Refinaria Landulpho Alves

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A Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM) é uma refinaria localizada no município de São Francisco do Conde, no estado da Bahia. Acessada pelo quilômetro 4 da rodovia BA-523, em Mataripe, pertence à Petrobras e possui capacidade instalada para 323 mil barris/dia (51.352 m³). É a segunda em capacidade instalada no País depois da Refinaria de Paulínia (REPLAN).

Sua área é de 6,4 quilômetros quadrados e a contribuição em impostos de 750 milhões de reais por ano (ICMS) (80% da arrecadação de São Francisco do Conde), além de empregar inúmeros trabalhadores diretas e indiretamente.[1] O que faz da cidade uma das mais ricas por PIB per capta.

Seus principais produtos refinados são propano, propeno, iso-butano, gás liquefeito de petróleo (GLP), diesel, gasolina, nafta petroquímica, querosene, querosene de aviação, parafinas e n-parafinas, lubrificantes, óleos combustíveis e asfaltos.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira refinaria nacional de petróleo, a Refinaria Nacional do Petróleo ou Refinaria de Mataripe começou a ser construída em 1949 e com funcionamento iniciada em 17 de setembro de 1950[2] está diretamente ligada à descoberta dos primeiros poços de petróleo no País, precisamente no Recôncavo Baiano (onde se deu a primeira acumulação comercial de petróleo em Candeias).[3] Sua construção e operação formou uma classe operária egressa do trabalho com a pesca e a agricultura, e inaugurou um novo ciclo econômico, com a atividade industrial do refino virando a página da até então reinante agroindústria da cana-de-açúcar. Com a criação da Petrobras, em 1953, a refinaria foi incorporada ao patrimônio da companhia, passando a chamar-se quatro anos depois Refinaria Landulpho Alves-Mataripe, em homenagem ao engenheiro e político baiano que muito lutou pela causa do petróleo no País. Como interventor do Estado Novo na Bahia, Landulfo Alves pleiteava desde 1938 a construção de uma refinaria em território baiano, o que só foi autorizado pelo governo federal em 1946. Em consequência da nova refinaria, a Bahia se manteve como principal estado produtor por quase três décadas e chegou a ser responsável por produzir cerca de 30% da demanda do Brasil.

Em março de 2006, a RLAM alcançou um novo recorde de processamento de petróleo, com 1.348.225 m³ de carga, o que equivale a uma média diária de 43.491 m³ (273.550 barris). Até então, o melhor desempenho mensal da refinaria havia sido registrado em agosto de 2005, com a marca de 1.292.153 m³, equivalente a uma média de 41.682 m³/dia (262.172 barris/dia). Mais adiante, em outubro de 2014, com novos recordes: carga total processada de 51 mil m³/dia, 1% superior ao recorde anterior, de 50,4 mil m³/dia em junho e a produção de diesel de 563 mil m³, 5% superior ao recorde anterior de 536 mil m³, alcançado em janeiro.[4]

Operação e estrutura[editar | editar código-fonte]

  • 31 tipos de produtos refinados
  • 26 unidades de processos
  • 201 tanques de armazenamento
  • 18 esferas de armazenamento

Principais mercados atendidos[editar | editar código-fonte]

Os principais mercados atentados são os estados vizinhos da Bahia e Sergipe, além de outras partes do Norte e Nordeste, e alguns exportados para os Estados Unidos, Argentina e países da Europa.

Referências

  1. O Caso da Indústria Petroquímica por tesisenred.net
  2. Inicia operação da Refinaria de Mataripe por Memória Petrobras
  3. [Primeira descoberta de petróleo no Brasil por RankBrasil Recordes Brasileiros]
  4. RLAM registra recorde de carga processada e de produção de diesel por Portal Naval

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]