Maria Aparecida de Aquino

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Maria Aparecida de Aquino
Conhecido(a) por
  • autoridade em política internacional
Nascimento 22 de fevereiro de 1953 (66 anos)
São Paulo, Brasil
Residência Brasil
Nacionalidade brasileira
Alma mater
Orientador(es) Arnaldo Daraya Contier
Instituições
Campo(s) História
Tese Caminhos Cruzados - Imprensa e Estado Autoritário no Brasil (1964-1980) (1994)

Maria Aparecida de Aquino (São Paulo, 22 de fevereiro de 1953) é uma historiadora brasileira. Especialista em política internacional, com ênfase no Oriente Médio e América Latina, é professora titular aposentada da Faculdade de História da Universidade de São Paulo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Aquino ingressou no curso de história da Universidade de São Paulo em 1971, graduando-se em 1974. Na instituição Faculdades Integradas Alcântara Machado ingressou no curso de educação artística, em 1973 e se graduou em 1975.[1] Em 1990 defendeu o mestrado em História Social e em 1994 defendeu o doutorado, também em história social, sob orientação do professor Arnaldo Daraya Contier, intitulada Caminhos Cruzados - Imprensa e Estado Autoritário no Brasil (1964-1980). Fez pós-doutorado pela Universidade Federal de São Carlos entre 2015 e 2016.[1]

Em 1992, ingressou como professora do departamento de história social da FFLCH, na USP. Mesmo aposentada da universidade, continua ministrando aulas na graduação e na pós-graduação. É coordenadora do programa de Pós-Graduação História Social.[1] Desenvolve e orienta pesquisas nas áreas de História Contemporânea e História do Brasil República, atuando principalmente com imprensa brasileira, regime militar, censura, crise política no Brasil e política na América Latina. Após a abertura do Fundo Deops/SP no Arquivo Público do Estado de São Paulo, foi coordenadora do Projeto Mapeamento e Sistematização do Acervo Deops/SP, o que levou a uma série de pesquisas na área da História.[2]

Bastante requisitada pela imprensa em situações de crise internacional, presta consultoria para a mídia em casos de terrorismo e guerras, bem como crises econômicas e no caso do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef.[3][4][5][6]

Foi professora na pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie para estudantes no mestrado e no doutorado. Foi coordenadora do curso de Relações Internacionais da Universidade de Sorocaba de 2013 a 2017.[1] É autora de vários livros na área de História Contemporânea, do Brasil, regime militar, censura, crise política no Brasil e política na América Latina.[1][6]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Maria Leopoldina: imperatriz brasileira, 2006
  • Mãos que fizeram São Paulo: a história da cidade contada em recortes biográficos, 2003
  • A Universidade e as Profissões: Ciências Sociais, Filosofia, Geografia, História, Letras, 2003
  • A Constância Do Olhar Vigilante: A Preocupação Com O Crime Político : Famílias 10 E 20. - (Dossiês Deops/Sp : Radiografias Do Autoritarismo Republicano Brasileiro; 2 ), 2002
  • Dissecar Da Estrutura Administrativa Do Deops/Sp, 2002
  • O DEOPS/SP Em Busca Do Crime Político - Volume 4, 2002
  • A alimentação do leviatã nos planos regional e nacional: mudanças no DEOPS/SP no pós-1964 : Família 50, 2002
  • O DEOPS/SP em busca do crime político: Família 50, 2002
  • No Coração das Trevas: o DEOPS/SP visto por dentro, 2001
  • Censura, imprensa, estado autoritário, 1968-1978: o exercício cotidiano da dominação e da resistência, O Estado de São Paulo e Movimento, 1999
  • Passarinhada do Brasil: canto orfeônico, educação e getulismo , 1998


Ícone de esboço Este artigo sobre História ou um(a) historiador(a) é um esboço relacionado ao Projeto História. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Referências

  1. a b c d e USP (ed.). «Maria Aparecida de Aquino». FFLCH. Consultado em 11 de setembro de 2019 
  2. «Entrevistados - Maria Aparecida Aquino». Memorial da Resistência. Consultado em 11 de setembro de 2019 
  3. «Povo brasileiro sempre teve a tradição de luta, diz historiadora». Sul21. Consultado em 11 de setembro de 2019 
  4. Rosely Rocha (ed.). «Novo texto da Lei Antiterrorismo é pior do que AI5, diz professora da USP». CUT. Consultado em 11 de setembro de 2019 
  5. José Eduardo Bernardes (ed.). «"Só vi coisa semelhante com o que aconteceu a Jango", diz Maria Aparecida Aquino». Bem Blogado. Consultado em 11 de setembro de 2019 
  6. a b «A Justiça Militar no regime autoritário brasileiro. Entrevista especial com Maria Aparecida Aquino». Unisinos. Consultado em 11 de setembro de 2019