Napalm

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Napalm sendo usado durante a Guerra do Vietnam a partir de um barco-patrulha

Napalm é um conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada, utilizados como armamento militar. O napalm é na realidade o agente espessante de tais líquidos, que quando misturado com gasolina a transforma num gel pegajoso e incendiário.

Origem[editar | editar código-fonte]

O napalm foi desenvolvido em 1942 durante a Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos por uma equipe de químicos da Universidade Harvard liderada por Louis Frieser. O nome napalm deriva do acrônimo dos nomes dos seus componentes originais, sais de alumínio co-precipitados dos ácidos nafténico e palmítico. Estes sais eram adicionados a substâncias inflamáveis para serem gelificadas.

Um dos maiores problemas dos fluidos incendiários (tais como os usados nos lança-chamas) é que eles salpicam e escorrem muito facilmente devido à sua baixa viscosidade. Nos Estados Unidos descobriu-se que a gasolina sob a forma de gel aumentava o alcance e a eficiência dos lança-chamas. No entanto, no início da Segunda Guerra Mundial, para se obter gasolina gelificada era necessário usar borracha natural, a qual estava, na altura, sob forte procura e com preço elevado. O napalm veio providenciar uma alternativa mais barata.

O napalm moderno é composto por benzeno e poliestireno, e é conhecido por Napalm-X.

Utilização[editar | editar código-fonte]

O napalm foi usado em lança-chamas e bombas incendiárias pelos Estados Unidos e nações aliadas, para aumentar a eficiência dos líquidos inflamáveis. A substância é formulada para queimar a uma taxa específica e aderir aos materiais. O napalm é misturado com a gasolina gélida (ou gelatinosa) em diferentes proporções para alcançar este objetivo.

Diversos lançadores foram desenvolvidos para seu uso, culminando nas armas lança-chamas utilizadas para atacar os exércitos vietnamitas no fim da década de 1960. Também foi usado contra cidades e vilarejos de civis posteriormente.

Na Segunda Guerra Mundial, as Forças aliadas bombardearam cidades do Japão com bombas incendiárias feitas com napalm. Este tipo de armamento foi usado também pelas Forças armadas dos Estados Unidos contra guerrilhas comunistas na Guerra civil grega, na Coreia, por ocasião da Guerra da Coreia e no Vietnã, Laos e Camboja, durante a Guerra do Vietnã. O governo do México também utilizou napalm em 1960 contra guerrilha de Guerrero. Há notícias, também, de ter sido utilizado por Portugal nas antigas colónias de África, na chamada Guerra Colonial (1961-1974), mais notadamente em Moçambique.

Explosão de Napalm na Indochina em 1953.

Um outro efeito do napalm em bombas, consiste na desoxigenação do ar envolvente e aumento da concentração de Monóxido de Carbono os quais provocam asfixia. Uma outra utilização do napalm na Guerra do Vietnã consistiu na rápida abertura de clareiras para a aterrissagem de helicópteros.

Também foi usado pelo Exército brasileiro durante a Guerrilha do Araguaia, conforme relatório feito em novembro de 1972 pelo tenente-coronel Flarys Guedes Henriques de Araújo.

Proibição do uso contra civis[editar | editar código-fonte]

Em 1980, o uso de armas incendiárias (tais como o Napalm) contra civis foi proibido pelo Protocolo III da "Convenção sobre Proibições e Restrições ao Uso de Certas Armas Convencionais que Podem Ser Consideradas como Excessivamente Lesivas ou Geradoras de Efeitos Indiscriminados" (Convenção da ONU sobre Armas Convencionais). Entretanto, a Convenção não proíbe o uso de tais armas contra objetivos militares, desde que observadas precauções com vistas a evitar danos colaterais em populações ou bens civis. Posteriormente o governo dos Estados Unidos reconheceu que nem Hitler usou armas químicas.[1]

Produção[editar | editar código-fonte]

o Napalm é produzido a partir da reação de alteração de solubilidade entre a gasolina e ácido palmitico (óleo da palmeira ou de palma), a mistura gera um material molengo que pode-se pegar na mão e não é pegajoso, se torna pegajoso quando entra em combustão.

Napalm X[editar | editar código-fonte]

O napalm X é produzido a partir da reação de Benzeno ou Acetona com Isopor (Poliestireno), gerando um material pegajoso e grudento.

Napal XP[editar | editar código-fonte]

Napalm XP é produzido a partir de uma solução de Benzeno, fósforo branco e poliestireno, a produção começa na dissolução e aquecimento de fósforo Branco e Benzeno a 90 graus e no acréscimo de Poliestireno, tais materiais quando misturados e expostos ao oxigenio do Ar entram em combustão violenta, seu armazenamento deve ser longe de fontes de oxigênio e luz, o material em si se entrar em contato com água dos tecidos gera calor e severas queimaduras, além de produzir ácido fosfórico.

Cloro Napalm[editar | editar código-fonte]

O Cloro napalm é produzido pela dissolução de Isopor em Clorofórmio e Dicloroetano, esta versão do Napalm é muito volátil e tende a entrar em combustão violentamente gerando fosgênio, Monóxido de carbono, Dióxido de carbono e Cloreto de hidrogênio, o Dicloroetano age como potencializador oxidante do Clorofórmio que quando Oxidado gera fosgênio, a combustão do Dicloretano também gera fosgênio, porém, pode formar em variável o Cloreto de hidrogênio, já o Clorofórmio oxida mas não entra em combustão e na sua oxidação forma apenas o Fosgênio e o seu subproduto a água e o Cloro gasoso.

Ver também[editar | editar código-fonte]