Museu da Carris

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Museu da Companhia Carris de Ferro de Lisboa
Tipo História dos Transportes em Lisboa, Arqueologia Industrial
Inauguração 12 de Janeiro de 1999
Diretor Luís Vale
Curador Carris
Website Museu da Carris
Geografia
País  Portugal
Cidade Lisboa
Localidade Alcântara (Lisboa)

O Museu da Companhia Carris de Ferro de Lisboa [1] é um museu e um centro cultural, que apresenta ao público o passado, presente e futuro dos transportes públicos da cidade de Lisboa e onde convivem exposições temáticas com os mais diversos eventos culturais e empresariais.

Está situado na zona ribeirinha da cidade, na freguesia de Alcântara, num eixo cultural importante de Lisboa que integra o Museu do Oriente, o Palácio Nacional da Ajuda, o Museu dos Coches, o Museu da Presidência da República, o Mosteiro dos Jerónimos e o Centro Cultural de Belém.

O Museu localiza-se na Estação de Santo Amaro, onde se encontram todos os elétricos de Lisboa.[2]

Inaugurado a 12 de Janeiro de 1999, o Museu da Carris é parte integrante da Companhia de Carris de Ferro de Lisboa e expõe viaturas, maquetas e documentos e objetos do quotidiano que contam a história do transporte público da capital lisboeta. Integra a Rede Portuguesa de Museus desde 2010.

O Museu da Carris em Lisboa, divulga ao público as suas memórias, que ao longo de mais de um século prestou ao crescimento de Lisboa, cidade que se desenvolveu também graças à evolução dos sistema de transportes públicos.

O seu acervo patrimonial que permite, através de objectos de valor histórico e documental em exposição a divulgação do património, e contribuir para uma função social através do desenvolvimento deste espaço cultural.

O Museu da Carris conduz o visitante a uma viagem no tempo, através de raros documentos e objectos postos à sua disposição: relatórios, fotografias, uniformes, títulos de transporte, equipamento oficinal, eléctricos, autocarros etc.

Em 1997, aquando da alienação de 24 unidades de elétricos não-remodelados, a direcão da Carris colocara já parte da frota histórica de reserva para o então ainda futuro Museu da Carris.[3]

O Museu da Carris foi inaugurado em 1999 pelo então presidente da República, Jorge Sampaio.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Estação de Santo Amaro

O Museu está dividido em três núcleos, sendo dois deles situados em antigas oficinas desativadas. O 1º núcleo situa-se no edifício que serviu de sede da empresa, o antigo Palácio dos Condes da Ponte, adquirido pela empresa em 1874.

Acervo[editar | editar código-fonte]

Núcleo 1

O primeiro núcleo, instalado no antigo edifício sede da empresa, está organizado em salas dispostas temática e cronologicamente de modo a permitir ao visitante uma viagem no tempo, iniciada com a constituição da empresa e veículos de tração animal, prosseguida com o aparecimento dos ascensores e a adoção da tração elétrica e finalizada com o percurso seguido ao longo de todo o século XX.

Nas vitrinas, vêem-se documentos alusivos a momentos marcantes da história da Empresa e objetos do seu quotidiano. As maquetas trazem à memória não só os elétricos e os autocarros mas também os ascensores. A atualidade chega com informação sobre os últimos modelos de carros elétricos e autocarros. Salienta-se ainda a reconstituição de uma área administrativa e de um posto médico.

Elétrico de ligação entre os núcleos do Museu

A ligação entre os núcleos de exposição é efetuada com o recurso a um carro elétrico das coleções do Museu que, entrado ao serviço em 1901, ostenta atualmente o aspeto que lhe foi conferido em meados da década de 60, quando da sua adaptação a serviços de turismo.

Núcleo 2
Núcleo 2
Núcleo 2
Núcleo 2

O segundo núcleo contém essencialmente viaturas e máquinas do parque oficinal e está organizado em duas naves, que foram antes oficinas da Carris.

A nave 1 contém um conjunto de viaturas, desde a tração animal à tração elétrica, recuperadas à data de entrada ao serviço e que estabelecem a ligação entre os finais do século XIX e os finais da década de 40 do século XX.

Na nave 2 encontram-se uma Subestação e uma Oficina de Tipografia, com todos os seus equipamentos, e carros elétricos e autocarros datados entre os inícios da década de 50 e a atualidade. No novo espaço denominado “Sala Multimédia”, os visitantes podem visualizar o filme “Viagens Com Vida”, que reúne um conjunto de testemunhos de antigos colaboradores da empresa, que nos relatam experiências únicas vividas no tempo que trabalharam na CARRIS.

No núcleo 3 há uma série de viaturas, desde carros de trabalho a autocarros de serviço público, que aguardam restauro.

A Galeria do Museu é um local destinado a exposições temporárias, que vão da pintura à escultura e fotografia [4] .

Centro de Documentação[editar | editar código-fonte]

O Centro de Documentação do Museu da Carris permite a consulta de obras e documentos (livros, documentação da empresa, plantas e desenhos) sobre a evolução histórica da empresa e dos transportes públicos de Lisboa. É constituído ainda por um Arquivo Fotográfico do Museu, em formato papel ou digital.

Serviço Educativo[editar | editar código-fonte]

Atividades
Atividades

O Museu da CARRIS permite ainda a realização de atividades tais como jogos de pistas, ateliers pedagógicos e festas de aniversário para crianças [5] e está a desenvolver um projeto de Serviço Educativo com novos conteúdos.

Referências

  1. Pagina de Apresentação Museu da Carris.
  2. Instituto dos Museus e da Conservação
  3. “Carris vende eléctricos” Correio da Manhã (1997.01.03): p.7 (artigo ilustrado com foto do CCFL 775).
  4. Jornal Público - Guia do Lazer.
  5. Time Out Lisboa - Miúdos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • História da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, edição da Companhia Carris de Ferro de Lisboa e da Academia Portuguesa de História – 3º Volume - ISBN 972-624-167-7
  • O Livro da Carris, edição da Companhia Carris de Ferro de Lisboa – Depósito Legal - 73-425-93
  • História do Eléctrico de Lisboa – autoria de Marina Tavares Dias - ISBN 972-589-142-2
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]