Canário

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaCanário
Serinus canaria -Parque Rural del Nublo, Gran Canaria, Spain -male-8a.jpg

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Fringillidae
Género: Serinus
Espécie: S. canaria
Nome binomial
Serinus canaria
(Linnaeus, 1758)

O canário (Serinus canaria), também conhecido como canário-do-reino ou, popularmente, canarinho, é um pequeno pássaro canoro, membro da família Fringillidae. Este pássaro é originário dos Açores, da ilha da Madeira e das ilhas Canárias. O seu nome vem destas últimas, sendo que o nome das ilhas vem da palavra em latim canaria, que significa "dos cães", já que os romanos encontraram ali muitos cães selvagens. O nome canário-do-reino foi dado em oposição ao canário-da-terra (Sicalis flaveola brasiliense), ave nativa do Brasil.

Histórico[editar | editar código-fonte]

No ano de 1042, nas Ilhas Canárias, foram encontrados os primeiros canários. Após a ocupação da ilha pelos espanhóis, em 1478, foi que ficou conhecida a docilidade da espécie, e que era possível cria-los em cativeiro. Porém, foram os Monges que obtiveram sucesso na criação dos pássaros. A venda dos canários era realizada somente pelos espanhóis, para evitar que outras pessoas reproduzisse o pássaro, apenas os machos eram vendidos. Isso acabou somente quando um navio carregado de canários naufragou, em 1662, e os tripulantes soltaram os pássaros que se espalharam por toda a Europa, encerrando assim o monopólio espanhol e dando inicio a mutações da espécie, como o Canela, e o Roller.

Características[editar | editar código-fonte]

Canário
Serinus canaria canaria

É um pássaro com um comprimento total de 12,5 centímetros e com um comprimento de asa de 71 milímetros. A sua plumagem é geralmente amarelada com a parte inferior do ventre de cor clara.

As fêmeas têm uma coloração semelhante, mas mais acinzentada e menos brilhante.

O acasalamento ocorre entre Março e Junho dependendo das condições atmosféricas e a postura é de quatro a cinco ovos que têm um período de incubação de 15 dias. O ninho colocado, geralmente, a entre 4 e 6 metros do solo entre ramos de loureiros, pinheiros e grandes tojos arbóreos, é confeccionado com fibras vegetais, ervas e folhas de estevas. Aparece muitas vezes atapetado por líquenes, pêlos e penas. O macho não colabora na incubação mas quando os juvenis nascem é solicitado a procurar alimento. Os juvenis com três semanas de idade são já capazes de voar, permanecendo ainda um certo tempo na tutela materna.


No ramo da arte da criação de canários, há três grandes grupos:

  • os canários com cor;
  • os de porte e
  • os de canto;

Os canários de cor, pela classificação da OBJO (Ordem Brasileira de Juízes de Ornitologia)[1], contam hoje com quase 450 cores.

Segundo o Manual de Julgamento dos Canários de Porte da FOB [2](Federação Ornitológica Brasileira)/OBJO são cinco os grupos de porte, totalizando quarenta e três raças.

Criação[3][editar | editar código-fonte]

No inicio da criação de canários, é importante que o criador crie apenas uma linha de cor. É muito importante também associar-se a um clube ornitológico, para que haja interação com outros criadores, acompanhamento, orientações, conhecer outras experiencias, etc. Na hora da escolha dos pássaros deve-se ter em mente pássaros jovens e saudáveis.

Devem ser observadas as pernas, os pés, a região ao redor do bico e narinas, se elas estão completamente limpas e lisas, livres de qualquer infestação. Dê preferência por canários que tenham sido anilhados. A anilha é como se fosse o registro da ave, a certidão de nascimento. É um pequeno anel metálico , contendo alguns dados sobre a ave, principalmente o ano de nascimento. Preferencialmente, tente adquirir pássaros do ano corrente ou, no máximo, do ano anterior. No caso de pássaros adultos, procure aquele que tenha somente duas chocas.

Os meses para uma boa compra de pássaros são os meses de março e abril, quando o criador tem uma maior possibilidade de escolha. Neste período, nunca deixe para última hora. Ao iniciar uma criação, adquira, no máximo, cinco casais.

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Os canários são animais granívoros, ou seja, alimenta-se de grãos e sementes que encontram em seu habitat. Criadores de canários costumam alimenta-los com misturas, que podem ser encontradas em comércios ou feitas em casa, utilizando sementes de alta qualidade, como: alpiste, linhaça, semente de rabanete, semente de alface, semente de endívia, aveia, semente de cânhamo, negrillo. Esses pássaros também podem se alimentar de vegetais e fruta seca, que são muito importante para fornecê-los uma grande quantidade de vitaminas. Durante a época de reprodução é necessário adicionar cálcio a alimentação, esse nutriente pode ser encontrado em osso de siba e conchas de ostra moída.

Novas cores de canário introduzidas por cruzamentos[editar | editar código-fonte]

Canário Vermelho

A cor vermelha foi introduzida no canário doméstico[4] pelo cruzamento com o Pintassilgo-da-venezuela (Carduelis carduelis), também chamado Tarim ou Pintassilgo-vermelho-da-América-do-Sul. O canário negro verdadeiro ainda não existe, mas está sendo tentado e poderia ser obtido pelo cruzamento do canário com o pintassilgo negro Carduelis atratus, conforme artigo do ornitólogo Giorgio de Baseggio.[5]

Canário-da-Terra[editar | editar código-fonte]

Na América do Sul há um canário nativo, chamado canário-terra ou canário-da-terra-brasileiro (Sicalis flaveola brasiliense). Não é da mesma espécie do canário Serinus canaria, tendo obtido este nome por sua aparência e para fazer uma contraposição ao canário que vinha de fora. Assim tem-se o "canário-da-terra" (Sicalis flaveola brasiliense) e o "canário-do-Reino" (Serinus canaria). Como espécie nativa, a criação em cativeiro do canário-da-terra depende de autorização do IBAMA, e sua captura na natureza constitui crime ambiental.

Referências

  1. «OBJO» 
  2. MMSYSBRASIL. «Fob.Org». www.fob.org.br. Consultado em 20 de junho de 2018. 
  3. «Como obter sucesso na criação de canários» 
  4. Birkhead, Tim (2003). A Brand-New Bird: How Two Amateur Geneticists Create the First Genetically Engineered Animal. NY, NY: Basic Books. ISBN 978-0465006656 
  5. As possibilidades de se obter o verdadeiro canário negro

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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