Monte Abraão

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Portugal Monte Abraão  
—  Freguesia portuguesa extinta  —
Concelho primitivo Sintra
Extinção 28 de janeiro de 2013
Área
 - Total 1,89 km²
Orago Nossa Senhora da Fé

Monte Abraão, é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Sintra, que integra a cidade de Queluz, situada entre as freguesias de Queluz, Belas e Massamá, com 1,89 km² de área. Com 20 809 residentes, a sua densidade populacional é de 11 010,1 h/km², o que faz dela uma das de mais elevada densidade populacional do país. Pela Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro imposta pelo memorando da troika será agregada com a de Massamá, após a posse dos novos dirigentes autárquicos que escolherão o novo nome da futura freguesia.[1] Em 2013, no âmbito da reforma administrativa foi anexada à freguesia de Massamá, criando-se a União de Freguesias de Massamá e Monte Abraão.
A localidade tem fáceis acessos, tanto pelo IC19 como através da Amadora, Belas ou Cacém.

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Monte Abraão [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
22 041 20 809

Criada pel a Lei n.o 36/97 [3] , de 12 de Julho, com lugares desanexados da freguesia de Queluz

Património[editar | editar código-fonte]

A Anta do Monte Abraão é constituída por uma câmara com 3,6 metros de diâmetro, assente na rocha, restado seis esteios e o chapéu, há muito tempo caído, e um corredor com 2 x 8 metros, orientado a Este.

Constitui a anta mais bem conservada de toda a região de Sintra, e aquela que tem talvez um acesso mais fácil em termos de visitas. Uma característica deste monumento funerário é que as pedras usadas na sua construção são dos arredores, não tendo sido aproveitadas as existentes no local (que ainda abundam, na pedreira ainda existente naquele local).

O solo também terraplanado foi preparado para a edificação do dólmen. Do seu espólio faz parte uma indústria lítica variada, constituída por placas de xisto, cilindros de calcário, pontas de seta, etc., alguma cerâmica e ossadas humanas.

Parte destes materiais encontra-se no Museu dos Serviços Geológicos de Portugal. É classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16/6/1910, DG 136 de 23 de Junho de 1910.

O acesso faz-se pelo centro de Monte Abraão, subindo ao cume do monte. Fica a cerca de 200 metros a norte do marco geodésico, junto a uma pedreira abandonada.

Habitantes Ilustres[editar | editar código-fonte]

Viveu no Monte Abraão o poeta português Ruy Belo, onde faleceu. Viveu em Monte Abraão o Visconde Engº Francisco Lancastre de Almeida Garrett, onde faleceu. Grande benemérito desta localidade, doou vários terrenos para equipamentos sociais. Nesses terrenos foram construídas: a Igreja de Nossa Senhora da Fé, a Estação da CP de Monte Abraão, a Escola EB1 nº 1 de Queluz (Monte Abraão)e a a Escola EB 2.3 Ruy Belo. Existe ainda um terreno onde irá ser construído o Centro Comunitário de Monte Abraão (Bairro dos Desalojados).

Resenha História[editar | editar código-fonte]

O local denominado actualmente de Monte Abraão era o local escolhido para a adoração dos illuminati, desde tempos imemoriais. Há quem defenda, que o nome de Queluz terá origem no Monte da Iluminação, hoje denominado de Monte Abraão. Mas também esta denominação está longe de ser recente, antes assentando na crença de que Abraão teria passado por ali. Existem, por outro lado, as antas que terão entre 4.600 a 4.100 anos, testemunhando o povoamento deste local desde tempos pré-históricos. Porém durante o Séc. V da nossa era, Roma determinava a destruição de todas as edificações pagãs detectadas. Entre elas, os dolmens. Pensa-se que é por isso, que muitas mesas se encontram arreadas, que noutros locais houve obstrução de acessos e que em outros ainda, os referidos monumentos foram encimados com cruzes[4].

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Assembleia de República (28 de janeiro de 2013). «Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro» (PDF). Diário da República. Consultado em 3 de setembro de 2013  line feed character character in |título= at position 18 (ajuda)
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  3. Diário da República - https://dre.tretas.org/dre/83628/
  4. Projecto de Lei nº 230/VII
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