O Ponto de Mutação

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The Turning Point
O Ponto de Mutação
Autor(es) Fritjof Capra
Idioma Inglês
País Estados Unidos
Assunto Ecologia, biologia sistêmica, psicologia, economia, sustentabilidade.
Editora Bantam
Lançamento 1982
ISBN 0-553-34572-9

O Ponto de Mutação é um livro de Fritjof Capra publicado em 1982. Ele analisa as atuais crises econômicas e científicas sob a perspectiva da teoria geral de sistemas.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Capra começa delineando a história da ciência e da economia, destacando falhas nos paradigmas cartesianos, newtonianos e reducionistas que vieram à tona com evidências empíricas da ciência contemporânea. Capra mostra que aqueles pontos de vista se tornaram inadequados para guiar o comportamento humano e a política no tocante à tecnologia moderna e à ecologia, e que a ciência precisa incorporar conceitos holísticos e da teoria de sistemas para poder resolver os complexos problemas da sociedade contemporânea.

O nome do livro foi extraído de um hexagrama do I Ching. Nele, Capra compara o pensamento cartesiano ao paradigma emergente no século XX. O primeiro é reducionista e modelo para o método científico desenvolvido nos últimos séculos. O segundo, holístico ou sistêmico, vê o todo como indissociável; o estudo das partes não permite conhecer o funcionamento do organismo. As comparações são feitas em vários campos da cultura ocidental atual, como a medicina, a biologia, a psicologia e a economia.

É um livro que permite a desconstrução de paradigmas antigos. O método reducionista, científico ou mecânico, reduz as potencialidades da realidade. As novas descobertas da física quântica abrem o campo psíquico ao mostrar um novo mundo de possibilidades a partir da consciência da sincronia dos acontecimentos e outros fatores, antes não críveis, e hoje provados cientificamente, como a influência do observador no resultado do experimento. A nossa visão altera os acontecimentos.

O livro relata como as mudanças intensas e crises que o planeta e a humanidade estão passando são mutações energéticas de efeitos universais. Antes, no "mundo antigo" (no sentido de tudo o que já não representa a atualidade e a nova energia), a concepção era predominantemente yang - energia masculina -, e desta energia surge o patriarcado e capitalismo e todo os métodos de dominação e exploração que quase devastaram o planeta. O excesso de energia yang - agressiva, de dominação - trouxe muitos avanços, mas permitiu a repressão do lado yin (hemisfério direito do cérebro - lado esquerdo do corpo-intuição), conduzindo-nos a um sistema de crenças que causou o desmatamento massivo das matas, florestas, e poluições de rios, escravidão humana e animal, reduzindo, em muito, a qualidade de vida no planeta, com a poluição e devastação ambiental.

Com a chegada deste ponto crítico (crise = transformação), as mudanças energéticas para a energia yin - feminina, representada pelo feminismo, pela ecologia e pela cooperação são, não apenas algo necessário, como também natural. Assim, a valorização de aspectos humanos que antes haviam estado ocultos ou reprimidos (a energia feminina está dentro de cada um de nós), relacionados à integração com o próximo e com o meio, nos permitirá viver novos tempos em que a sensibilidade e a visão de nossos corpos como campos de energia habitados pela consciência trará mais harmonia entre todos. É a mudança de paradigmas imprescindível para que cheguemos a construir um mundo com mais igualdade.

Com muita precisão, o autor relata como estas duas polaridades presentes na matéria (dia-noite, luz-escuridão, quente-frio, prazer-sofrimento) se contrapõe e alternam em ciclos, e esta alternância serve para fazer evoluir nossas percepções e nos permitir chegar à mais elevada consciência da unidade, que é a essência por detrás de todas as aparentes contradições.

A nova concepção de mundo proposta pela física quântica e pelo movimento da Nova Era é de uma realidade alternativa e expansiva, não sendo possível, assim, captá-la em conceitos e prisões mentais. É uma visão muito libertadora, capaz de transformar o mundo, e imprescindível para que as próximas gerações possam desfrutar da vida no Planeta Terra. Já não haverá tantas divisões dogmáticas e o conhecimento passará a ser transdisciplinar, holístico e místico.

Influência[editar | editar código-fonte]

O filme de 1990 Mindwalk, dirigido por Bernt Amadeus Capra (irmão de Fritjof), é baseado no livro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. Michele da Silva Rodrigues (UFSC). "O Ponto de Mutação - Resenha". Publicada no portal Scribd.com. (acessado em 05/09/2010)
  2. Mariana Lacerda. "O Ponto de Mutação". Neste livro, Fritjof Capra, físico austríaco, defende que são necessárias mudanças rápidas nas atitudes para que se possa contornar os grandes problemas mundiais. Publicado no portal Planeta Sustentável. (acessado em 05/09/2010)
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