Carnaque

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Carnaque
Karnak
الكرنك
Localização atual
Carnaque está localizado em: Egito
Carnaque
Localização do sítio no Egito
Coordenadas 25° 47' 7" N 32° 39' 31" E
País  Egito
Região Alto Egito
Localização Carnaque
Dados históricos
Período Império Médio ao Período ptolemaico
Civilização Antigo Egito
Notas
Acesso público Sim
Vista aérea

Templo de Carnaque (Karnak), ou simplesmente Carnaque,[1][2][3][4] é um templo dedicado ao deus Amom-Rá. Tem esse nome devido a uma aldeia vizinha chamada Carnaque, mas no tempo dos antigos faraós a aldeia era conhecida como Ipet-sut ("o melhor de todos os lugares").

Seu nome designa o templo principal destinado ao deus , como também tudo o que permanece do enorme complexo de santuários e outros edifícios, resultado de mais de dois mil anos de construções e acrescentos. Este complexo abrange uma área de 1,5 x 0,8 km[carece de fontes?]. Existiam várias avenidas que faziam a ligação entre o Templo de Carnaque, o Templo de Mut (esposa de Amom) e o Templo de Luxor. Além disso, não muito longe, fica o templo de Montu, sendo que o de Quespisiquis (um dos templos mais bem conservados do Egito) está dentro do próprio complexo.

História e composição[editar | editar código-fonte]

Iniciado por volta de 2 200 a.C. e terminado por volta de 360 a.C., o Templo de Carnaque era naquela altura o principal local de culto aos deuses de Tebas, entre eles: Amom, Mut e Quespisiquis; atingiu o seu apogeu durante a XVIII dinastia, após a eleição de Tebas para capital do Egito. No maior templo do Egito nenhum pormenor era descurado, e durante a XIX dinastia trabalharam no templo cerca de 80 000 pessoas. O templo esteve submerso nas areias egípcias durante mais de mil anos, antes dos trabalhos de escavação começarem em meados do século XVIII, a enorme tarefa de restauro e conservação continua até aos nossos dias.

Atualmente é um dos locais mais procurados pelos turistas que visitam o Egito e pode ser admirado à noite um espetáculo de luz e som.[carece de fontes?]

Os monumentos de Carnaque, à margem direita do Nilo, no Alto Egito, próximo a Luxor, integrando sítio histórico de Tebas, representam o conjunto arquitetônico mais imponente do Egito, embora muitas de suas construções tenham desaparecido, por efeito da pilhagem sistemática de que foram vítimas. Vestígios do Médio Império atestam a importância de Carnaque já a essa época histórica[carece de fontes?]. Até o fim da civilização egípcia, Carnaque se manteve como centro religioso do reino.

Templo de Amom-Rá[editar | editar código-fonte]

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Portal do Egito

A construção mais importante do conjunto de Carnaque é o grande templo de Amom-Rá, cujo plano, muito complexo, testemunha numerosas vicissitudes da história dos faraós. O grande eixo este-oeste é balizado por uma série de pátios e pilones; medindo 103m de largura por 52m de profundidade, a célebre sala hipostila encerra verdadeira floresta de 134 colossais colunas em forma de enormes papiros. Com 21m de altura e diâmetro de 4 m, essas colunas não dão, apesar de maciças, impressão de peso; os nomes de Seti I e Ramessés II aí se vêem inscritos, repetidos indefinidamente. Numerosos edifícios secundários completam o grande templo de Amom-Rá: capelas de Osíris, templo de Ptah, templo de Opeth etc. A parte S do complexo é chamada Luxor. Os anais de Tutemés III, nas paredes, registram 20 anos de conquistas e arrolam as plantas e animais exóticos que o faraó trouxe da Ásia. Esfinges de pedra, ao longo do eixo principal, parecem guardar as ruínas, na fímbria do deserto.

Referências

  1. Fernandes 1941, p. 54.
  2. Bergström 1975, p. 164.
  3. Alves 1984, p. 320.
  4. Cruz 1952, p. 75.
Imagem: Tebas Antiga e a sua Necrópole Carnaque está contido no sítio "Tebas Antiga e a sua Necrópole", Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Alves, Manuel dos Santos (1984). Prontuário da língua portuguesa. Lisboa: Livraria Popular de Francisco Franco 
  • Bergström, Magnus. Prontuário ortográfico e guia da língua portuguesa. Lisboa: Empresa Nacional de Publicidades 
  • Cruz, Antônio de (1952). Prosódia de nomes próprios pessoais e geográficos. Universidade do Texas: Editora Vozes 
  • Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e Gentílicos. I. Porto: Editora Educação Nacional, Lda. 
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