Micção

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Manneken Pis, um monumento localizado em Bruxelas, na Bélgica, exibe um garoto a urinar.

Micção é o ato de expelir urina, voluntariamente ou não.

A micção é controlada pelo sistema nervoso, que possui vários pontos envolvidos na coordenação dos órgãos do sistema urinário. Estes diferentes núcleos localizam-se no cérebro e medula espinhal e estão conectados entre si e com os diferentes órgãos do sistema urinário.

O controle da continência é realizado por músculos chamados esfíncteres, localizados na base da bexiga (colo vesical) e na parede da uretra. Na maior parte do tempo, estes músculos atuam fechando o colo vesical e a uretra (como um barbante amarrado ao redor da boca de um balão) de forma a impedir a saída de urina. Podem ser contraídos voluntariamente para impedir a saída de urina. Os músculos do assoalho pélvico são importantes para o controle da micção especialmente nas mulheres, em quem são responsáveis por sustentar os órgãos pélvicos. Quando enfraquecidos, levam ao prolapso (descida) destes órgãos e à condição denominada "bexiga caída". Na micção, os esfíncteres se relaxam e a uretra abre-se para a livre passagem da urina. Ao mesmo tempo o músculo da parede vesical contrai-se e força a urina para fora da bexiga. Ao final da micção, quando a bexiga já se esvaziou, os esfíncteres se contraem novamente e a bexiga interrompe sua contração e relaxa.

O ciclo normal da micção pode ser dividido em duas fases: a primeira de enchimento vesical onde a bexiga acomoda quantidade crescentes de urina sem aumentar a pressão no seu interior. Isto permite a livre drenagem de urina proveniente dos rins através dos ureteres. Durante esta fase o esfíncter uretral se mantém contraído para evitar vazamento da urina conforme demonstra a figura a seguir: ureter bexiga esfíncter. Quando a bexiga está cheia, receptores transmitem esta informação para o cérebro e, desde que possamos ir ao banheiro, o cérebro desencadeia o processo de micção com contração da bexiga e relaxamento do esfíncter resultando no ato de urinar com bom jato, pequena elevação da pressão dentro da bexiga e esvaziamento completo da mesma.

Esta segunda fase é denominada fase miccional e ao seu final reiniciamos todo o ciclo da micção. O esfíncter urinário além deste mecanismo automático também possui controle voluntário. Por esta razão podemos interromper o fluxo urinário durante a micção sempre que desejarmos. Além disto, a contração persistente do esfíncter inibe a contração da bexiga. Como podemos notar, todo o controle das duas fases da micção é realizado pelo sistema nervoso a partir do cérebro através da medula espinhal e posteriormente através dos nervos que vão para a bexiga. Por esta razão, as doenças neurológicas geralmente afetam a micção. Os recém nascidos ainda não tem o sistema nervoso completamente desenvolvido e, por isto, não tem ainda o controle voluntário da micção. Por esta razão urinam de forma reflexa ou seja, cada vez que a bexiga se enche ela se contrai, o esfíncter relaxa e ela se esvazia. Este controle só é adquirido por volta de 2 a 4 anos de idade.

A bexiga serve como um regulador para a urina continuamente formados nos rins. Esta deve ser esvaziada, em uma ingestão normal de líquidos, geralmente de duas a seis vezes por dia através da uretra. A eliminação de urina é geralmente de 300 a 400 ml, mas não há valores universalmente aceites - algumas pessoas excretam até um litro de urina.

A capacidade vesical máxima é que o volume de enchimento, momento em que há uma necessidade imperiosa de urinar ou chamado urinar involuntário. Para as mulheres, o valor padrão de 300 a 400 ml, para os homens 400-600 ml. Esses valores variam muito de pessoa para pessoa e não há confirmação de valores máximos.