Retrato oficial do Presidente Aníbal Cavaco Silva

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Retrato oficial do Presidente Aníbal Cavaco Silva
Autor Carlos Barahona Possollo
Data 2009
Género Pintura
Técnica Óleo sobre tela
Encomendador Presidência da República Portuguesa
Localização Museu da Presidência da República, Lisboa

O retrato oficial do Presidente Aníbal Cavaco Silva é um quadro a óleo do pintor Carlos Barahona Possollo, patente na Galeria de Retratos Oficiais do Museu da Presidência da República. Concluído em 2009, o retrato só foi revelado ao público em 2016, imediatamente antes da cessação do mandato de Cavaco Silva.

No retrato, o Presidente surge de pé, ao lado de uma secretária discreta sobre a qual se encontram um tinteiro de prata, folhas manuscritas, e quatro livros empilhados (os dois do topo são a Constituição da República Portuguesa, e A Riqueza das Nações, de Adam Smith, ambos incluídos na composição por vontade do retratado[1]). O Presidente tem a sua mão esquerda sobre a Constituição, e uma caneta na mão direita. De fato preto e gravata encarnada, ostenta na lapela esquerda do casaco a discreta roseta da Banda das Três Ordens. O fundo encontra-se preenchido pela bandeira nacional. Segundo Barahona Possollo, o quadro está "num género suave, contido, o mais realista possível, com referências ao retratado e não é muito invasivo".[2]

Cavaco Silva foi acompanhando a feitura do retrato, em grande parte trabalhado no antigo atelier de pintura do rei D. Carlos no Palácio de Belém.[2] O quadro foi escolhido entre dois que foram pintados por dois artistas diferentes pessoalmente seleccionados pelo Presidente e pela Primeira-dama, Maria Cavaco Silva, bem como a família mais próxima. O nome do segundo artista não foi revelado. Com os dois retratos prontos, o Presidente pediu a 40 pessoas do seu círculo de colaboradores e familiares que os vissem e que votassem naquele que preferiam numa urna.[1]

Referências

  1. a b Alexandra Prado Coelho (5 de Março de 2016). «Barahona Possolo, do erotismo na Antiguidade ao retrato de Cavaco». in Público. Consultado em 12 de Junho de 2016 
  2. a b Nuno Galopim (4 de Março de 2016). «Cavaco Silva escolheu Carlos Barahona Possollo para o seu retrato oficial». in Expresso. Consultado em 12 de Junho de 2016