Massacre de Batepá

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O Massacre de Batepá (do português coloquial "Bate-Pá!") foi um massacre perpetuado pelas tropas coloniais portuguesas que teve lugar em São Tomé e Príncipe a 3 de fevereiro de 1953. Neste resultaram 1.000 mortos por tortura eléctrica e afogamento[1]. Inês Rodrigues nunca refere que houve 1000 mortos. Ela refere que as fontes São-tomenses falam em 1032 mortos e que as fontes Portuguesas em cerca de 200. Mesmo que tivesse sido 1 morto já teria sido demais mas seria importante que a informação veiculada pela Wikipédia fosse pelo menos balizada com veracidade, neste caso a referência bibliográfica nem sequer foi confirmada. Na impossibilidade de disponibilizar a referida tese, deixo uma ligação de uma entrevista à investigadora onde esses números são explicitamente referidos: https://observador.pt/2015/06/08/s-tome-principe-importancia-massacre-batepa-sido-ignorada/

Hoje em dia é um feriado nacional no arquipélago.

O massacre é considerado o episódio fundador do nacionalismo são-tomense e as suas vítimas foram transformadas em heróis pela liberdade da pátria[2].

No Museu Nacional de São Tomé e Príncipe existe uma sala dedicada ao massacre, com fotografias que documentam alguns dos massacrados em Março de 1953.

História[editar | editar código-fonte]

No cerne da questão é apontada a desmedida ambição do Governador-geral Carlos Gorgulho, que se lançou num vasto programa de construções e melhoramentos públicos, recorrendo a rusgas constantes nas povoações nativas por forma a angariar mão-de-obra barata ou gratuita. Terão sido o governador e o seu grupo a forjar a história de uma conspiração de africanos contra os portugueses, que desencadeou a violenta repressão de fevereiro de 1953, em que pereceram mais de um milhar de pessoas.

O massacre deu-se quando, a mando do ex-Governador-geral português, coronel Carlos de Sousa Gorgulho (1945-1948), proprietários portugueses de terras desencadearam uma onda de violência contra os africanos nativos.[3]

Entre outros, estiveram envolvidos no episódio os nomes de:

Nos autos de "confissão" dos presos, obtidos pelas forças de segurança coloniais, figurava o nome do engenheiro agrónomo Salustino da Graça do Espírito Santo como "(…) chefe da revolução, seu instigador, seu preparador e futuro Rei da Ilha".

Destacou-se ainda a atuação do advogado português, Dr. Manuel João de Palma Carlos, defensor dos nativos em São Tomé, que foi crucial para pôr fim à matança.

Grande parte dos forros foram detidos durante estes acontecimentos no pontão de Fernão Dias, sendo ali agrilhoados ou acorrentados. Ainda hoje acredita-se que é possível ouvir ali o som do arrastar dos grilhões a que os prisioneiros se encontravam acorrentados, assim como os seus quidalês ou gritos de socorro.

Referências

  1. Castanho, Inês (2012). São Tomé e Príncipe: cultura(s)/património(s)/Museus(s), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
  2. Rodrigues, Inês (2018). Descolonizar a fantasmagoria. Uma reflexão a partir do “Massacre de 1953” em São Tomé e Príncipe, Revista Crítica de Ciências Sociais, 01 May 2018, pp.29-50
  3. «Massacre de Batepá 1953-2014». Repórter STP 

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Conceição Lima, escritora santomense cuja obra está repleta de referências a este evento histórico

Ligações externas[editar | editar código-fonte]