Melipona fuliginosa

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaMelipona fuliginosa
Fuliginosa.jpg
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Superfamília: Apoidea
Família: Apidae
Tribo: Meliponini
Género: Melipona
Espécie: M. fuliginosa
Nome binomial
Melipona fuliginosa
Lepeletier, 1836

Melipona fuliginosa, popularmente conhecida como manduri-preto, uruçu, uruçu-boi,[1] erereú-negra, turuçu ou mel-de-anta,[2] é uma espécie de abelha social da subfamília dos meliponíneos (abelhas sem ferrão). Possui coloração negra, com 13 mm de comprimento, sendo a maior das abelhas desta subfamília, no Brasil, onde está presente em numerosos estados (Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Maranhão, Piauí, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, São Paulo). Ocorre também na Argentina (Salta), Bolívia (El Beni, La Paz, Santa Cruz), na Guiana Francesa (Cayenne, Kourou), na Guiana (Cuyuni-Mazaruni), no Suriname (Marowijne), na Venezuela (Amazonas) e Colômbia.

Abelha cleptobiótica ou pilhadora, isto é, saqueia os ninhos de outras espécies, para retirar o mel, o pólen e a cera armazenados nas colmeias. Existem relatos segundo os quais a Melipona fuliginosa Lepeletier mostrou-se uma ladra agressiva, capaz de eliminar colmeias inteiras de Apis mellifera, decapitando as operárias que saíam em defesa dos seus ninhos. Na Colômbia (Santander e Llanos Orientais), o motivo desses ataques nem sempre foi evidente: tanto teriam ocorrido em épocas de escassa produção de néctar - quando M. fuliginosa roubou as provisões - como em épocas de bom fluxo de néctar, quando foram relatados ataques, sem ter havido pilhagem.[3]

A espécie constrói grande parte do seu ninho, de formato tubular, com resina e sementes, além de barro.[4]

Existem ocorrências dessa especie de meliponíneo no estado de Goiás, mais especificamente no sul do estado, porem existem relatos em pequena quantidade, de ocorrências em grande parte do Brasil com algumas das subespécies do grupo fuliginosa.

É muito agressiva, e sua força mandibular é tanta que a picada pode fazer sangrar a pele.

Referências

  1. Oliveira, M. L. (2002). "As abelhas sem ferrão na vida dos seringueiros e dos Kaxinawá do alto rio Juruá, Acre, Brasil" pp. 615-630. In Cunha, M. C. & Almeida, M. B. (ed.) Enciclopédia da Floresta. O Alto Juruá: Práticas e conhecimentos das populações. São Paulo: Companhia das Letras 735 pp. [615, 629], apud Camargo et al. op. cit..
  2. Camargo, J. M. F. e Pedro, S. R. M. 2012. "Meliponini Lepeletier, 1836". In Moure, J. S., Urban, D. & Melo, G. A. R. (Orgs). In Moure, J. S., Urban, D. & Melo, G. A. R. (orgs). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region. "Melipona (Michmelia) fuliginosa Lepeletier, 1836".
  3. Nogueira-Neto, Paulo. Vida e criação de abelhas indígenas sem ferrão. São Paulo: Editora Nogueirapis, 1997.
  4. CAMARGO, João M. F. e PEDRO, Silvia R. M.. Revisão das espécies de Melipona do grupo fuliginosa (Hymenoptera, Apoidea, Apidae, Meliponini). Revista Brasileira de Entomologia. 2008, vol.52, n.3, pp. 411-427. ISSN 0085-5626 (artigo ilustrado com várias fotos e desenhos).
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