Reino do Bósforo
Reino do Bósforo
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Reino do Bósforo sob a dinastia espartócida
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| Região | Bósforo | ||||||||
| Capital | Panticapeu | ||||||||
| Países atuais | |||||||||
| Línguas oficiais | Coiné | ||||||||
| Religião | Politeísmo grego[5] | ||||||||
| Basileu | |||||||||
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| Período histórico | |||||||||
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O Reino do Bósforo, também conhecido como Bósforo Cimeriano (em grego clássico: Βασιλεία τοῦ Κιμμερικοῦ Βοσπόρου; em latim: Regnum Bospori), foi um antigo estado greco-cita localizado no leste da Crimeia e na Península de Taman, às margens do Bósforo Cimeriano, com centro no atual Estreito de Querche. Foi o primeiro estado verdadeiramente 'helenístico', no sentido de que uma população mista adotou a língua e a civilização gregas, sob uma liderança aristocrática consolidada.[6] Sob a Dinastia espartócida, a aristocracia do reino adotou uma natureza dupla ao se apresentar como arcontes para os súditos gregos e como reis para os bárbaros, o que alguns historiadores consideram único na história antiga.[7] O Reino do Bósforo tornou-se o reino cliente romano mais duradouro. Os séculos I e II marcaram um novo período de ouro do estado bosfórico. Ele foi brevemente incorporado como parte da província romana da Mésia Inferior de 63 a 68, sob o imperador Nero, antes de ser restaurado como reino cliente de Roma. No final do século II, o rei Sauromates II infligiu uma derrota crítica aos Citas e incluiu todos os territórios da Península da Crimeia na estrutura de seu estado.
A prosperidade do Reino do Bósforo baseava-se na exportação de trigo, peixe e tráfico de escravos. Como resultado, o Reino tornou-se o centro econômico do mar Negro e é frequentemente chamado de a Joia do mar Negro na Antiguidade.[8] Os lucros do comércio sustentavam uma classe cuja riqueza ostensiva ainda é visível nas descobertas arqueológicas recentes, muitas vezes escavadas ilegalmente, em numerosos montes funerários conhecidos como kurgans. As outrora prósperas cidades do Bósforo deixaram extensos vestígios arquitetônicos e escultóricos, enquanto os kurgans continuam a revelar espetaculares objetos greco-sármatas, cujos melhores exemplos estão hoje preservados no Museu Hermitage, em São Petersburgo. Esses achados incluem trabalhos em ouro, vasos importados de Atenas, terracotas grosseiras, fragmentos de têxteis, e exemplares de carpintaria e marchetaria.
Primeiras colônias gregas
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Toda a região era pontilhada por cidades gregas: a oeste, destacavam-se Panticapeu (Querche), a cidade mais importante da área, Ninfeu e Mirmécio; a leste, encontravam-se Fanagória (segunda maior cidade da região), Cepos, Hermonassa, Porto Síndico e Gorgípia.[9]

Essas colônias gregas foram originalmente fundadas por habitantes de Mileto nos séculos VII e VI a.C. Fanagória (c. 540 a.C.) foi uma colônia de Teos, e acredita-se que a fundação de Ninfeu tenha tido alguma ligação com Atenas, ao menos, parece ter integrado a Liga de Delos no século V a.C.[9]
Geografia
[editar | editar código]O Reino do Bósforo localizava-se entre as penínsulas da Crimeia e de Taman, tendo como centro o Estreito de Querche, conhecido na Antiguidade como Bósforo Cimeriano, origem do nome do reino. Ao sul, encontra-se o Mar Negro, importante ponto de conexão entre o sudeste da Europa, as estepes da Eurásia ao norte, o Cáucaso e a Ásia Central a leste, a Ásia Menor e a Mesopotâmia ao sul, e a Grécia a sudoeste. Ao norte, está o Mar de Azove, por vezes considerado parte do Mar Negro,[10] com águas rasas e diversos rios que nele deságuam.
Grande parte do território do reino situava-se na Estepe Pôntico-Cáspia, uma região de pastagens temperadas propícia ao pastoralismo nômade.[11] A costa sudeste da Crimeia é ladeada pelos Montes da Crimeia, cujo pico mais alto é o Roman-Kosh, com 1.545 metros. A oeste, as montanhas caem abruptamente em direção ao Mar Negro, enquanto a leste se transformam gradualmente em estepe. A costa sudoeste da península de Taman é delimitada pelo Cáucaso Maior, parte do sistema montanhoso do Cáucaso.[carece de fontes]
Economia
[editar | editar código]A colonização grega na região do Mar Negro remonta à chamada Idade das Trevas Grega, havendo amplas evidências de trocas culturais e econômicas, bem como de conflitos com os povos locais, como os Trácios, Dácios e, posteriormente, os Citas.[carece de fontes]
A expansão e unificação cita no século V a.C. resultaram na destruição de muitas dessas colônias ou na sua transformação em protetorados citas, como ocorreu com a cidade de Ólbia. Sugere-se que essa pressão externa tenha permitido à dinastia arqueanáctida formar o primeiro estado do Bósforo, vigente de 480 a 438 a.C., até ser deposto pela dinastia espartócida, iniciando um período de expansão econômica.[carece de fontes]
Antes disso, os gregos do Mar Negro comercializavam sobretudo animais, escravos, peles e peixes, com o grão desempenhando papel secundário. Entretanto, devido à escassez provocada pela Guerra do Peloponeso, Atenas passou a demandar grandes quantidades de grãos. Enfraquecida pela guerra, pouco pôde fazer contra os ataques dos espartócidas à cidade de Ninfeu, então vital para o comércio ateniense no Mar Negro. Os espartócidas, porém, estavam dispostos a comercializar grãos com Atenas em troca de bens e prata, o que, presumivelmente, acelerou o declínio ateniense.[12]
Forças militares
[editar | editar código]Sob a dinastia espartócida, o Reino do Bósforo passou a apresentar uma sociedade fortemente influenciada pela fusão entre gregos e citas, especialmente entre a nobreza. Durante o conflito interno entre Sátiro II e seu irmão Êumelo, é relatado que o exército real bosporano contava com cerca de 2.000 gregos e número equivalente de mercenários trácios. A maior parte das tropas, no entanto, era cita, com 10.000 cavaleiros e mais de 20.000 soldados de infantaria. Êumelo, aliado ao rei Arifarnes dos Síraques, trouxe 20.000 cavaleiros citas e ainda mais tropas de infantaria.[13]

História
[editar | editar código]Período helenístico
[editar | editar código]A região norte do Mar Negro passou por um período que alguns historiadores denominam "Longa Era Helenística", pois as instituições típicas dessa época desenvolveram-se ali de forma independente, fora da esfera dos grandes reinos helenísticos. A posição relativamente isolada da região e o contato constante, muitas vezes conflituoso, com povos "bárbaros" permitiram o surgimento de reinos independentes, com tradições locais distintas das dos estados sucessores de Alexandre.[6]
Dinastia arqueanáctida
[editar | editar código]Segundo o historiador grego Diodoro Sículo (xii. 31), a região foi governada entre 480 e 438 a.C. por uma linha de reis conhecida como dinastia arqueanáctida, provavelmente uma família governante que foi derrubada por um tirano chamado Espártoco (r. 438–431 a.C.). Tradicionalmente considerado de origem trácia,[14] estudos
Dinastia espartócida
[editar | editar código]Espártoco fundou uma dinastia que parece ter durado até aproximadamente 110 a.C., conhecida como os Espartócitas. Os Espartócitas deixaram muitas inscrições que indicam que os primeiros membros da casa governavam sob os títulos de arcontes das cidades gregas e de reis de várias tribos nativas menores, notadamente os sindos (da região central da Crimeia) e outros grupos dos Meotas. Os materiais sobreviventes (textos, inscrições e moedas) não são suficientes para reconstruir uma cronologia completa dos reis da região.[9]

Sátiro (431–387 a.C.), sucessor de Espártoco, consolidou seu domínio sobre toda a região, adicionando Ninfeu ao seu reino e sitiando Teodósia, cidade próspera que, ao contrário de outras na região, possuía um porto livre de gelo durante todo o ano, permitindo-lhe comerciar grãos com o mundo grego mesmo no inverno. Seu filho Leuco (r. 387–347 a.C.) acabou conquistando essa cidade. Leuco foi sucedido conjuntamente por seus dois filhos, Espártoco II e Perísades; Espártoco II morreu em 342 a.C., permitindo que Perísades reinasse sozinho até 310 a.C. [9] Depois da morte de Perísades, ocorreu uma guerra de sucessão entre seus filhos Sátiro e Êumelo. Em 310 a.C., Sátiro derrotou o irmão mais novo Êumelo na Batalha do Rio Tátis, mas foi morto em combate, o que permitiu que Êumelo assumisse o trono.[15]
O sucessor de Êumelo foi Espártoco III (383–303 a.C.), seguido por Paerisades II. Os príncipes subsequentes repetiam os nomes da família, o que torna difícil determinar uma ordem exata para todos os reinados. No entanto, o último deles, Paerisades V, incapaz de resistir aos ataques cada vez mais violentos das tribos nômades da região, apelou à ajuda de Diofanto, general do rei Mitrídates VI do Ponto, entregando-lhe seu reino. Paerisades foi assassinado por um cita chamado Saumaco, que liderou uma rebelião contra ele.[9]
Os Espartócitas eram conhecidos como uma linha de príncipes esclarecidos e sábios; embora a opinião grega não negasse que fossem, tecnicamente, tiranos, eles são sempre descritos como dinastas. Mantinham relações estreitas com Atenas, que era seu melhor cliente para a exportação de grãos: Leuco I do Bósforo concedeu privilégios aos navios atenienses nos portos bosporanos. Oradores áticos fazem numerosas referências a isso. Em troca, os atenienses concederam a Leuco a cidadania ateniense e emitiram decretos em honra dele e de seus filhos.[9]
Mitrídates VI
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Após sua derrota para o general romano Pompeu em 66 a.C., o rei Mitrídates VI fugiu com um pequeno exército da Cólquida (atual Geórgia) pelos montes do Cáucaso até a Crimeia e começou a organizar um novo exército para enfrentar os romanos. Seu filho mais velho ainda vivo, Macares, regente do Bósforo Cimério, recusou-se a ajudá-lo, então Mitrídates mandou matá-lo, assumindo o trono para si. Mitrídates então ordenou alistamentos e iniciou os preparativos para a guerra.
Em 63 a.C., Fárnaces II, o filho mais novo de Mitrídates, liderou uma rebelião contra o pai, com o apoio de exilados romanos presentes no núcleo do exército pôntico. Mitrídates VI refugiou-se na cidadela de Panticapeu, onde cometeu suicídio. Pompeu enterrou Mitrídates VI em uma tumba escavada na rocha, localizada em Sinope ou Amásia,[16] capital do Reino do Ponto.
Reino cliente de Roma
[editar | editar código]Após a morte de Mitrídates VI (63 a.C.), Fárnaces II (r. 63–47 a.C.) submeteu-se a Pompeu, e depois tentou recuperar seu domínio durante a Guerra Civil de César, mas foi derrotado por Júlio César na Batalha de Zela e posteriormente morto por seu ex-governador e genro Asandro.[9]
Antes da morte de Fárnaces II, Asandro havia se casado com a filha dele, Dínamis. Asandro e Dínamis governaram como monarcas até que César ordenou que o tio paterno de Dínamis, Mitrídates I, declarasse guerra ao Reino do Bósforo e assumisse o trono. Asandro e Dínamis foram derrotados e exilados. Contudo, após a morte de César em 44 a.C., o reino foi restaurado a Asandro e Dínamis por Otaviano, sobrinho-neto e herdeiro de César. Asandro governou como arconte e posteriormente como rei até sua morte em 17 a.C. Após a morte de Asandro, Dínamis foi forçada a casar-se com um usurpador romano chamado Escribônio, mas os romanos sob Agripa intervieram e estabeleceram Polemão I do Ponto (r. 16–8 a.C.) no trono. Polemão casou-se com Dínamis em 16 a.C., e ela faleceu em 14 a.C. Polemão governou até sua morte em 8 a.C.. Após a morte de Polemão, Aspurgo, filho de Dínamis e Asandro, sucedeu-o.
O Reino do Bósforo sob Aspurgo tornou-se um estado cliente do Império Romano, protegido por guarnições romanas. Aspurgo (r. 8 a.C.–38 d.C.) fundou uma dinastia de reis que perdurou com algumas interrupções até 341 Aspurgo adotou o nome romano "Tibério Júlio" ao receber a cidadania romana e passou a gozar do patrocínio dos dois primeiros imperadores romanos, Augusto e Tibério. Todos os reis seguintes adotaram os nomes "Tibério Júlio", seguidos por um terceiro nome de origem trácia (como Cótis, Rescuporis ou Rometalces) ou de origem local (como Sauromates, Eupátor, Inintimeu, Farsanzes, Singes, Terianes, Teotorses ou Radamsades).

Os reis clientes romanos dessa dinastia descendiam do rei Mitrídates VI do Ponto e de sua primeira esposa, Laódice, por meio de Aspurgo. Os reis adotaram um novo calendário, a Era Pôntica, introduzido por Mitrídates VI, com início em 297 a.C., para datar suas moedas. Os reis bosporanos continuaram a cunhar moedas durante todo o período como estado cliente, inclusive estáteres de ouro com os retratos do imperador romano e do rei local. Tal como a moeda romana, a cunhagem bosporana tornou-se gradualmente desvalorizada no século III. Essa cunhagem permite traçar suas linhagens, embora quase nenhum evento de seus reinados tenha sido documentado.
O Reino do Bósforo cobria a metade oriental da Crimeia e a Península de Taman, estendendo-se pela costa leste das marismas meóticas até Tánais, na foz do rio Don, no nordeste, um importante centro comercial com o interior. Durante todo esse período, havia guerras constantes com tribos nativas como os citas e os sármatas, nas quais o reino era frequentemente apoiado por seus suseranos romanos, que forneciam guarnições e frotas para defesa.

Destino do reino
[editar | editar código]Não há moedas conhecidas do Reino do Bósforo após as últimas cunhadas por Tibério Júlio Rescúpore VI em 341, o que torna muito difícil a construção de uma cronologia. Embora tradicionalmente se acredite que o reino tenha sido destruído ao final de seu reinado pelos Godos e pelos Hunos,[17] não há evidência concreta disso.[18] Há uma inscrição de um governante bósforo chamado Duptuno, datada de cerca de 483 — quase um século e meio após Rescúpore VI, o que torna improvável que o reino e sua linhagem de reis tenham chegado ao fim em meados do século IV. Além disso, dados arqueológicos da época indicam um período de crescimento econômico, e não de colapso social.[18]
Por conta de evidências do aumento de influência de povos locais na Crimeia, é possível que Rescúpore tenha sido deposto por um líder tribal Sármata ou Alano, que estabeleceu sua própria dinastia no trono do Bósforo. Sabe-se que os godos mais tarde controlaram a Crimeia a partir de cerca de 380, já que uma carta de 404 a João Crisóstomo, arcebispo de Constantinopla, se refere ao governante local como rex Gothiorum ("rei dos godos"). O reino godo do Bósforo provavelmente se tornou um vassalo do Império Huno, recuperando sua independência após o colapso desse império nas décadas de 450 e 460. O historiador bizantino Procópio de Cesareia descreve os godos da Crimeia lutando contra os utigures e depois se aliando a eles, o que indica que o controle godo da região durou algum tempo após a saída dos hunos.[18] Apesar das ondas de dominação bárbara, o Bósforo tardio permaneceu um estado helenístico antigo em língua, cultura e tradições; a cultura material local dos séculos III a VI é marcada por sua grande complexidade e por sincretismo, entrelaçando elementos antigos e novos, bárbaros.[19]
De alguma forma, os godos parecem ter saído ou sido expulsos, levando à retomada do autogoverno local no final do século V sob governantes como Douptounos, que reorientou o reino como um estado cliente do Império Bizantino.[18] Tal reorientação também é evidenciada pela presença de moedas bizantinas na Crimeia, incluindo cunhagens dos imperadores Justino I (r. 518–527) e Justiniano I (r. 527–565).[20] No tempo de Justiniano, o Bósforo estava novamente sob domínio bárbaro: o governante huno Grodo. Embora Grodo mantivesse boas relações com Justiniano, foi morto em uma revolta em 527, o que levou o imperador a enviar exércitos ao Bósforo, conquistando os territórios do reino e estabelecendo controle imperial na região.[21]
As cidades bósforas gozaram de um renascimento sob proteção bizantina e búlgara. A antiga cidade grega de Fanagória tornou-se a capital da Antiga Grã-Bulgária entre 632 e 665.[carece de fontes] A cidade de Tmutaracã, no lado oriental do estreito, tornou-se a sede do principado da Rússia de Quieve de Tmutaracã nos séculos X e XI, que por sua vez deu lugar à dominação dos Tártaros.[9] De tempos em tempos, oficiais gregos bizantinos construíram fortalezas e exerceram autoridade sobre o Bósforo, que constituía um arcebispado. Um uso bizantino relevante do termo é encontrado em um selo recém-descoberto de um general do início do século XI como de "Πο⟨σ⟩φορ(ου)", ou seja, do Bósforo Cimério.[22] Também, no início do século XII, há referência à reafirmação do controle do Império Bizantino sobre o Bósforo Cimeriano.[23]
Ver também
[editar | editar código]Notas
- ↑ Desde a Anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, o status da Crimeia e da cidade de Sevastopol está em disputa entre a Rússia e a Ucrânia; a Ucrânia e a maioria da comunidade internacional consideram a Crimeia e Sevastopol como parte integrante da Ucrânia, enquanto a Rússia, por outro lado, considera (e administra) a Crimeia e Sevastopol como parte integrante da Rússia.[2][3][4]
Referências
- ↑ Hind, John. «The Bosporan Kingdom». In: Lewis, D. M.; Boardman, J.; Hornblower, S.; Ostwald, M. The Cambridge Ancient History. VI - The 4th Century BC. Cambridge: CUP. p. 476–511
- ↑ Gutterman, Steve (18 de março de 2014). «Putin assina tratado da Crimeia, não tomará outras regiões da Ucrânia». Reuters.com. Consultado em 26 de março de 2014
- ↑ «Linha do tempo da crise na Ucrânia». BBC News. 13 de novembro de 2014
- ↑ «Assembleia Geral da ONU adota resolução afirmando a integridade territorial da Ucrânia». Televisão Central da China. 4 de março de 2018. Cópia arquivada em 28 de março de 2018
- ↑ Kozlovskaya, Valeriya (10 de dezembro de 2001). «Review of The Supreme Gods of the Bosporan Kingdom». Bryn Mawr Classical Review. Consultado em 6 de fevereiro de 2013. Cópia arquivada em 6 de abril de 2012
- ↑ a b Kozlovskaya, Valeriya (2017). The Northern Black Sea in Antiquity. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 173
- ↑ Moreno, Alfonso (2007). Feeding the Democracy: The Athenian Grain Supply in the Fifth and Fourth Centuries BC. [S.l.]: Oxford University Press. p. 168
- ↑ «How the Bosporan Kingdom Became the Jewel of the Black Sea». 26 de dezembro de 2018. Consultado em 18 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2022
- ↑ a b c d e f g h
Minns, Ellis (1911). «Bosporus Cimmerius». In: Chisholm, Hugh. Encyclopædia Britannica (em inglês) 11.ª ed. Encyclopædia Britannica, Inc. (atualmente em domínio público)
- ↑ «Sea of Azov». Encyclopedia Britannica. Consultado em 19 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2023
- ↑ «Pontic Steppe». One Earth. 29 de julho de 2022. Consultado em 19 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 20 de outubro de 2022
- ↑ Moreno, Alfonso (2007). Feeding the Democracy. [S.l.]: Oxford. pp. 171–172
- ↑ Siculus, Diodorus. Library of History. [S.l.]: U Chicago. p. 22
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Minns, Ellis (1911). «Bosporus Cimmerius». In: Chisholm, Hugh. Encyclopædia Britannica (em inglês) 11.ª ed. Encyclopædia Britannica, Inc. (atualmente em domínio público)
- ↑ Head, Duncan. Armies of the Macedonian and Punic Wars. [S.l.: s.n.] p. 70
- ↑ Hojte, Jakob Munk. «The Death and Burial of Mithridates VI». Consultado em 3 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 3 de março de 2016
- ↑ Mitchiner, Michael (1978). The Ancient & Classical World, 600 B.C.-A.D. 650 (em inglês). [S.l.]: Hawkins Publications. p. 69. ISBN 978-0-904173-16-1
- ↑ a b c d Astakhov, Ivan Alekseevich (2021). «Changes in the Ethnic Pictures and its Impact on the Internal Political Situation in the Bosporus after Rheskuporis VI». Laplage em Revista (International). 7 (3). p. 245–252. doi:10.24115/S2446-6220202173A1397p.245-252
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- ↑ Frolova, N. (1999). «The Question of Continuity in the Late Classical Bosporus On the Basis of Numismatic Data». Ancient Civilizations from Scythia to Siberia (em inglês). 5 (3). pp. 179–205. ISSN 0929-077X. doi:10.1163/157005799X00188
- ↑ Lawler, Jennifer (2015). Encyclopedia of the Byzantine Empire (em inglês). [S.l.]: McFarland. p. 137. ISBN 978-1-4766-0929-4
- ↑ Zuckerman, Constantine. "Byzantium's Pontic Policy in the Notitiae Episcopatuum". La Crimée entre Byzance et le Khaganat khazar, Paris, 2006. p. 224.
- ↑ Gautier, Paul. "Le dossier d’un haut fonctionnaire byzantin d’Alexis Ier Comnène, Manuel Stra-boromanos". Revue des études byzantines, Paris, Vol.23, 1965. pp. 178, 190.
- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Bosporan Kingdom», especificamente desta versão.
Leitura adicional
[editar | editar código]Visão geral
[editar | editar código]- Ascherson, Neal (1996). Mar Negro. Nova Iorque: Hill and Wang. ISBN 9780809015931
- Fornasier, Jochen; Böttger, Burkhard (2002). O Reino do Bósforo: o nordeste do Mar Negro na Antiguidade (em alemão). Mainz: Philipp von Zabern. ISBN 978-3805328951
Social, econômica e cultural
[editar | editar código]- Bekker-Nielsen, Tønnes (2006). Roma e a Região do Mar Negro. Dominação, Romanização, Resistência. [S.l.]: Aarhus University Press
- Gabrielsen, Vincent; Lund, John (2007). O Mar Negro na Antiguidade: Trocas Econômicas Regionais e Inter-regionais. [S.l.]: Aarhus University Press
- Shevchenko, Tetiana (2023). Religião Grega em Quersoneso Táurico. Oxford: Archaeopress. ISBN 9781803275628
- Ustinova, Yulia (1998). Os Deuses Supremos do Reino do Bósforo: Afrodite Celestial e o Deus Altíssimo. Leiden: Brill. ISBN 9004112316
Política e militar
[editar | editar código]- Mielczarek, Mariusz [trad. por Nicholas Sekunda] (1999). O Exército do Reino do Bósforo. Łódź: Oficyna Naukowa MS. ISBN 978-8385874034
- Munk Højte, Jakob (2009). Mitrídates VI e o Reino do Ponto. [S.l.]: Aarhus University Press
Arte
[editar | editar código]- Kreuz, Patric-Alexander (2012). Die Grabreliefs aus dem Bosporanischen Reich [Os relevos funerários do Reino do Bósforo]. Colloquia antiqua, vol. 6. Leuven: Peeters, ISBN 978-90-429-2433-8 (em alemão).
- Rostovtzeff, Michael (1913/1914). Античная декоративная живопись на Юге России [Pintura decorativa antiga no sul da Rússia]. 2 volumes. São Petersburgo (em russo; tradução francesa com atualizações: Rostovtzeff, Michael (2004). La peinture décorative antique en Russie Méridionale. 2 volumes. Paris: De Boccard, ISBN 2-87754-114-2).
Numismática
[editar | editar código]- Moedas Raras e Únicas do Reino do Bósforo. Boletim do Museu de Numismática de Odessa. Edições 7, 8, 9. 2001. Odessa, Ucrânia.
- Artezian, um assentamento fortificado na Península da Crimeia Arquivado em 2012-03-11 no Wayback Machine
