Banda das Três Ordens

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Banda das Três Ordens
Descrição
País Portugal Portugal
Criação 17 de junho de 1789
Motto Praeclara Clarissimi
Elegibilidade Insígnia privativa do Presidente da República Portuguesa.
Estado Activa
Organização
Grão-Mestre Presidente Marcelo Rebelo de Sousa
Graus Grã-Cruz (BTO)
Hierarquia
Inferior a Nenhuma
Superior a Ordem Militar da Torre e Espada
Fita PRT Three Orders BAR.png

A Banda das Três Ordens é a insígnia privativa da magistratura presidencial portuguesa, que não pode ser usada fora do exercício do cargo de Presidente da República Portuguesa. É uma condecoração que distingue o Presidente como grão-mestre de todas as ordens honoríficas de Portugal.

Insígnia[editar | editar código-fonte]

A Banda é constituída por três faixas, uma de cada cor: a púrpura representa a Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, uma das Ordens das quais são Grão-Mestres; o verde representa a Ordem Militar de Avis e o vermelho representa a Ordem Militar de Cristo. A Banda das Três Ordens Portuguesas, como prerrogativa do Chefe do Estado, começou a ser utilizada no reinado de D. Maria I, reunindo assim numa só insígnia as três ordens (Cristo, Avis e Sant'Iago da Espada), das quais os monarcas eram Grão-Mestres. Depois de 1910 essa mesma prerrogativa transitou para os Presidentes da República, como atrás se explica.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Nos quadros oficiais de muitos dos Chefes de Estado portugueses dos séculos XIX, XX e XXI, estes surgem representados envergando a Banda das Três Ordens:

Concessão a estrangeiros[editar | editar código-fonte]

Durante a monarquia constitucional era usual ser concedida a Monarcas e Chefes de Estado estrangeiros. Após o restabelecimento da Banda das Três Ordens em 1918, depois de ter sido extinta em 1910 conjuntamente com as Antigas Ordens Militares, foi concedida a Grã-Cruz a onze Chefes de Estado estrangeiros:[1]

Café Filho, 18º presidente do Brasil

Em 1962 a Banda das Três Ordens passou a ser exclusiva do Presidente da República Portuguesa, deixando assim de poder ser atribuída a Chefes de Estado estrangeiros[1].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «História da Banda das Três Ordens». Presidência da República Portuguesa. Consultado em 1 de setembro de 2012 
  2. «Cidadãos estrangeiros agraciados com a Banda das 3 Ordens». Presidência da República Portuguesa. Consultado em 1 de setembro de 2012 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BRAGANÇA, José Vicente de; As Ordens Honoríficas Portuguesas, in «Museu da Presidência da República», Museu da P.R. / C.T.T., Lisboa, 2004
  • CHANCELARIA DAS ORDENS HONORÍFICAS PORTUGUESAS. Ordens Honoríficas Portuguesas, Imprensa Nacional, Lisboa, 1968
  • ESTRELA, Paulo Jorge. Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824, Tribuna da História, Lisboa, 2008
  • MELO, Olímpio de. Ordens Militares Portuguesas e outras Condecorações, Imprensa Nacional, Lisboa, 1922

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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