Lívio Barreto

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Lívio Barreto
Nascimento 18 de fevereiro de 1870
Granja
Morte 29 de setembro de 1895
Camocim
Cidadania Brasil
Ocupação escritor, poeta
Movimento estético simbolismo
Causa da morte congestão cerebral

Lívio Barreto (Granja, 18 de fevereiro de 1870 - Camocim, 29 de setembro de 1895) foi um poeta brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu na fazenda Angicos, distrito de Iboaçu, na comarca de Granja. Ajudou a fundar o importante movimento literário chamado Padaria Espiritual. Publicou poemas no jornal dessa agremiação, O Pão.[1]

É considerado o maior poeta simbolista do Ceará,[2] embora tenha escrito poemas românticos e parnasianos.

Teve uma única obra publicada de forma póstuma por seu amigo Waldemiro Cavalcânti, intitulada Dolentes, em 1897.

Seus pais eram José Soares Barreto, conhecido como "águia de trapiá"[3], e sua mãe Mariana da Rocha Barreto, agricultores e criadores que saíram da fazenda Angicos e foram morar na cidade de Granja, em 1878, onde Lívio seria alfabetizado e teria o primeiro contato com os livros e a poesia.

Logo ele estaria juntamente com seu irmão,José Barreto, e seus amigos Luís Felipe, Belfort e outros editando um jornal literário – O Iracema – onde aparecem seus primeiros versos. Em junho de 1888 resolve seguir para Belém do Pará, lá trava conhecimento com o poeta português João de Deus do Rêgo, que muito contribui para o seu aperfeiçoamento literário. Volta para Granja doente, de beribéri, em 1891, e funda outro jornal literário, chamado A Luz, em que publica sonetos e crônicas humorísticas, estas últimas consideradas raras em sua produção literária.

Em 1892 vai para Fortaleza onde funda, juntamente de Antônio Sales, Adolfo CaminhaAntônio Bezerra, Henrique Jorge, Juvenal Galeno e vários outros jovens intelectuais a Padaria Espiritual. Ao voltar para Granja, no dia 27 de junho de 1892, o vapor em que viajava, Alcântara, afunda na praia de Periquara, perde seus livros e alguns poemas, mas escreva na areia da praia um de seus trabalhos mais famoso, o poema "Náufrago". Chegando finalmente em Granja trabalha como guarda-livros na companhia Beviláqua & Cia., antes de ir, em 6 de fevereiro de 1893, finalmente para Camocim, onde morreria dois anos depois. [4].

Morte precoce[editar | editar código-fonte]

Faleceu em sua banca de trabalho, nas Companhias Maranhense de Navegações, de frente para o mar de Camocim, fulminado por uma congestão cerebral, às 3 horas da tarde do dia 29 de setembro de 1895, com apenas 25 anos de idade, tempo insuficiente para aprimorar sua técnica. Morreu pobre e desolado, sem ter publicado sua obra e nem vivido dela.Foi enterrado no Cemitério de São João Batista, em sua terra natal, Granja.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

  • É a única pessoa citada no hino do município de Granja, homenagem do autor Pe. Osvaldo Chaves, conterrâneo que lhe credita o gosto pela leitura[5] .
  • Também em Granja, a biblioteca municipal recebe seu nome, assim como uma rua no Centro e uma escola.
  • No bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, podemos encontrar uma rua homenageando seu nome.[6]

Referências

  1. Pedro Paulo Montenegro. «Lívio Barreto» (PDF). ceara.pro.br 
  2. «Fortaleza Nobre Resgatando a Fortaleza antiga: Lívio Barreto». Fortaleza Nobre 
  3. XAVIER, Lívio B.. Infância na Granja. São Paulo: Gráfica São José, 1974
  4. SANTOS, Edinailson Passos dos. A cidade e o poeta.(TCC) Departamento de História - UVA, Sobral-Ce, 2012.
  5. CHAVES, Osvaldo Carneiro. Exíguas. Sobral: Ed. Sobral Gráfica Ltda, 2007.
  6. «Conhecendo Fortaleza Origens históricas de nossa gente e praças e avenidas do xadrez central». Anuário de Fortaleza 
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