Liliana, Princesa de Réthy

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Liliana
 
Cônjuge Leopoldo III da Bélgica
Descendência Alexander
Marie-Christine
Maria-Esmeralda
Casa Saxe-Coburgo-Gota (por casamento)
Nome completo
Maria Liliana Henriqueta Lúcia Josefina Gislaine Baels
Nascimento 28 de novembro de 1916
Highbury, Londres, Inglaterra
Morte 7 de junho de 2002 (85 anos)
Waterloo, Bélgica
Sepultamento Igreja de Nossa Senhora, Laeken, Bélgica
Pai Henri Baels
Mãe Anne Marie de Visscher

Liliana, Princesa de Réthy (nascida Mary Lilian Baels; Highbury, 28 de novembro de 1916 - Waterloo, 7 de junho de 2002), mais conhecida como Princesa de Réthy, foi a polêmica segunda esposa do rei Leopoldo III da Bélgica.

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Maria Liliana Henriqueta Lúcia Josefina Gislaine Baels nasceu em Highbury, Londres, Inglaterra, como uma dos filhos de Henri Baels (1878-1951), um advogado e comerciante de peixe de Oostende, e de sua esposa, Anne Marie de Visscher (1882-1950), que estavam vivendo na capital londrina durante a Primeira Guerra Mundial.

Em 1936, Henri Baels tornou-se o Ministro Belga da Agricultura, e o rei Leopoldo III o nomeou governador (representante real) da província de Flandres Ocidental. Uma ávida jogadora de golfe e uma visitante regular do curso de gole de Knokke, Lilian atraiu a atenção do rei Leopoldo, um viúvo, e os dois tornaram-se frequentes companheiros de golfe. A popular primeira esposa do rei, a princesa Astrid da Suécia, tinha sido morta em um acidente automobilístico em 1935, aos vinte e nove anos. Leopoldo estava no volante do veículo e perdeu o controle. A rainha-mãe Isabel da Baviera alegadamente atuou como cupido. De acordo com uma biografia não-autorizada de Lilian, Isabel convidou a jovem moça para distrair o rei de seus problemas. Os detalhes do galanteio do casal ficarão claros em 2003, quando suas cartas de amor estiverem disponíveis para estudo.

Casamento com o rei[editar | editar código-fonte]

Em 11 de setembro de 1941, Lilian Baels secretamente casou-se com o rei Leopoldo III em uma cerimônia religiosa que não era válida segundo as leis belgas. Menos de dois meses depois, ocorreu um casamento legal, antes de um civil. Isso foi uma situação estranha, pois, na Bélgica, um casamento religioso é proibido se não é precedido por um civil. Parecia que Leopoldo, que aceitava primeiramente Lilian como uma "secreta" e não-oficial esposa, tinha mudado de ideia. É um pouco óbvio que Lilian estava grávida durante a segunda cerimônia, pois o bebê nasceu sete meses depois.

O anúncio público do segundo casamento do rei foi feito um dia após o casamento legal, em 6 de dezembro de 1941, quando o cardeal Jozef-Ernest van Roey, arcebispo de Mechelen, escreveu uma carta aberta para padres ao redor do país. A carta revelou que a nova esposa do rei seria conhecida como Princesa de Réthy, e não como rainha Lilian. Os filhos do casal não poderiam reivindicar o trono, embora tivessem os títulos de Príncipes da Bélgica. O título de Réthy nunca foi aprovado pelo governo, mas era por ele que Lilian era popularmente conhecida (entretanto, com o seu casamento, tornou-se automaticamente uma Princesa da Bélgica).

Filhos[editar | editar código-fonte]

Os três filhos do rei Leopoldo III da Bélgica e de sua segunda esposa, a princesa Lilian da Bélgica, são:

Morte[editar | editar código-fonte]

A princesa Lilian da Bélgica morreu aos oitenta e cinco anos e está enterrada em um túmulo real, ao lado de seu marido, na Igreja de Nossa Senhora, em Laeken, Bélgica. Seus enteados e a rainha Fabíola compareceram ao funeral, bem como seu filho e sua filha mais jovem. De acordo com um website[qual?], Marie-Christine, sua filha mais velha, "ficou longe" da cerimônia.

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • 28 de novembro de 1916 - 11 de setembro de 1941 : Miss Mary Lilian Baels
  • 11 de setembro de 1941 - 7 de junho de 2002: Sua Alteza Real princesa Lilian da Bélgica, Princesa de Réthy
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