Safo

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Safo de Mitilene
Afresco frequentemente referido a Safo nos tempos modernos, encontrado em Pompeia.
Nascimento Entre 630 a.C. e 604 a.C
Eresos ou Mitilene Lesbos, Grécia
Morte ?
Nacionalidade Grega
Ocupação Poetisa, Tecelã, Sacerdotisa
Principais trabalhos Hino a Afrodite

Safo (em grego antigo: Σαπφώ, transl. Safo)[1] foi uma celebre poetisa grega da ilha de Lesbos, contemporânea de Pítaco e Alceus.[2] É conhecida por sua poesia escrita para ser cantada ao som da lira.[3] A maioria dos poemas de Safo se perdeu ao longo do tempo, assim como ocorreu com praticamente todos os escritores da antiguidade, e o que sobreviveu chegou até nós em forma de fragmentos, sendo seu único poema completo a chegar aos dias atuais intitulado ´´Ode a Afrodite´´, pois foi preservado por Dionísio de Halicarnasso, em sua obra sobre a composição dos nomes.[4] Além da poesia lírica, os antigos comentaristas afirmam que ela escrevia poesia elegíaca e iâmbica. Pouco se sabe sobre a vida de Safo, sabe-se que ela era filha de uma família rica da aristocracia de Mitilene, porém não é possível ter certeza sobre o real nome de seus pais, sendo atribuídos geralmente o nome de Cleis para a sua mãe e de Escamandronimo para seu pai.[5] Fontes antigas dizem que ela possuía três irmãos, os nomes de dois deles são mencionados no poema ´´Os Irmãos´´, descoberto em 2014.

Registros históricos e bibliográficos[editar | editar código-fonte]

Pouco se sabe sobre a vida de Safo.[6][7] Uma das poucas fontes contemporâneas sobre Safo, que poderia fornecer alguma informação sobre sua vida seriam seus poemas, porém eles não podem ser considerados como relatos biográficos de sua vida, e muitos estudiosos relutam em fazer, tendo em vista que os poemas de Safo eram feitos para serem lidos em público, em cerimônias religiosas, banquetes, e outros eventos.Outra fonte para a vida dela seria o Testimonia,(testemunhos) um conjunto de referências biográficas e literárias, coletadas por autores da antiguidade.[8] Os relatos do Testimonia, não datam da época de Safo, mas foram escritos por pessoas que tiveram muito mais acesso a poesia de Safo do que nós temos hoje em dia,[8][9] no entanto é difícil saber até que ponto estes relatos estão corretos ou não.[9]

Safo retratada por Jean Baptite Regnaut

Sabemos que Safo era de Mitilene na ilha de Lesbos..[10] A tradição nomeia sua mãe como Cleis, e seu pai como Escamandronimo, membros da aristocracia local.[5][11] Em Heroides, do poeta Ovídio, o pai de Safo morreu quando ela tinha apenas 7 anos[12]. Nenhum retrato de sua aparência sobreviveu, sendo todas as representações antigas e modernas concepções artísticas[13]. Alceu um poeta contemporâneo de Safo, e a quem alguns relatam que ela teria tido um romance, descreve ela como tendo ´´cabelo violeta´´ que seria uma forma poética comum de descrever cabelos escuros[14][15]

Ela teve pelo menos dois irmãos , Larico e Charaxo. De acordo com Ateneu, Safo sempre elogiou Larico por fazer um serviço cerimonial na prefeitura de Mitilene. Este serviço era feito apenas por garotos das melhores famílias .[16] Uma tradição antiga relata que Charaxo, um dos irmãos de Safo, teria gasto uma grande soma de dinheiro para libertar uma cortesã egípcia de nome Dorica fato este que levou Safo, a criticar seu irmão em versos, e acusar Dórica de ter espoliado seu irmão de uma grande parte de seus bens .[5][17]

Segundo o Suda, uma importante enciclopédia bizantina, ela teria tido uma filha de nome Cleis, mesmo nome que é atribuído à sua Mãe, e teria se casado com um homem rico chamado Cércolas, da ilha de Andros.[5] [7] Esses fatos ganham força pois o nome Cleis aparece em alguns fragmentos de poemas atribuídos a Safo.[18] Uma tradição também afirma que Safo juntamente com sua família foram exilados de Lesbos para a Sicília , devido a disputas políticas que ocorriam entre a aristocracia local.[4][10] Nesse mesmo período e pelo mesmo motivo também temos Alceu de Mitilene indo para o exílio.[19]

Suposta Escola, Tíasos ou Coral[editar | editar código-fonte]

Por sua posição social e política, Safo e sua família foram exilados para a Sicília quando ela ainda era jovem.[20] Após alguns anos de exílio, ela retornou a ilha de Lesbos e em Mitilene supostamente inaugurou uma ´´escola para mulheres´´.[21] Essa escola também é descrita como um Tiasos, mas alguns acreditam que o mais provável é que fosse um coral feminino, que se apresentava em ocasiões solenes, e ajudava as garotas a se apresentarem e mostrarem suas qualidades, para seus possíveis futuros noivos.

Um fragmento poético de Safo deixa isso evidente:

´´No topo do galho mais alto, perdida pelos coletores a maçã avermelha, não por ter sido esquecida, mas por não terem conseguido alcança-la´´

Nesse fragmento, Safo fala sobre uma jovem que já estava na idade de se casar, mas ainda não havia conseguido um noivo.

Nessa ´´escola´´, Safo ensinava poesia, dança, arte e música para suas alunas,[22] também desenvolviam-se atividades físicas, banquetes, cultos religiosos e concursos de beleza.[23]  As alunas, chamadas de hetaera (companheiras), vinham de vários lugares da Grécia para serem discípulas de Safo,[24] lá, elas aprendiam a serem “mulheres completas”, ou seja: graciosas, femininas e elegantes, segundo a ideia de feminilidade de Safo.[25]

Obras[editar | editar código-fonte]

Safo, por Klimt 1888.

Safo contribuiu significantemente para a poesia lírica, dando um destaque a poesia mélica devido aos acompanhamentos musicais nas leituras de seus poemas.[26] Ao que tudo indica os gregos podem ter visto Safo como uma contraparte feminina de Homero, pois se referiam a ele como ´´o poeta´´ e a ela como ´´a poetisa´´.[7]

Escrevia sobre dores e prazeres, é perceptivo em seus poemas uma linguagem autônoma, feminina e fluída. Não é sabido como Safo colocou seus poemas em circulação, mas é conhecido que as mulheres passavam via tradição oral os poemas para suas filhas.[27] Sua poesia foi muito reconhecida e admirada pelos grandes homens de sua época.[27]

Nos séculos III a.C e II a.C, dois estudiosos pertencentes à Escola de Alexandria, Aristófanes de Bizâncio e Aristarco de Samotrácia, coletaram e editaram seus poemas em nove livros de acordo com a métrica. Sua poesia de conteúdo considerado erótico foi censurada pelos copistas medievais ou se perdeu com o tempo assim como ocorreu com outros poetas e pensadores da antiguidade, por isso restaram apenas alguns fragmentos das obras de Safo.[28]

Safo retratada em uma ânfora

“Nove são as musas, dizem alguns; que descuidados!

Vejam, Safo de Lesbos é a décima.” - Platão, AP 9.506[28]

Fragmentos poéticos de Safo:

  1. Antigamente, era assim que dançavam

a essa hora, as mulheres de Creta;

ao som da música, ao redor do altar sagrado

dançavam, calçando sob os pés delicados

as flores tenras da relva.

  1. A Lua já se pôs,

e as Plêiades; é meia-

noite; a hora passa e eu

deitada estou sozinha

  1. Vieste, e fizeste bem. Eu esperava,

queimando de amor; tu me trazes a paz.

  1. Queimo em desejo e anseio por…

  2. Mãe querida, não posso mais te tecer a trama

-queimo de amor por um lindo rapaz:

a culpa é de Afrodite, a delicada -

  1. <Noiva>: Virgindade, virgindade, onde estás, após abandonar-me, tendo ido embora?

<Virgindade>: Nunca mais voltarei para ti, nunca mais!

-Carta de Safo a Faón[29]

Sexualidade e supostos relacionamentos amorosos[editar | editar código-fonte]

Safo e suas alunas, por Amanda Brewster Sewell, 1891.

A pouca quantidade de fatos biográficos sobre a vida de Safo e a interpretação equivocada de seus poemas e mais frequentemente de seus fragmentos, torna a questão a cerca da sexualidade de Safo, bastante controversa. Ao longo da historia, a ilha de Lesbos onde Safo nasceu, e as mulheres que viviam nela, foram rotuladas de diversas maneiras. Na Grécia Antiga, a Ilha, segundo Luciano de Samósata, era um local de amores ´´depravados´´.[30] O termo lésbica que nos dia atuais, é frequentemente utilizado como uma gíria para se referir a mulheres homossexuais, só passou a ser utilizada nesse sentido recentemente, mais precisamente a partir do final do século 19 e início do século 20. Na antiguidade a palavra lésbica possuía outro significado; durante muito tempo na Grécia antiga o termo lesbiazein, que deriva da palavra Lesbos, significava felação, ou seja ´´o ato de uma mulher fazer sexo oral em um homem´´,[7] e a palavra lésbica era usada muitas vezes, como um sinônimo de cortesã, ou prostituta.

A partir do século 19 houve uma maior discussão acerca da sexualidade de Safo..[31] Os que defendem a teoria de uma Safo Homosexual, utilizam fragmentos poéticos de Safo, nos quais ela demonstra grande afetividade por suas amigas ou discípulas [32] Porem, a ausência de uma homossexualidade explicita nos poemas escritos por Safo, levaram alguns escritores e escritoras modernos a criarem poemas homossexuais e atribuir estes poemas a poetisa ou a suas seguidoras, a ´´farsa´´ mais famosa são um conjunto de poemas chamados ´´As canções de Bilitis´´ , um conjunto de poemas homossexuais atribuídos erroneamente a uma poetisa que teria vivido no século VI.a.C, mas que com o passar do tempo se descobriu que na verdade Bilitis nunca existiu, e seus poemas haviam sido escritos no século 19, pelo poeta francês Pierre Louys e não por uma poetisa grega.[33]

Safo admirando o poeta Alceu de Mitilene

Para muitos, pesquisadores(as) modernos, os poemas escritos por Safo para suas discípulas como o poema para Atthis, não representavam uma atração homossexual, mas sim a o amor fraterno, afetividade e o carinho que Safo tinha por elas.Estes poemas, foram interpretados de maneira equivocada, maliciosa ou fora de contexto.

Para outros, o eu lirico dos poemas em que Safo utiliza a primeira pessoa,ou o pronome pessoal ´´eu´´, devem ser interpretados como ´´nós´´, tendo em vista que era habito entre poetas antigos usar a primeira pessoa mesmo quando o poema era direcionado a terceira pessoa, ou quando era feito para ser cantado em corais e cerimonias religiosas por varias pessoas. Sendo assim o personagem narrador dos poemas de Safo na verdade seria um elemento literário, não uma declaração pessoal de amor pessoal.[34] O Suda, registra que Safo foi acusada de maneira caluniosa de ter amizades vergonhosas,[35] mas não especifica exatamente que tipo de amizades seriam estas, o que dá margens a muitas interpretações diferentes, e muitos autores acreditam que estas acusações injuriosas, foram forjadas por inimigas, ou rivais da poetisa.[36][37][38] Outro ponto que vai contra a teoria de uma Safo homossexual, é o fato de que alguns dos poemas atribuídos como sendo declarações de amor da poetisa por outras mulheres, na verdade eram epitalâmios, ou seja cânticos nupciais, ou religiosos, feitos sob encomenda que faziam parte da tradição do casamento na Grécia antiga, eles consistiam num elogio publico e solene, dirigido ao cônjuge de maior condição social, recitado por um coral, e que exaltavam as qualidades dos noivos para chamar a atenção dos deuses, principalmente Himeneu o deus das boas núpcias, para que esses deuses dessem suas bênçãos ao casal. Os fragmentos poéticos abaixo, foram feitos por Safo para um casamento, e citados por Dionísio de Halicarnasso, e Hefestion.

´´Noivo feliz, agora chegou o dia de teu casamento, e tens a noiva que queria´´

´´Como ela ó noivo, não havia outra´´

Uma teoria de que Safo fosse uma cortesã, surgiu na antiguidade,e ganhou força, devido a grande ênfase dada a Afrodite e a Eros em seus poemas, e ao fato de que em alguns de seus poemas ela se refere a suas discípulas como Hetaira(ἑταῖραι), esta palavra em grego significa companheira, mas também era utilizada para se referir a mulheres, que eram prostitutas refinadas. Ateneu afirma que Hetaira, também era utilizado para se referir a amigas, por mulheres de nascimento livre, e não apenas por cortesãs, ele cita como exemplo, um verso de Safo, no qual ela fala sobre as deusas Niobe e Leto.[39]

Niobe e Leto eram velhas companheiras(ἑταῖραι) afetuosas uma da outra[39]

Na literatura Grega Clássica, Safo era retratada como uma mulher heterossexual, envolvida em casos amorosos com grandes poetas. Segundo Ateneu, um gramático grego que viveu no século III, o poeta Difilo representa Safo envolvida em um triangulo amoroso com os poetas Arquiloco, e Hipônax, enquanto o escritor Hermesianax, representa ela envolvida em um triangulo amoroso com o poeta Alceu de Mitilene e o poeta Anacreonte de Teos, mas Ateneu salienta, que talvez Hermesianax esteja enganado ao representar Anacreonte e Safo como contemporâneos pois Anacreonte teria vivido na época de Ciro, enquanto Safo viveu na época em que Aliates estava reinando. Seja como for Chamaleon, também representa Anacreonte e Safo como contemporâneos e amantes, e cita um poema escrito por Anacreonte para a poetisa Safo .[39] No poema o poeta Anacreonte, fala sobre uma Safo que ri de sua cabeleira branca, mas logo em seguida com a sua boca aberta se volta para a outra cabeleira dele, ou seja a cabeleira pubiana, fazendo uma clara alusão a pratica do lesbiazein, sexo oral pelo qual as mulheres de Lesbos eram conhecidas naquela época.

Segundo Ateneu, estes versos abaixo são parte de um poema maior, escrito por Safo, para um homem que era conhecido por sua grande beleza:[39]

´´Fique em minha frente meu querido, e desvele sobre mim a graça que de seus olhos flui´´.

Acreditasse hoje, devido a pesquisas arqueológicas que existiram duas mulheres com o nome de Safo, uma nasceu em Eresos, e foi uma (ἑταῖραι) cortesã, enquanto outra nasceu em Mitilene, e esta seria a brilhante poetisa, contemporânea de Alceus, casada com Cércolas. Com o passar do tempo, as duas acabaram sendo confundidas.[2][36]

Do ponto de vista histórico, apenas podemos dizer que Safo foi casada com Cercolas de Andros, e que teve com ele uma filha de nome Cleis,[2] depois de ficar viúva, não existem mais registros de outro relacionamentos, embora alguns fragmentos poéticos aparentemente escritos na sua velhice, indiquem que ela desejaria se casar novamente se ainda fosse jovem.

Morte[editar | editar código-fonte]

Existem duas interpretações sobre o fim da vida de Safo para os historiadores, uma implica um fim trágico, com a poetisa pulando do alto de um penhasco por um amor não correspondido por um homem, outro afirma que a poetisa na verdade teria tido uma vida tranquila e morrido de causas naturais em uma idade avançada. O autor grego trágico Menandro (341-291 a.C.) escreveu uma peça aonde há uma Safo que se apaixona por muitos homens em toda a sua vida, sendo seu último grande amor o barqueiro Faón, amor o qual não era correspondido, pois Afrodite o enfeitiçara para não cair nas graças de Safo. Tendo entrado em desespero, Safo pula do monte Leucadê, acredita-se que esta passagem seja fabulosa, pois um fragmento de Safo citado por Estobeo, indica que ela teria chegado a velhice.[4][40] Não existem relatos oficiais sobre como de fato ocorreu a morte de Safo, o que deixou uma lacuna em sua história, sendo discutida apenas através de especulações de peças da literatura grega.[41]

Representações antigas[editar | editar código-fonte]

Pilar com uma escultura de “Safo”; inscrito, "Safo Eresia", Safo de Eresos. Cópia romana do grego clássico original, Museu do Capitólio.
Retrato de Safo, Palazzo Massimo alle Terme, Roma. Foto de Paolo Monti de 1969.

Safo, mesmo com seu exílio, teve grande influência na Grécia antiga, foi em Atenas, uma referência da autoridade feminina moldada pela Comédia Nova. Safo era sacerdotisa de um culto religioso (thíasos), também supostamente uma professora de um coro feminino ligado às festividades do casamento e dedicado às Musas, às Graças e a deusa Afrodite, aonde tinha o ensinamento voltado as jovens solteiras que estavam prestes a se casar e elas se dedicavam ao aprendizado da música e da poesia.[42]

Os atenienses nos séculos IV e V. pensavam sobre Safo pelos relatos de Ateneu O poeta falava dos rituais dos banquetes privados relativos ao komós grego e de suas etapas, relatando uma Safo simposiasta e que interpretava canções de amor.[42]

Safo era tema central de inúmeras peças na Atenas clássica. Chegaram até nós somente fragmentos de seis comédias com o título Safo utilizados nas obras escritas por Ameipsias, Amfis, Antífanes, Dïfilos, Efippos e Timocles. Na comédia, Safo era muito representada com grande interesse por jovens.[41] Na obra de Antifanes, Safo seria representada como poetisa e uma adivinhadora de enigmas.[42]

No início do século XIX foram descobertos fragmentos de poemas referentes a Safo em Oxirrinco no Egito, com criticas sobre como ela era vista no século V a.c. como uma mulher imoral.[43]

Referências

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  12. Most 1995, p.20
  13. Ritcher 1995, p.172
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  15. Alceus fr Loeb/LP 384 veja n1 AD Loc para uma expressão de incerteza do editor
  16. Campbell 1982 pp XI 189.
  17. Heródoto historias 2,135
  18. Hallett 1982, p.22-23
  19. Kurke 2007, p.158
  20. DOS SANTOS,1978.p. 57
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  22. COSTA, 2012.p. 42
  23. ULLMANN, 2005. p. 47
  24. DEMARCHI, 2010, p.138
  25. CALAME, 1996. p. 123
  26. RAGUSA, 2008. p. 2
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  29. FUNARI, 1995. p 97
  30. ULLMANN, 2007, p. 49; GOLDHILL, 2007, p. 72
  31. ULLMANN, 2007, p. 48; BREMMER, 1995, p. 29; 36
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  34. ULLMANN, 2007, p. 47
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  39. a b c d Ateneu, século III. Os Deipnosofistas, Tradução em ingles por C.D Young 1854.Disponivel online em: http://www.attalus.org/old/athenaeus13c.html
  40. CANDIDO,2008.p 52
  41. a b CANDIDO,2008.p 53
  42. a b c CANDIDO,2008.p 54
  43. SILVA,2011.p 70

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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