San Carlo ai Catinari

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São Carlos em Catinari
San Carlo ai Catinari
Fachada
Estilo dominante Barroco
Arquiteto Rosato Rosati e Giovanni Battista Soria
Início da construção 1612
Fim da construção 1638
Religião Igreja Católica
Diocese Diocese de Roma
Geografia
País Itália
Região Roma
Local Piazza Benedetto Cairoli
Coordenadas 41° 53' 39.1" N 12° 28' 30.9" E

San Carlo ai Catinari ou Igreja de São Carlos em Catinari, chamada também de Santi Biagio e Carlo ai Catinari ou Santos Brás e Carlos em Catinari, é uma igreja titular de Roma, Itália, localizada na Piazza Benedetto Cairoli, perto da esquina da Via Arenula e da Via dei Falegnami, a uns poucos quarteirões de distância de Sant'Andrea della Valle.

O atributo "ai Catinari" é uma referência à presença, na época de sua construção, de muitas lojas de louças na mesma rua. A igreja foi encomendada pelos barnabitas e custeada pela comunidade milanesa de Roma para homenagear São Carlos Borromeu, um compatriota. Esta é de pelos menos três outras igrejas romanas dedicadas a ele, incluindo San Carlo al Corso e San Carlo alle Quattro Fontane (San Carlino). O projeto principal (1612–1620) foi de Rosato Rosati. A fachada em travertino foi projetado por Giovanni Battista Soria e foi construída entre 1635 e 1638.

O cardeal-diácono protetor da diaconia de Santos Biagio e Carlo em Catinari é Leonardo Sandri.

Interior[editar | editar código-fonte]

O interior se destaca pelas pilastras scagliola amarelas. Os pendículos da cúpula estão pintados com afrescos das "Virtudes Cardinais" (1627/30), de Domenichino, que projetou ainda a decoração em estuque da cúpula e, provavelmente, as outras abóbadas principais[1]. No coro está "Glória de São Carlos Borromeo", um afresco de 1646/7 que foi a última obra de Giovanni Lanfranco. Diretamente atrás do altar-mor está uma pintura a óleo de "São Carlos carregando um Santo Prego em procissão durante uma Peste", de Pietro da Cortona. O altar-mor propriamente dito foi projetado por Martino Longhi, o Jovem. Na parede da entrada estão afrescos de Gregório e Mattia Preti mostrando episódios da "Vida de São Carlos" (1642).

À direita do altar mor está uma capela do barroco tardio, arquiteturalmente inventiva, projetada por Antonio Gherardi e construída entre 1695 e 1700. Olhando para cima vê-se, através de um óculo rodeado por anjos no centro de uma cúpula achatada e escura, uma sala retangular toda iluminada por janelas invisíveis do nível do solo (vide imagem). Além disso, ele próprio pintou a peça-de-altar, uma "Santa Cecília", para a capela. Gherardi também projetou a igualmente criativa Capela Ávila em Santa Maria in Trastevere.

Na primeira capela à direita (sul) está uma "Anunciação" (1624), de Lanfranco; na segunda, "Martírio de São Brás", de Giacinto Brandi. Na segunda capela à esquerda (norte), "Morte de Santa Ana", de Andrea Sacchi. A terceira capela foi projetada por Paolo Maruscelli e está decorada pelos afrescos sobre os "Martírios Persas" (1641) de Giovanni Francesco Romanelli e pelas lunetas de Giacinto Gimignani.

A passagem atrás do altar-mor está decorada pelas pinturas "São Carlos em Oração" (1620), de Guido Reni, e "São Carlos", de Andrea Commodi, além de "Milagre de São Brás" (1699), de Cerrini. O crucifixo em bronze da sacristia é atribuído a Alessandro Algardi e "Cristo Humilhado" (1598), de Cavalier D'Arpino.

A igreja abriga ainda algumas relíquias notáveis, incluindo o crânio de Santa Febrônia de Nisibis, transladada para lá vinda da antiga igreja de São Paulo, que foi demolida para a construção do Palazzo Chigi. O crânio, juntamente com outros dois, pode ser visto através de uma pequena janela no altar[2].

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Blunt, Anthony 1982, Granada
  2. «Dall'Oriente all'Occidente il culto millenario di Santa Febronia» (em italiano). Amedit magazine 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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