Maria Esmeralda da Bélgica
| Maria Esmeralda | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Lady Moncada | |||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 30 de setembro de 1956 (69 anos) Castelo de Stuyvenberg, Bruxelas, Bélgica | ||||
| |||||
| Cônjuge | Salvador Moncada | ||||
| |||||
| Casa | Saxe-Coburgo-Gota | ||||
| Pai | Leopoldo III da Bélgica | ||||
| Mãe | Liliana, Princesa de Réthy | ||||
| Religião | Catolicismo | ||||
| Brasão | |||||
Maria Esmeralda da Bélgica (Laeken, 30 de setembro de 1956), também conhecida como Esmeralda de Réthy é uma princesa belga, filha do falecido rei Leopoldo III. Ela atua como jornalista, escritora, documentarista, ativista ambiental e defensora dos direitos das mulheres e dos povos indígenas.
Família
[editar | editar código]A princesa Maria Esmeralda é a filha mais nova do falecido Leopoldo III da Bélgica e sua segunda esposa, Liliana Baels, Princesa de Réthy.[1] Seus irmãos de pleno direito são o falecido príncipe Alexandre da Bélgica e a princesa Maria Cristina da Bélgica. Seus meio-irmãos incluem o falecido rei Balduíno da Bélgica, o ex-rei Alberto II da Bélgica (que também é padrinho de Mariea Esmeralda), e a falecida princesa Josefina Carlota, grã-duquesa consorte do Luxemburgo, do casamento de seu pai com sua primeira esposa, Astrid da Suécia.
A Princesa Maria Esmeralda Bélgica casou-se com Sir Salvador Moncada, um hondurenho-britânico farmacologista, em Londres, em 5 de abril de 1998. Eles têm uma filha, Alexandra Léopoldine Moncada (nascida em Londres em 4 de agosto de 1998), e um filho, Leopoldo Daniel Moncada (nascido em Londres em 21 de maio de 2001).[2]
Carreira
[editar | editar código]A princesa Maria Esmeralda é jornalista e autora, escrevendo sob o nome Esmeralda de Réthy. Após estudar direito na Université Saint-Louis, em Bruxelas, ela se formou em jornalismo na Universidade Católica de Lovaina em Lovaina-a-Nova e depois se mudou para Paris para seguir sua carreira, trabalhando como freelancer para revistas internacionais. Seu livro Christian Dior, the Early Years 1947-1957 focou na carreira de Christian Dior e foi publicado em 2001 pela Vendome Press.[3] Esmeralda então escreveu vários livros sobre seu falecido pai, o rei Leopoldo III, utilizando material de arquivo, como cartas e fotos. Seu livro Léopold III, mon père foi publicado em 2001, seguido em 2006 por Leopold III photographe, ambos publicados pela Racine.[4] Nestes livros, ela escreve sobre as expedições de seu pai e sua paixão por natureza, ciência e fotografia, ao invés de focar na família real belga. Um ano depois, sua mãe Liliana foi tema de Lilian, une princesse entre ombres et lumière, que ela co-escreveu com Patrick Weber.[4] Em 2014, ela escreveu sobre seus avós Albert and Elisabeth com Christophe Vachaudez.[5] No mesmo ano, Esmeralda publicou um livro sobre as mulheres vencedoras do Prêmio Nobel da Paz, chamado Femmes prix Nobel de la Paix (Avant-Propos).[6]
Documentários
[editar | editar código]Ela produziu três filmes documentários dirigidos por Nicolas Delvaulx e transmitidos pelo canal belga RTBF: Leopold III, my father,[7] In the footsteps of King Albert and Queen Elizabeth, my grandparents (2014),[8] e Virunga (2016).[9]
Ativismo
[editar | editar código]Questões Ambientais
[editar | editar código]
A princesa Maria Esmeralda dedica seu tempo às questões ambientais. Ela tem dado muitas palestras e escrito diversos artigos, além de um livro chamado Terre, agissons pour la planète, il n’est pas trop tard[10] que discute a importância de proteger o meio ambiente. Ela participou de campanhas de alto perfil, como a da Greenpeace na Antártica em 2015.[11] Em seu documentário Virunga com Nicolas Delvaulx em 2016,[9] ela destaca a importância do parque devido à sua diversidade excepcional e desenvolvimento sustentável. Maria Esmeralda é presidente do Fundo Rei Leopoldo III para Exploração e Conservação da Natureza desde a morte de seu pai em 1983.
A princesa Maria Esmeralda foi presa em Londres, na Inglaterra, em 10 de outubro de 2019, após participar de uma manifestação da Extinction Rebellion (XR) na praça Trafalgar, mas foi liberada posteriormente sem acusação. Ela estava se manifestando durante toda a semana, e já havia participado de manifestações com o XR em abril do mesmo ano. Ela disse: "Quanto mais pessoas de todas as seções da sociedade se manifestarem, maior será o impacto".[12][13]
Direitos das Mulheres
[editar | editar código]Maria Esmeralda participa de muitas conferências sobre os direitos das mulheres. Em dezembro de 2013, ela participou de uma peça feminista em Bruxelas chamada Blessées à mort escrita pela autora italiana Serena Dandini. Ela leu um monólogo no palco chamado Fleur de Lotus. Em março de 2015, ao lado de Eve Ensler, ela participou de um fórum chamado Jump para promover a igualdade de gênero internacionalmente.[14] Em julho de 2019, Maria Esmeralda e sua filha Alexandra escalaram o Kilimanjaro para arrecadar dinheiro para a Hero Women Rising, uma organização comprometida com a educação para meninas no Congo.[2]
Direitos dos Povos Indígenas
[editar | editar código]Em 1989, ela apoiou a campanha do Cacique Raoni para proteger a floresta amazônica, com a ajuda do cantor de renome internacional Sting. O rei Leopoldo havia conhecido Raoni em 1964.[3] Em 2011, durante o evento Europalia Brasil, Maria Esmeralda encontrou-se com uma delegação de índios Mehinako. No ano seguinte, os Mehinako homenagearam a memória do falecido rei Leopoldo III no Parque do Xingu em uma cerimônia especial. As únicas pessoas brancas que haviam sido reconhecidas anteriormente junto com seus ancestrais foram os irmãos Villas-Bôas, fundadores do parque.[15] Em dezembro de 2015, durante a COP21 em Paris, Maria Esmeralda encontrou-se com membros da tribo Kichwa de Sarayaku, no Equador. O Fundo Leopoldo III financiou um de seus projetos.[11] Em julho de 2016, a princesa visitou o grupo indígena Xerente em Porteira, no Brasil. Ela foi recebida de forma especial durante uma cerimônia tradicional.[16] Em Brasília, ela inaugurou oficialmente uma exposição das fotografias de seu pai. Fez um discurso destacando a importância de proteger e promover os direitos indígenas, na presença do famoso líder indígena Álvaro Tukano.[17] Em dezembro de 2016, na COP22 em Marrakesh, ela participou de alguns eventos organizados pela associação WECAN International. O objetivo era apoiar mulheres indígenas que protegem o meio ambiente.[carece de fontes] Em setembro de 2017, Maria Esmeralda tornou-se patrona da Campanha pela Floresta Amazônica, lançada pela associação Movement Actions Across the World.
Questões Relacionadas à Saúde
[editar | editar código]Ela também é patrona da Fundação Princesa Liliana, criada em 1958 por sua falecida mãe.[18] O objetivo inicial da fundação era enviar crianças belgas aos Estados Unidos caso tivessem uma condição cardíaca grave e precisassem de cirurgia. Na década de 1970, a fundação passou a focar na organização de reuniões científicas de alto nível. Desde a morte da princesa Liliana, a fundação criou uma cátedra de professor visitante.
Em 2008, ela discursou em uma conferência sobre saúde mental e bem-estar na Comunidade Europeia, em Bruxelas.[19]
Maria Esmeralda é presidente honorária da Care Belgium. Ela também foi presidente honorária da Delphus até 2017, uma associação que oferece a crianças autistas uma semana anual de terapia assistida com golfinhos.[18][7]
Obras
[editar | editar código]- Christian Dior, the early years 1947-1957. Vendome Press, New York, 2001.
- Léopold III, mon père. Editions Racine, 2001.
- Léopold III photographe. Editions Racine, 2006.
- Terre. Editions Racine, 2011.
- With Patrick Weber. Lilian, une princesse entre ombre et lumière. Editions Racine, 2012.
- With Christophe Vachaudez. Albert et Elisabeth. Editions Racine, 2014.
- Femmes prix Nobel de la Paix. Editions Avant-Propos, 2014.
Filmografia
[editar | editar código]- Léopold III mon père. 90 minute documentary by Nicolas Delvaulx for RTBF.
- Sur les pas du roi Albert Ier et de la reine Elisabeth mes grands-parents (2014) 140 minute documentary by Nicolas Delvaulx for RTBF.
- Virunga, de l’espoir pour tout un peuple by Nicolas Delvaulx.
Referências
- ↑ "HRH Princess Liliane of Belgium", Daily Telegraph, 10 de junho de 2002. Recuperado em 10 de agosto de 2014.
- ↑ a b Verstraete, Alexander (22 de agosto de 2019). «De zussen van de koning: Esmeralda, van pienter kakenestje tot vrijgevochten activist die geen blad voor de mond neemt». vrt.be. Consultado em 27 de fevereiro de 2023
- ↑ a b Revista L'Eventail, abril de 2000, pp. 2–10.
- ↑ a b Revista Majesty, vol. 36 nº 12, dezembro de 2015, pp. 26–32.
- ↑ Esmeralda de Belgique Christophe Vachaudez. «Albert et Elisabeth» (em francês). Racine. Consultado em 11 de junho de 2018
- ↑ «Femmes prix Nobel de la paix - Avant-Propos». www.avantpropos.eu
- ↑ a b Revista Royals, fevereiro de 2010, p. 54.
- ↑ Revista Point of view, semana 12–18, 2014, pp. 28–29.
- ↑ a b «La Princesse Esmeralda de Belgique filme le Parc des Virunga - Parc National des Virunga». 2 de dezembro de 2016
- ↑ «Esméralda de Belgique»
- ↑ a b Revista Paris Match, 26 de novembro a 2 de dezembro de 2015, pp. 5–12.
- ↑ «Esmeralda de Belgique: "On m'a mise dans une cellule" (entrevista)». L'Echo (Bélgica) (em francês). 11 de outubro de 2019
- ↑ «Extinction Rebellion: James Brown denies plane nuisance charge - BBC News». BBC. 12 de outubro de 2019. Consultado em 12 de outubro de 2019
- ↑ «Sua Alteza Real, Princesa Esmeralda da Bélgica - Jump Promovendo a igualdade de gênero, avançando a economia»
- ↑ Revista Paris Match, 28 de julho a 3 de agosto de 2016, pp. 16–18.
- ↑ «Princesa da Bélgica visita aldeia e é batizada por indígenas no Tocantins». G1 Tocantins. 6 de julho de 2016. Cópia arquivada em 3 de março de 2022
- ↑ «Maria-Esméralda da Bélgica, a princesa que deixa saudades – Embassy Brasília». Embassybrasilia.com.br. 20 de junho de 2014. Consultado em 11 de junho de 2018
- ↑ a b «Conheça a equipe - Friendship UK Charity»
- ↑ «Saúde Pública Europa - Comissão Europeia». Ec.europa.eu. Consultado em 11 de junho de 2018