Heterossexualidade

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Heterossexualidade refere-se a atração sexual e/ou romântica entre indivíduos de sexos opostos, e é considerada a mais comum orientação sexual nos seres humanos. A utilização corrente do termo tem as suas raízes na abrangente tradição da taxonomia da personalidade no século XIX. Esta continuou a influenciar o desenvolvimento do conceito moderno de orientação sexual, sendo associada ao amor romântico e identidade sexual adicionalmente ao seu exclusivo significado sexual.

O adjectivo heterossexual é usado para descrever relações íntimas e/ou sexuais entre indivíduos do sexo masculino e do sexo feminino, os quais podem ou não identificar-se socialmente como heterossexuais.

A heterossexualidade tem sido identificada, ao longo da história e na maioria das civilizações, como a "normal" ou "natural", decorrendo directamente da função biológica relacionada com o instinto sexual reprodutor sendo tudo o resto "anormal" ou "antinatural". Contudo, tem-se verificado uma mudança na forma como o assunto é abordado pela opinião pública, comunidade científica e poder político, reforçando-se hoje em dia a diferença entre "maioria" (a heterossexualidade) e a "naturalidade" (inerente a qualquer condição sexual).

Organizações feministas e LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) têm vindo a afirmar, em alguns casos até mesmo com vaias em diversos meios que o comportamento heterossexual foi, essencialmente, apresentado como único socialmente aceitável ao longo de gerações, motivado por costumes familiares, sociais e religiosos.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Um casal heterossexual dando as mãos.

Hétero vem da palavra grega ἕτερος [héteros],[1] que significa "diferente" e se reúne com a palavra proveniente do latim para o sexo. O termo "heterossexual" foi cunhada pouco depois e se opõe ao termo "homossexual", por Karl Maria Kertbeny e foi publicado pela primeira vez em 1869.[2] "heterossexuais" foi pela primeira vez enumerados no Merriam-Webster's New International Dictionary como um termo médico para "mórbida paixão sexual por um do sexo oposto", mas em 1934, em sua segunda edição produzida como uma "manifestação de paixão por um do sexo oposto; Sexualidade normal". [3]

O termo heterossexual pode ser usado para descrever a orientação sexual do indivíduo, história sexuais, a sua preferência erótica/afetiva ou, ainda, se auto-identificar. Mas no uso comum, na cultura ocidental, o termo heterossexual está fortemente relacionado à imagem do hétero normativo (isto é, um heterossexual que se relaciona exclusivamente nessa condição e rejeita a diversidade de desejos ou ainda outras possibilidades de interação íntima).

Estudos Acadêmicos[editar | editar código-fonte]

Uma das versões do símbolo da heterossexualidade.

Heterossexualidade, como quaisquer formas de identidade é muito subjetivo. Na sociedade ocidental, geralmente se considera como heterossexual o indivíduo que direciona quer todos ou a grande maioria dos seus desejos e/ou a estimulação sexual a pessoas do sexo oposto. Em outras culturas de forma pré-conceituosa e errada, um homem heterossexual pode se envolver em relação homossexual desde que ele mantenha o comportamento highsexual com o papel tradicionalmente atribuído ao seu sexo durante a relação e a seu gênero durante o decorrer do relacionamento ou, ainda ocorre o heterossexualismo é atribuído ao homem mesmo que ele assuma papel ativo ou papel g-zero-y durante uma relação homossexual/erótica. Enquanto atividade social, desde que mantenha uma relação com uma mulher na sua vida familiar; nesse caso a heterossexualidade é vista como um estilo de vida[4] e não como uma orientação sexual, já que a orientação tenderia à bissexualidade.

Uma concessão cultural semelhante a esta tem sido historicamente rara entre as mulheres, mas, recentemente, foram toleradas mais do que seu equivalente masculino, em grande parte devido à sua ligação a algumas escolas do feminismo.

Teoria dos hormônios pré-natais[editar | editar código-fonte]

A neurobiologia da masculinização do cérebro é bastante bem compreendida. Estradiol e a testosterona, que é catalisada pela enzima 5α-diidrotestosterona redutase, atua sobre receptores androgênicos no cérebro para masculinizá-lo. Se há poucos receptores androgênicos (pessoas com síndrome de insensibilidade androgênica) ou demasiado androgênicos (fêmeas com hiperplasia adrenal congênita), pode ocorrer efeitos físicos e psicológicos. [5] Foi sugerido que ambos os sexos, masculino e feminino, heterossexuais são resultados da variação deste processo. [2] Nestes estudos, a heterossexualidade das mulheres está ligada a uma menor quantidade de masculinização do que é encontrado em mulheres lésbicas, embora quando se lida com a heterossexualidade masculina exista resultados apoio em maior e menor grau a masculinização dos homossexuais masculinos.

Seleção natural[editar | editar código-fonte]

Há uma disposição a acreditar que o comportamento humano é, em última análise, explicáveis em termos da seleção natural. Deste ponto de vista, o deslocando do equilíbrio social entre os desejo heterossexuais e homossexuais evoluíram mais como um ajuste da estratégia de sobrevivência para as espécies que não tenha uma configuração de desejo exclusivamente heterossexual ou homossexual.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Roberts, Edward A. A comprehensive etymological dictionary of the Spanish language with families of words based on Indo-european roots». 2014. Consultado em 13 de setembro de 2016. 
  2. a b Wilson, G. and Rahman, Q., (2005). Born Gay. Chapter 5. London: Peter Owen Publishers
  3. Katz, Jonathan Ned (1995) The Invention of Heterosexuality. NY, NY: Dutton (Penguin Books). ISBN 0-525-93845-1.
  4. Frank, Katherine. (2008-08-01). "`Not Gay, but Not Homophobic': Male Sexuality and Homophobia in the `Lifestyle'" (em en). Sexualities 11 (4): 435–454. DOI:10.1177/1363460708091743. ISSN 1363-4607.
  5. Vilain, E. (2000). Genetics of Sexual Development. Annual Review of Sex Research, 11
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