seuil. 144 páginas. ISBN 978-2020541640 
  6. «Peste à Rome [Plague in Rome]». Musée d’Orsay. Consultado em 23 de agosto de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]