Androginia

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Representação gráfica medieval de um ser humano andrógino tirado do livro Crônica de Nuremberg, primeiro publicado em latim e, no mesmo ano de 1493, também publicado em alemão, sob o título de Nürnberger Chronik; mas também largamente conhecido como Schedelsche Weltchronik, dada a autoria de Hartmann Schedel).

Androginia refere-se a dois conceitos: a mistura de características femininas e masculinas em um único ser, ou uma forma de descrever algo que não é nem masculino e nem feminino.

A pessoa que se sente com alguma combinação de características culturais, tanto masculinas (andro) quanto femininas (gyne) é quem se identifica e se define como tendo níveis variáveis de sentimentos e traços comportamentais que são tanto masculinos quanto femininos.

Conceito de androginia humana[editar | editar código-fonte]

A pessoa andrógina é aquela que tem características físicas e, adicionalmente, as comportamentais de ambos os sexos. Assim sendo, torna-se difícil definir a que gênero pertence uma pessoa andrógina apenas por sua aparência.

Pessoas andróginas do sexo masculino que prezam por sua androginia normalmente utilizam adereços femininos (homens) e do sexo feminino normalmente utilizam adereços masculinos (mulheres), visando ressaltar a dualidade. Isso posto, tende-se a pressupor que pessoas andróginas sejam invariavelmente homossexuais ou bissexuais, o que não é verdade, uma vez que a androginia ou é um caráter do comportamento e da aparência individual ou mesmo da sua condição sexual psicológica, nada tendo a ver com a orientação sexual (ou identificação sexual) ou ainda com atração erótica por alguém semelhante. Assim, pessoas andróginas podem se identificar como homossexuais, heterossexuais, bissexuais, assexuais ou ainda como pansexuais.

Conceito na psicologia[editar | editar código-fonte]

Na psicologia, androginia é uma disforia de gênero rara que é responsável por uma condição psíquica em que a pessoa se identifica como não sendo nem homem nem mulher, mas como uma pessoa de sexo mentalmente híbrido, o que se reflete em seu comportamento. Dentro da psicologia, Sandra Bem desenvolveu um teste no qual considera-se a masculinidade e feminidade num plano bidimensional. Nessa modelagem, pessoas com traços significativos para a masculinidade e feminilidade obtidos, por exemplo, através do Inventário de Papéis Sexuais de Bem poderiam ser consideradas como andróginas.

Para a Psicologia Analítica, de Carl Gustav Jung, andrógino se refere a uma integração dos pares de opostos Anima e Animus, respectivamente o feminino e o masculino, sendo ambas características associadas à mesma pessoa.


Na mitologia[editar | editar código-fonte]

A pessoa andrógina é, também, segundo o livro "O Banquete", de Platão, uma criatura mítica proto-humana. No livro, o comediógrafo Aristófanes descreve como haveria surgido os diferentes sexos. Havia antes três criaturas: Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros entidade masculina composta de oito membros e duas cabeças, ambas masculinas, Gynos entidade feminina mas com características semelhantes, e Androgynos composto por metade masculina, metade feminina. Essas não estavam agradando os deuses, que resolveu separá-las e/ou dividi-las em duas partes, para que se tornassem menos poderosas. Fracionando Andros, originaram-se dois homens, que apesar de terem seus corpos agora separados, tinham suas almas ligadas, por isso ainda eram atraídos um pelo outro. O mesmo teria ocorrido com as outras duas criaturas, Gynos e Androgynos. Andros deu origem aos homens homossexuais, Gynos às lésbicas e Androgynos aos heterossexuais. Segundo Aristófanes, seriam então divididos aos terços os heterossexuais e homossexuais.

Andróginos famosos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]