Ladeira da Montanha

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Ladeira da Montanha
Salvador,  Bahia,  Brasil
Foto de Ladeira da Montanha
Ladeira da Montanha na primavera chuvosa soteropolitana em 2011.
Nomes anteriores Ladeira Barão Homem de Melo
Tipo Ladeira
Inauguração 1885 (130 anos)
Extensão 661,9 m
Início Rua Corpo Santo, Rua Pinto Martins
Cruzamentos Ladeira da Misericórdia
Ladeira da Conceição da Praia
Fim Praça Castro Alves, Rua do Sodré, Rua Carlos Gomes, Avenida Sete de Setembro

A Ladeira da Montanha é uma via pública da cidade de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia, construída no século XIX para permitir o acesso viário entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A Ladeira foi escavada na rocha, com extensão de 661,9 metros ligando a então "rua do Ourives" ao "Largo do Teatro" (atual Praça Castro Alves, onde ficava localizado o Teatro São João). Foi idealizada na administração do Barão Homem de Melo[1] - e em cuja homenagem a via pública fora batizada - embora o nome popular seja o mais conhecido. Foi inaugurada em 1885.[2]

Localização[editar | editar código-fonte]

Principal via de acesso viário entre o Comércio e a Cidade Alta, a Ladeira tem sobre si o Elevador Lacerda. O sentido do tráfego é, em mão única, da parte baixa para a alta.

Começa no entroncamento da rua Corpo Santo com a rua Pinto Martins, no Comércio. Na sua parte inicial ramifica-se na Ladeira da Misericórdia, que dá acesso à Praça da Sé e, na final, recebe a Ladeira da Conceição da Praia, até confluir com a Praça Castro Alves, a rua do Sodré, rua Carlos Gomes e a Avenida Sete de Setembro.

Prostituição[editar | editar código-fonte]

A Ladeira da Montanha (esquerda) ao lado da Avenida Contorno (direita).

O local, dada sua proximidade com o Porto, é antiga zona de prostituição, do chamado "baixo meretrício". Dela se registra que "Em 2000, a Companhia de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Salvador (Conder) registrava 125 ladeiras em Salvador. Mas nenhuma com o nome e a tradição tão fortes como a Montanha." e "Poucos são os logradouros onde os relatos de noites de diversão com muito glamour são separados por menos de 30 anos do faroeste que leva ao consumo de crack no meio da rua. Nenhum endereço reflete tão bem a oscilação de apogeu e queda, como se fossem as ruínas de uma Sodoma devastada por um natural êxodo urbanístico."[3]

Revitalização[editar | editar código-fonte]

Ante o quadro de degradação, em janeiro de 2009 o presidente da Fundação Gregório de Matos, Antônio Lins de Albuquerque, declarou que uma das metas de sua gestão será a recuperação da área, com a edificação, na Ladeira da Montanha, do "Teatro Municipal de Salvador".[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fala com que abriu no dia 1 de maio de 1878 a 57ª legislatura da Assembléia Legislativa Provincial da Bahia o exmo. sr. conselheiro Barão Homem de Melo, presidente da província da Bahia
  2. João Pedro Pitombo. (28/05/2015). "Após fortes chuvas em abril, casarões históricos de Salvador são demolidos" (em português). Folha de S.Paulo. Visitado em 28 de maio de 2015.
  3. REIS, Pablo, "Uma Velha Senhora", artigo publicado originalmente in: Correio da Bahia, ed. 02/01/05 (página acessada em 18 de fevereiro de 2009
  4. Notícia, por Samuel Celestino, acessada em fevereiro de 2009

Ligações externas[editar | editar código-fonte]