Lorenzo's Oil

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Lorenzo's Oil
No Brasil O Óleo de Lorenzo
Em Portugal Acto de Amor
 Estados Unidos
1992 •  cor •  129 min 
Direção George Miller
Roteiro George Miller
Nick Enright
Elenco Susan Sarandon
Nick Nolte
Peter Ustinov
Aaron Jackson
Género drama
Idioma inglês
italiano

Lorenzo's Oil (bra: O Óleo de Lorenzo[1]; prt: Acto de Amor[2]) é um filme americano de 1992, do gênero drama, dirigido por George Miller.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O filme é uma história real de um casal, Augusto e Michaela Odone, cujo filho mais jovem, Lorenzo, começa a apresentar hiperatividade, surdez, desequilíbrio e vários outros sintomas.

Lorenzo levava uma vida normal até os seis anos de idade, quando passou a ter diversos problemas. O diagnóstico foi de adrenoleucodistrofia (ALD), uma doença degenerativa extremamente rara e incurável, em que ocorre o desgaste da mielina (presente no neurônio), provocado pelo acúmulo de gorduras saturadas. O paciente morre em, no máximo, dois anos. Os médicos não sabiam como tratá-lo, e havia pouca pesquisa sobre a doença. Os pais do menino não se conformaram com o fracasso dos médicos e com a falta de medicamentos para a doença. Assim, decidiram estudar e pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que pudesse deter o avanço da doença, de caráter hereditário, transmitida geneticamente pela mãe.

Augusto e Michaela tiveram que deixar o filho à mercê das pesquisas e testes dos médicos, como uma cobaia. Também se envolveram com uma ONG de pais com filhos portadores de ALD, que mais se preocupavam em como lidar com a doença e em aceitá-la do que procurar a cura. O excesso de ácido graxo destruía o cérebro e, consequentemente, suas funções, e os músculos da criança se atrofiavam. Lorenzo foi submetido a uma dieta em que foi eliminado todo tipo de gordura que pudesse levar à formação de cadeias longas de ácidos graxos, como C24 e C26. A dieta, sugerida pelos médicos, só fez Lorenzo piorar, pois seus índices de ácidos graxos aumentaram. Seus pais resolveram então procurar, eles mesmos, a cura e foram estudar a doença. Arrecadaram fundos para organizar um simpósio. 

Afinal descobriram o erro da dieta: quando o organismo não recebe ácidos graxos da alimentação, ele os produz sozinho, através da biossíntese. Então resolveram manipular um óleo (um extrato de ácidos de azeites de oliva e de colza), que enganasse o organismo. Esse óleo não era a cura, mas tornava mais lenta a evolução da doença.

É importante lembrar que temos uma organela nas células, chamada peroxissomo, responsável pela eliminação do excesso de ácido graxo. Como Lorenzo tinha uma falha genética de uma enzima responsável pela absorção de ácido graxo nessa organela, ele o acumulava no sangue. Com o uso do óleo, Lorenzo não voltou ao estado normal, mas impediu a evolução da doença e, através de tratamentos, conseguiu uma grande melhoria.

Na vida real, a mãe de Lorenzo, Michaela Odone, morreu em 10 de junho de 2000, vítima de câncer de pulmão. Já Lorenzo morreu em 30 de maio de 2008 (um dia depois do seu 30° aniversário), em decorrência de uma pneumonia.[3] Ele vivera 22 anos além do que os médicos haviam prognosticado, quando a doença foi diagnosticada. Sua sobrevida foi atribuída ao óleo que seus pais inventaram.[4] Augusto Odone, seu pai, faleceu em 24 de outubro de 2013, de insuficiência cardíaca.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

  • Oscar 1993 (EUA)
    • Indicado nas categorias de melhor atriz (Susan Sarandon) e melhor roteiro original.
  • Globo de Ouro 1993 (EUA)
    • Indicado na categoria de melhor atriz - drama (Susan Sarandon).

Referências

  1. «O Óleo de Lorenzo». AdoroCinema. Brasil: Webedia. Consultado em 11 de julho de 2022 
  2. «Acto de Amor». Cinecartaz. Portugal: Público. Consultado em 11 de julho de 2022 
  3. Uol Notícias - Morre Lorenzo Odone, que inspirou o filme "O Óleo de Lorenzo http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/afp/2008/05/31/ult32u19292.jhtm Arquivado em 24 de abril de 2013, no Wayback Machine.
  4. The story of Lorenzo Odone: 'I can't think of him and not cry'. The Telegraph, 27 de junho de 2008.