Praça da Sé (Salvador)

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Disambig grey.svg Nota: Para acatedral demolida, veja Sé da Bahia (antiga).
Praça da Sé
Salvador, Bahia, Brasil
Aspecto da praça.
Tipo Praça
Cruzamentos Rua Chile, Ladeira da Montanha, Ladeira da Misericórdia
Lugares que atravessa Cruz Caída, Palácio Arquiepiscopal de Salvador

A Praça da Sé é um logradouro público situado na cidade de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia, situada no seu Centro Histórico, surgida na década de 1930.[1]

Localizada ao final da rua Chile, a Praça da Sé é acessada da Cidade Baixa pelo Plano Inclinado Gonçalves - para os pedestres - e pela Ladeira da Misericórdia, a partir da Ladeira da Montanha, por automóveis. Comunica-se com duas outras praças, limítrofes: a Praça Tomé de Sousa (onde estão a Prefeitura, o Palácio da Aclamação e o Elevador Lacerda) e o Terreiro de Jesus. A praça é terminal rodoviário, e principal via de acesso ao Largo do Pelourinho.

Por vezes, a área da praça é confundida com um bairro na região central, o que seria o mais antigo e mais central da cidade. Seu nome se refere à existência na zona da antiga Sé da Bahia, erguida após 1552 e demolida em 1933.[1][1] A história do bairro confunde-se com a história da própria cidade de Salvador, e com a construção da antiga igreja da . No século XVII, a igreja serviu como fortaleza contra os invasores holandeses e, em 1808, sediou o Te Deum em homenagem à chegada do rei D. João VI e da comitiva real a Salvador. A igreja teve sua condição de Sé perdida para a Igreja do Salvador em 1765, mas sua importância histórica continuou até seus últimos dias.

História[editar | editar código-fonte]

Estátua de Zumbi dos Palmares e, ao fundo, a Catedral Basílica de Salvador, na Praça da Sé.

A praça é originária do processo de demolição de dois quarteirões de prédios antigos que se situavam nas antigas ruas Direita e Rua do Colégio — esta última assim chamada porque levava diretamente ao Colégio e à Igreja dos Jesuítas (atual Catedral Basílica de Salvador), no Terreiro de Jesus. A antiga Sé Primacial que dá nome à praça foi demolida em 1933, embora o nome tenha permanecido.[2] Sua demolição ocorreu para dar lugar aos trilhos dos bondes da Companhia Linhas Circular de Carris da Bahia. Com isso, a praça passou a abrigar os bondes e o Belvedere da Sé — instalações de lazer, cultura e turismo, com vista para a Baía de Todos os Santos.

Após a inauguração do Terminal da Lapa, em 1982, a praça degradou-se. Dezessete anos depois, com um projeto do arquiteto Assis Reis, a praça ganhou uma nova perspectiva de belvedere, o monumento à demolição da antiga Sé da Bahia — a Cruz Caída, de autoria de Mário Cravo —, o monumento a Tomé de Sousa, a restauração do monumento a D. Pedro Fernandes Sardinha, iluminação cênica e sonorização.

A mesma reforma que trouxe críticas à destruição do patrimônio histórico (demolição da Catedral da Sé), representada pela cruz caída, destruiu o desenho feito em pedras portuguesas que havia no calçamento, substituindo o esse piso por granito. Além disso, seguiu-se uma escavação arqueológica às fundações da Velha Sé, a qual resultou na criação de quatro sítios arqueológicos, cujo resgate de objetos e ossos vinha sendo conduzido por uma equipe do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b c Visite o Brasil. «Salvador - Cultura - Histórica Praça da Sé». Consultado em 23 de abril de 2017 
  2. "Catedral Basílica do São Salvador da Bahia", IPAC, 2.ª ed., Salvador, 2002. CDD 726.64098142