Mihály Vörösmarty

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Mihály Vörösmarty
Nascimento 1 de dezembro de 1800
Morte 19 de novembro de 1855 (54 anos)
Peste
Sepultamento Cemitério de Kerepesi
Cidadania Hungria
Alma mater Universidade Eötvös Loránd
Ocupação poeta, político, escritor
Assinatura
Vörösmarty Mihály aláírása.jpg

Mihály Vörösmarty (Kápolnásnyék, 1 de dezembro de 1800 - 19 de novembro de 1855) foi um poeta e dramaturgo húngaro, considerado um dos máximos representantes do Romantismo no seu país.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Mihály Vörösmarty nasceu numa família católica. Foi educado pelos cistercienses em Székesfehérvár, e depois nas prestigiadas Escolas Pias de Peste. A morte do seu pai deixou-o na pobreza, pelo que teve de se valer pelos seus méritos para pagar os estudos.

Os factos ocorridos durante a dieta de 1825 acenderam o seu patriotismo e deram nova direcção à sua poesia, até então composta basicamente por um drama intitulado Salomão. A sua participação na vida pública da Hungria foi ainda maior depois de se enamorar por Etelka Perczel, que pertencia a uma classe social superior à sua. Muitos dos seus poemas líricos expressam esta paixão amorosa, enquanto que o seu patriotismo se manifesta nas suas composições épicas, que foram as que lhe deram maior fama: Zalán futása ("A fuga de Zalán") (1824), Cserhalom (1826), O vale encantado (1827) e Eger (1827).

Quando estas composições apareceram, Vörösmarty foi aclamado pelos românticos, em especial pelos membros do Círculo Aurora como Károly Kisfaludy ou Ferenc Toldy. Isto permitiu-lhe abandonar o seu trabalho como tutor familiar e dedicar-se à literatura a tempo inteiro, e instalar-se em Buda, mais perto dos centros culturais do país. Entre 1823 e 1831 compôs quatro dramas (entre eles Csongor e Tünde, considerada a sua obra-prima neste campo) e oito poemas épicos mais breves, entre os quais se destaca A két szomszédvár ("Dois castelos vizinhos") (1831).

Estátua do poeta na praça Vörösmarty, em Budapeste.

Quando se fundou a Academia Húngara das Ciências em novembro de 1830, foi eleito membro da secção filológica, em cuja direcção sucedeu posteriormente a Károly Kisfaludy. Nesta condição coordenou um Dicionário completo da língua húngara e um Dicionário de dialectos húngaros, e foi coautor de um dicionário húngaro-alemão e de una gramática da língua húngara para germanófonos. Foi também um dos fundadores da "Sociedade Kisfaludy", e em 1837 contribuiu para a formação do Ateneu e de Figyelmező, uma revista de crítica literária. Nesta época, e até 1843, dedicou-se fundamentalmente a escrever dramas que tiveram pouco êxito entre os seus contemporâneos, de entre os quais o mais notável seja talvez Vérnász ("Boda de sangue", 1833), que foi premiado pela Academia. Também publicou vários volumes de poesia, e entre estas composições está Szózat ("Chamamento", 1836), que se converteria no hino nacional da Hungria a par de Himnusz, de Ferenc Kölcsey. O seu casamento com Laura Csajághy em 1843 inspirou-o a escrever uma série de poemas eróticos. Em 1848, em colaboração com János Arany e Sándor Petőfi, traduziu as obras completas de William Shakespeare.

Graças ao apoio de Lajos Kossuth e de Imre Cseszneky, Vörösmarty foi eleito para representar Jánoshalma na dieta de 1848, e em 1849 foi nomeado juiz do Alto Tribunal. O fracasso da Revolução húngara de 1848 afectou-o profundamente: exilou-se durante um breve período de tempo, e quando regressou à Hungria em 1850 era já um ancião melancólico. Morreu em Pest em 1855, na mesma casa onde tinha falecido Károly Kisfaludy 25 anos antes. O dia do seu funeral foi declarado dia de luto nacional, e uma recolha de fundos nacional foi feita para apoiar os seus filhos, dirigida por Ferenc Deák.

Hoje uma das praças principais de Budapeste tem o seu nome: praça Vörösmarty.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]