Kilij Arslan II

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Kilij Arslan II (em turco: II. Kılıç Arslan; em árabe: عز الدين قلج أرسلان بن مسعود, 'Izz al-Dīn Qilij Arslān bin Mas'ūd - "Espada Leão") foi um sultão seljúcida do Sultanato de Rum de 1156, quando morreu seu pai, Masud I, até a sua morte em 1192.

História[editar | editar código-fonte]

Como Arnoldo de Lübeck relata em sua Chronica Slavorum, ele estava presente no encontro de Henrique, o Leão, com Kilij Arslan durante a peregrinação do primeiro a Jerusalém em 1172. Quando eles se encontraram, perto de Tarso, o sultão o abraçou e o beijou, lembrando-o de que eles eram parentes de sangue (amplexans et deosculans eum, dicens, eum consanguineum suum esse em latim). Quando o duque germânico pediu detalhes sobre este parentesco, Kilij Arslan informou-lhe que "uma nobre senhora da terra dos germânicos se casou com um rei da Rússia e teve uma filha; a filha desta filha veio à nossa terra e eu sou descendente dela." O rei da Rússia em questão presume-se que tenha sido Sviatoslav II.

Em 1159, Kilij Arslan atacou o imperador bizantino Manuel I Comneno quando ele passou com seu exército perto de Icônio (Konya), a capital do sultanato, retornando de negociações com Nur ad-Din Zengi na Síria. Em 1161, o sobrinho de Manuel, João Contostefano derrotou Arslan e o sultão teve que ir até Constantinopla numa demonstração de submissão. Em 1173, o sultão, agora em paz com os bizantinos, se aliou a Nur ad-Din contra o Emirado de Mosul.

O tratado de paz com os bizantinos durou até 1175, quando Kilij Arslan se recusou a entregar a Manuel os territórios conquistados dos danismendidas, embora ambos os lados já viessem havia algum tempo construindo fortalezas e fortalecendo seus exércitos prevendo o reinício de uma guerra. Kilij ainda tentou negociar, mas Manuel invadiu o sultanato em 1176 com o objetivo de capturar Icônio. O sultão, porém, conseguiu derrotá-lo na Batalha de Miriocéfalo[1] e forçou o imperador a negociar uma frágil paz.

Em 1179, Kilij Arslan capturou e manteve como prisioneiro Henrique I, o famoso conde de Champagne, que estava retornando por terra de sua peregrinação a Jerusalém. O resgate foi pago pelo imperador bizantino e Henrique foi solto, mas morreu logo depois.

No ano seguinte, o sultão se aproveitou da instabilidade no Império Bizantino depois da morte de Manuel para consolidar seu domínio em toda a costa sul da Anatólia e se aliou a Saladino, o sucessor de Nur ad-Din. Então, em 1182, ele conseguiu capturar a cidade bizantina de Cotieu. Em 1185, ele firmou a paz com o imperador Isaac II Ângelo e, no ano seguinte, transferiu o poder para os seus nove filhos que, imediatamente, começaram a lutar entre si pelo controle. Apesar da aliança com Saladino, Kilij Arslan não conseguiu resistir aos exércitos da Terceira Cruzada, ainda que tenha conseguido destruir os restos do exército germânico após a morte de Frederico Barbarossa.

No final do século XII o palácio seljúcida de Alaeddin Kosku foi construído em Icônio, patrocinado por Kilij Arslan[2] .

O sultão morreu em 1192 depois de prometer a sucessão a Kaykhusraw I[3] , que continuou lutando, assim como seus irmãos, pelo controle do sultanato.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Kilij Arslan II
(1156–1192)
Precedido por: WLA lacma Anatolia Konya Silver Dirham Coin 1242-1243.jpg
Sultões de Rum
Sucedido por:
Masud I 5.º Kaykhusraw I


Referências

  1. Rouben Paul Adalian, Historical Dictionary of Armenia, (Scarecrow Press, Inc., 2010), 514.
  2. Scott Redford, Thirteenth-Century Rum Seljuq Palaces and Palace Imagery, Ars Orientalis, Vol. 23, 1993:220-221.
  3. The Turks in Iran and Anatolia before the Mongol Invasions, Claude Cahen, A History of the Crusades, Vol.2, Ed. Robert Lee Wolff and Harry W. Hazard, (The University of Wisconsin Press, 1969), 680-681.