Oxiartes

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Oxiartes (Persa: وخشارد) foi um nobre bactriano[1] que viveu no Século IV a.C.. Ele era o pai de Roxana, esposa de Alexandre o grande e o avô de Alexandre IV.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

A primeira menção que se tem de Oxiartes indica que ele foi um dos que acompanharam Besso, sátrapa da Bactriana, em sua fuga após o assassinato de Dario III.[3]

Depois da morte de Besso, ele deixou sua esposa e filhas em uma fortaleza na Sogdiana, que era considerada impenetrável.[1] Quando Alexandre ofereceu rendição, a guarda da forteleza riu, e disse para Alexandre procurar soldados com asas, porque eles não tinham medo de mais ninguém.[1] Alexandre então ofereceu um prêmio de vinte talentos para o primeiro que chegasse, e com prêmios decrescentes para o segundo, terceiro, até o último, que receberia trezentos dáricos.[1] Apesar das dificuldades, uma tropa de trezentos escaladores subiu a montanha pela parte mais difícil, perdendo trinta homens, cujos corpos jamais foram encontrados.[4] Os homens então sinalizaram a Alexandre que estavam dentro da fortaleza, e ele chamou de novo os bárbaros, dizendo para eles se renderem logo, porque ele havia encontrado os homens com asas.[4] Os bárbaros, achando que havia mais homens, e que eles estavam armados, entraram em pânico e se renderam.[4] Dentre as pessoas capturadas estavam as esposas e filhas de vários homens importantes, inclusive Roxana, filha de Oxiartes, considerada pelos soldados a mulher mais bela da Ásia, depois da esposa de Dario III.[4] Alexandre se apaixonou por Roxana, não quis tratá-la como uma cativa, e não achou que seria desonroso casar com ela.[4] O casamento aconteceu em 327 a.C., comemorado com um magnífico banquete.[5]

Oxiartes soube que seus filhos estavam com Alexandre, que tratava Roxana com respeito; tomando coragem, se aproximou de Alexandre, e foi tratado com honra na corte do rei.[6] Oxyartes foi enviado a Chorienes, que também guardava uma outra fortaleza; pelo exemplo de Oxiartes, que falou que não havia nada que Alexandre não conseguisse tomar, e mencionando a honra e justiça de Alexandre, Chorienes também se rendeu a Alexandre.[7]

Pouco depois, vamos encontrá-lo como sátrapa da província de Paropamisade, na Índia, substituindo Tiryaspes, que, segundo relatos, havia exercito sua autoridade de forma imprópria.[8] Esta posição foi mantida até a morte de Alexandre, quando foi confirmado na primeira divisão de províncias realizada pelos generais do conquistador (a Partilha da Babilônia), e na partilha seguinte, ocorrida em 321 a.C., a Partilha de Triparadiso.[9]

Em um período posterior, encontramo-lo enviando uma pequena força militar em ajuda a Eumenes de Cardia, mas após a morte desse general (316 a.C.), ele parece ter se colocado a serviço de Antígono Monoftalmo, que tratava de impor sua autoridade.[10]

Droysen estima que ele teria morrido antes da expedição de Seleuco I Nicator à Índia, porque, à essa época, encontramos Seleuco cedendo Paramisos a Chandragupta Máuria, sem qualquer menção a Oxiartes.[11]

Referências

  1. a b c d Arriano, Anabasis, 4.18, Oxyartes sitiado na rocha de Sogdiana [em linha]
  2. Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.6.3 [em linha]
  3. Arriano, Anabasis, 3.28, Alexandre cruza o Hindu-Koosh [em linha]
  4. a b c d e Arriano, Anabasis, 4.19, Alexandre captura a rocha e se casa com Roxana [em linha]
  5. Johann Gustav Droysen, Alexander, p.346, citado por William Smith, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, Oxyartes 2. [em linha]
  6. Arriano, Anabasis, 4.20, Tratamento magnânimo da família de Dario [em linha]
  7. Arriano, Anabasis, 4.21, Captura da fortaleza de Chorienes [em linha]
  8. Arriano, Anabasis, 6.15, Viagem pelo rio Indo até a terra de Musicanus [em linha]
  9. William Smith, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, Oxyartes 2.
  10. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XIX, 14.48 [ael/fr][en]
  11. Johann Gustav Droysen, Hellenism, vol.i, p.520, citado por William Smith, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, Oxyartes 2.