Identidade sexual

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A identidade sexual (ver Escala de Orientação Sexual de Harry Benjamin) indica a percepção individual sobre o gênero que uma pessoa percebe para si mesma. A categoria identidade sexual, em termos teóricos, não possui uma definição precisa: em alguns estudos, identidade sexual aparece como sinônimo de orientação sexual,[1] em outros aparece como sinônimo de identidade de gênero.[2][3][4]

Relação entre identidade sexual e orientação sexual[editar | editar código-fonte]

A identidade sexual como sinônimo de identidade de gênero pode ser exclusivamente masculina ou feminina. Entretanto, também pode manifestar uma mistura entre a masculinidade e feminidade, admitindo várias categorias entre homossexualidade, afetividade intermasculina, interfeminina, inversão sexual de papéis de gênero, travestibilidade e transexualidade. A identidade sexual difere em conceitos da orientação sexual pois a identidade sexual fundamenta-se na percepção individual sobre o próprio sexo, masculino ou feminino percebido para si, manifestado no papel de gênero assumido nas relações sexuais e a orientação sexual fundamenta-se na atração sexual por outras pessoas. Difere também da identidade de gênero no sentido em que a identidade de gênero está mais correlacionada com a maneira de se vestir e de se apresentar na sociedade enquanto a identidade sexual correlaciona-se mas diretamente com o papel de gênero sexual. Algumas vezes considera-se que um transexual do biotipo masculino, cuja orientação sexual é somente por homens e que se relacione sexualmente apenas no papel feminino, possa ser considerado heterossexual. Nos casos mais comuns, homens e mulheres identificam-se no biotipo sexual natural, sem manifestar desejos pela transgenereidade.

Identidade sexual como transtorno de identidade[editar | editar código-fonte]

Enquanto a orientação sexual não-heterossexual foi removida da lista de doenças mentais nos EUA em 1973; e do CID 10 (Classificação Internacional de Doenças) editado pela OMS Organização Mundial da Saúde em 1993. Os transtornos de identidade de gênero que englobam travestis e transexuais permanecem classificadas na CID-10 considerando que, nesses casos, terapias hormonais e/ou cirurgia de redesignação de sexo são, algumas vezes, indicadas pela medicina.

Características[editar | editar código-fonte]

As definições feitas abaixo são modernas, desprendidas de tradições, religiões e preconceitos, buscam simplificar o entendimento e não tem o objetivo de rotular as pessoas, e sim mostrar a complexidade por trás do comportamento sexual humano.

  • Características biológicas: ligadas aos órgãos reprodutores, podem ser macho (dotado de pênis), fêmea (dotada de vagina) ou hermafrodita (indivíduo dotado dos dois órgãos sexuais). O grau de hermafroditismo depende muito, há pessoas com ambos os sistemas reprodutores quase que perfeitos (testículos, útero, etc). Outras com apenas órgãos sexuais duplos, ou órgãos parciais (mal formados) sendo apenas um deles funcional. A presença ou ausência de testículos interfere no nível do hormônio testosterona, o maior nível deste, determina predominância de características físicas masculinas. O inverso também é válido, onde a maior concentração de hormônios femininos (ex: estrogênio) determinam características físicas mais femininas. É claro que as características físicas dependem desse grau de hermafroditismo, mas o que acontece na maioria dos casos é que se tem um organismo predominantemente masculino ou feminino com um, ou parte de um, outro órgão sexual.   
  • Características de gênero: como a pessoa se enxerga perante a sociedade entre dois extremos clássicos e conservadores, sendo baseada na tradição. O gênero masculino “o homem”, ligado ao comportamento provedor, rústico, ativo (a calça, a cor azul). O gênero feminino, “a mulher”, ligado ao comportamento delicado, mais contido, passivo (a saia, a cor rosa). E o sem gênero, a pessoa que não se vê obrigada a “obedecer” padrões comportamentais exigidos pela sociedade tradicional, não possui um gênero definido.
  • Características de sexualidade: estão ligadas ao comportamento sexual em si e à atração física por outra pessoa. Heterossexual se sente atraído pelo sexo oposto, homossexual é atraído pelo indivíduo do mesmo sexo e bissexual que é atraído por ambos os sexos.

Orientação[editar | editar código-fonte]

Uma pessoa pode ter uma orientação na cama e se comportar de maneiras diferentes na hora do sexo: forma ativa (no controle da ação), forma passiva (à mercê da ação), ou versátil (intercalando ativo/passivo).

A orientação na cama não depende da sexualidade da pessoa. No sexo heterossexual, esses comportamentos, em geral, estão bem definidos: o homem é o ativo (ato ativo de penetrar a vagina) e a mulher, a passiva (ato receptivo de ser penetrada). Porém, dependendo da sexualidade, estas palavras ganham contornos um pouco diferentes: no sexo homossexual masculino, ativo é aquele que concentra os estímulos do prazer predominantemente no pênis, passivo é aquele que concentra os estímulos do prazer predominantemente no ânus, e versátil se estimula das duas formas.

A forma ativa também é utilizada pelos heterossexuais goys.

No caso de mulheres homossexuais, o termo ativa está ligado a quem controla e proporciona o prazer, à que estimula.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ANJOS, Gabriele dos (2000). «Identidade sexual e identidade de gênero: subversões e permanências» (PDF). Sociologias,. pp. 274–305. Consultado em 13 de setembro de 2013 
  2. JESUS, Jaqueline Gomes de (2012). «Orientações sobre Identidade de Gênero: Conceitos e Termos». Consultado em 13 de setembro de 2013 
  3. GROSSI, Miriam Pillar. «Identidade de gênero e sexualidade» (PDF). Consultado em 13 de setembro de 2013 
  4. ALMEIDA NETO, et. al., Álvaro José (2017). «Género y identidad masculina en el nuevo milenio[Identidade de Gênero Homoafetivo]». In: Psicología Conocimiento y Sociedad. Consultado em 15 de janeiro de 2017 
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