Orientação romântica

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Orientação romântica, também chamada orientação afetiva, indica o sexos ou gêneros com o qual uma pessoa sente atração romântica. Este termo é usado como alternativa, mas também lado-a-lado, com o termo orientação sexual, e baseia-se na perspectiva de que a atração sexual é tão somente um único componente de uma dinâmica maior.[1]

Por exemplo: ainda que uma pessoa bissexual possa se sentir atraída sexualmente por mais de um sexo, esta pessoa pode ser predisposta a sentir mais intimidade romântica, afetiva ou emocional com apenas um sexo. Assim, os conceitos de orientação romântica e de orientação sexual reconhecem que pode haver relações sexuais sem que haja ligações românticas ou afetivas entre os parceiros, e que vice-versa, relações românticas e afetivas não necessariamente impliquem atração sexual entre os parceiros; afinal, a intimidade interpessoal não necessariamente requer atração sexual, pois o sentimento de atração envolve muitos outros pontos além da sexualidade.

Alguém pode ser arromântico (atração romântica por nenhum sexo ou género), heterorromântico (atração romântica por pessoas do sexo ou género oposto do seu), homorromântico (sente atração romântica por pessoas do mesmo sexo ou gênero), birromântico (sente atração romântica por mais de um sexo ou género), ou ainda utilizar outros termos para denotar a sua orientação romântica, como panromântico (em que tais indivíduos revelam que o sexo e a identidade de género não desenrolam um papel na atração, se atraindo por pessoas independentemente de tais características), ou termos que não fazem relação com o género ou sexo do indivíduo, como androromântico (atração pelo sexo masculino) ou gineromântico (atração pelo sexo feminino).

Para algumas pessoas, o termo orientação sexual quando usado de forma abrangente para a atração sexual e romântica é reducionista. Para pessoas assexuais, a orientação romântica é frequentemente considerada uma medida de atração mais útil do que a orientação sexual.

Referências

  1. Crethar, H. C. & Vargas, L. A. (2007). Multicultural intricacies in professional counseling. In J. Gregoire & C. Jungers (Eds.), The counselor’s companion: What every beginning counselor needs to know. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum. ISBN 0-8058-5684-6. p.61.

Ver também[editar | editar código-fonte]