Michel Fokine
| Michel Fokine | |
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Michel Fokine, oppkledt for rollen som Lucien d'Hervilly, i Marius Petipas produksjon av balletten «Paquita», Sankt Petersburg, 1898. | |
| Nascimento | 11 de abril de 1880 São Petersburgo |
| Morte | 22 de agosto de 1942 Nova Iorque |
| Sepultamento | Ferncliff Cemetery |
| Cidadania | Império Russo, Estados Unidos |
| Cônjuge | Vera Fokina |
| Alma mater |
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| Ocupação | bailarino, coreógrafo, mestre de balé, escritor, libretista, dançarino |
| Distinções | |
| Religião | Igreja Ortodoxa |

Michel Fokine ou Mikhail Mikhailovich Fokin (Михаил Михайлович Фокин) (São Petersburgo, 26 de abril de 1880 - Nova Iorque, 22 de agosto de 1942) foi filho de um comerciante abastado. [1][2]
Com nove anos ingressou na Escola lmperial de Bailados, anexa ao Teatro Marinsky. Estudou com Platon Karsavin, Pavel Guerdt e Nicholas Legat. Graduou-se em 1898, entrando para o corpo de baile do Teatro Marinsky como solista. Tornou-se logo um bailarino de primeira categoria, começando a lecionar em 1902. Três anos mais tarde criou as coreografias dos seus primeiros bailados: Acis e Galatea para o espetáculo anual dos alunos e A Morte do Cisne para Anna Pavlova. Aceitou um convite de Serge Diaghilev para ser coreógrafo da temporada dos Ballets Russos, realizada em Paris em 1909. Essa oportunidade deu a Fokine prestígio internacional. Durante mais de 30 anos criou inúmeros bailados de sucesso.
Fokine é considerado o maior expoente na coreografia do século XX, conhecido também como excelente bailarino, grande reformador das concepções tradicionais do ballet e coreógrafo inspirado. Dançou com as maiores estrelas da época, a começar por Pavlova. Como renovador, é para o século XX o que Noverre foi para o século XVlll e exerceu profunda e benéfica influência em todos os ramos da arte coreográfica. Sua sensibilidade para a música é sentida na integração, sempre perfeita, entre seus bailados e o repertório musical.
Sua obra é das mais variadas. lnclui o romantismo de Carnaval, o neo-classicismo de La Sylphide, a intensidade bárbara das Danças Polovtsianas do Príncipe lgor, a poesia de O Espectro da Rosa, o sensualismo de Scheherazade, a tragi-comédia de Petrouchka, a beleza da antiguidade grega de Daphnis e Chloé, o burlesco mordaz de Le Coq d'or.[1]
Michel Fokine criou bailados em quase todos os grandes teatros da Europa e da América e a maioria deles permanece ainda hoje no repertório das companhias internacionais. Fokine morreu em Nova lorque no dia 22 de agosto de 1942.
Métodos e estilo de ensino
[editar | editar código]Fokine aspirava a ir além do balé tradicional, em direção a um método que utilizasse o balé para comunicar a beleza natural do ser humano. Ele não acreditava que as técnicas virtuosas do balé simbolizassem algo por si mesmas e considerava que poderiam ser substituídas por formas que expressassem melhor emoções e temas. Fokine acreditava firmemente no poder comunicativo da dança e defendia uma criatividade que rompesse com a tradição, entendendo que esta frequentemente se distancia da realidade e não consegue abarcar todo o espectro das emoções humanas. Para ele, movimentos que não fossem expressivos eram irracionais e não podiam ser considerados agradáveis nem aceitáveis.[3]
Fokine também procurou libertar o balé de sua artificialidade técnica e de figurinos ultrapassados. Ele acreditava que muitos dos balés de sua época utilizavam figurinos e técnicas que não refletiam adequadamente seus temas. Estudou a arte grega e egípcia, incluindo a pintura em vasos e a escultura, incorporando esses elementos às suas obras. Como coreógrafo, retirava as bailarinas das sapatilhas de ponta quando o uso das pontas não servia a nenhum “propósito artístico”. Considerava que a técnica en pointe deveria ser empregada quando o corpo desejasse expressar uma ideia de elevação e ascensão, e não apenas para exibir a força dos pés das bailarinas. Apresentou essa concepção à administração do Teatro Mariinsky Imperial, mas não obteve apoio. Um de seus pedidos foi que as bailarinas de seu balé Eunice (1907) se apresentassem descalças. Como a solicitação foi recusada, Fokine mandou pintar dedos dos pés nas meias das dançarinas para criar a ilusão de que estavam descalças.
Ele também experimentou deslocar a ênfase do movimento da parte inferior do corpo para o corpo inteiro, fazendo uso mais livre dos braços e do tronco e empregando cada músculo com intenção clara.[3] Com isso, buscava unir movimento e emoção, corpo e alma, trazendo nova vitalidade ao balé como linguagem e forma de arte.
Em 1923, coreografou o balé Ajanta Frescoes para Anna Pavlova, após a bailarina ter se inspirado em sua visita às Grutas de Ajanta.[4]
Homenagens e representações
[editar | editar código]- ''Nijinsky'', filme dirigido por Herbert Ross - Fokine foi interpretado por Jeremy Irons (1980).
- ''Anna Pavlova'', filme dirigido por Emil Loteanu - Fokine foi interpretado por Sergey Shakurov (1983).
- ''Tribute To Ballet'', de John Masefield, precedido pelo poema ''To M. Michel Fokine'' (1938).
Referências
- 1 2 «Mariinsky Ballet's Fokine works: History revisited». Washington Post. Consultado em 24 de novembro de 2017. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2025
- ↑ Larousse, Éditions. «Encyclopédie Larousse en ligne - Michel Fokine». www.larousse.fr (em francês). Consultado em 24 de novembro de 2017. Cópia arquivada em 15 de março de 2026
- 1 2 Cohen, Selma Jeanne; Matheson, Katy (1992). Dance as a theatre art : source readings in dance history from 1581 to the present. Internet Archive. [S.l.]: Princeton, NJ : Princeton Book Co. ISBN 978-0-87127-173-0. Consultado em 16 de junho de 2026
- ↑ «The Pavlova Project: A unique exhibition presents the life and work of legendary ballerina through her costumes». Firstpost (em fp). 21 de janeiro de 2020. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2024