Malva (cor)

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Malva
Coordenadas de cor
Tripleto hexadecimal #E0B0FF
sRGB (r, g, b) (224, 176, 255)
CMYK (c, m, y, k) (20, 35, 0, 0)
HSV (h, s, v) (276.º, 31%, 100%)

Malva ou orquídea são denominações que definem cores claras pertencentes à faixa do violetamagenta.[1] Pela sua tonalidade e luminosidade, podem ser consideradas cores intermediárias entre o lavanda e o rosado, além de similares ao lilás. É a cor das malvas e de algumas orquídeas, flores que dão seu nome a estas cores.

Amor de abril, pintura de Arthur Hughes, c. 1855.

A "década malva"[editar | editar código-fonte]

Em meados do século XIX, ocorreu a revolução mais importante da cor, graças à descoberta da síntese dos pigmentos e colorantes sintéticos. Nos anos 1830, sintetizou-se primeiro a murexida a partir de excremento de serpente e guano das ilhas de Peru; o que depois foi utilizado como colorante malva por coloristas franceses. Seguidamente desenvolveu-se o púrpura francês — chamado mauve (‘malva’) — tinta natural derivada de líquenes, que para fins dos anos 1850 se descobriu a maneira de processá-lo para que pudesse ser usado no tingimento de algodão.[2]

Em 1856, o então estudante de química inglês de 18 anos William Perkin descobriu o malva ou malveína (púrpura de Perkin), primeira tinta de anilina e primeira cor artificial derivada do carvão. Estas descobertas levaram a esta cor virar moda em 1857 em Paris e Londres, e até meados de 1860 tem-se-lhe chamado a "década malva". Em 1858, a rainha Vitória assistiu vestida de malva ao casamento de sua filha, o mesmo que a emperatriz Eugênia, casada com Napoleão III.

A planta da malva é chamada de mallow em Inglaterra, mas à cor chamou-se-lhe mauve, como se diz em francês. Em 1859, a revista satírica britânica Punch queixava-se de que Londres tinha apanhado o "sarampo malva", doença alarmante e contagiosa que afeta o corpo e mente e que devia ser detida; mas por sua vez o semanário de Charles Dickens engrandecia o aparecimento das novas cores graças ao púrpura de Perkin.

As investigações de Perkin resultaram numa revolução na indústria têxtil, o setor mais importante da revolução industrial, e fizeram possível que se inaugurassem os campos da imunologia e da quimioterapia, tendo avançado também os da perfumaria e fotografia.[3]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. A. Maerz e M. Rea Paul. A Dictionary of Color; New York: 1930, McGraw-Hill. p. 125. A cor "mallow" é exibida na placa 51, amostra I3.
  2. Philip Ball (2003). La invención del color. [S.l.]: Turner. p. 271–276. ISBN 84-7506-623-2 
  3. Andrea Antunes (2007). Púrpura, vida y obra de un color EASD. Consultado em 16 de julho de 2017.