Sturnira lilium
| Sturnira lilium[1] | |||||||||||||||||
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [2] | |||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
Sturnira lilium é uma espécie de morcego da família Phyllostomidae descrita por É. Geoffroy, em 1810. Popularmente, morcegos do gênero Sturnira costumam ser chamados de Morcegos-de-ombro-amarelo, graças à coloração característica de seus ombros.
Distribuição
[editar | editar código]Estudos recentes[3] vêm demonstrando que a espécie é restrita à região central, sudeste e sul da América do Sul, incluindo os biomas Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, Pampa e Chaco, bem como algumas áreas da Amazônia.
Por muito tempo, acreditou-se que a distribuição da espécie englobava também o norte da América do sul e a América Central, mas Velazco e Patterson,[3] em um abrangente estudo, mostraram que indivíduos destas regiões pertencem à outras espécies do gênero Sturnira, algumas delas ainda não descritas.
Ecologia
[editar | editar código]Morcegos da subfamília Stenodermatinae, incluindo Sturnira lilium, são importantes dispersores de sementes, graças ao seu hábito alimentar quase que exclusivamente frugívoro.
As glândulas presentes em seus ombros liberam odores característicos, provavelmente associados à feromônios sexuais.
Quando comparado à outros morcegos de sua família, Sturnira lilium parece ser particularmente mais resistente à climas frios, mas as causas para essa tolerância ainda não são conhecidas.
Dieta
[editar | editar código]Mello (2006)[4] listou 28 famílias e 83 espécies de plantas na dieta de Sturnira lilium, com base na literatura e seu próprio estudo. Dentre estas, destaca-se a forte preferência destes morcegos aos frutos de Solanáceas, e em menor grau, aos frutos de Piperáceas, Urticáceas, Bombanáceas e Moráceas.
Parasitas
[editar | editar código]Morcegos costumam ser parasitados por diversas espécies de insetos. Muitas vezes, a relação é tão forte que algumas espécies de insetos são encontradas exclusivamente em determinada espécie de morcego. Dentre os parasitas já encontrados em Sturnira lilium, destacam-se Aspidoptera falcata, Megistopoda proxima, Trichobius, entre outros.
Referências
- ↑ Simmons, N.B. (2005). Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.), eds. Mammal Species of the World 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. pp. 312–529. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494
- ↑ «IUCN red list Sturnira lilium». Lista vermelha da IUCN. Consultado em 29 de março de 2022
- 1 2 Velazco, Paúl., Patterson, Bruce. (2013). «Diversification of the Yellow-shouldered bats, Genus Sturnira (Chiroptera, Phyllostomidae), in the New World tropics». Molecular Phylogenetics and Evolution
- ↑ Mello, Marco Aurelio Ribeiro de (2006). «Interações entre o morcego Sturnira lilium (Chiroptera: Phyllostomidae) e plantas da família Solanaceae». Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Biologia, Campinas, SP. Consultado em 5 de abril de 2020
- Espécies pouco preocupantes
- Sturnira
- Morcegos de Belize
- Morcegos da Bolívia
- Morcegos do Brasil
- Morcegos da Colômbia
- Morcegos da Costa Rica
- Morcegos de El Salvador
- Morcegos do Equador
- Morcegos da Guatemala
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- Morcegos da Guiana Francesa
- Morcegos de Honduras
- Morcegos do México
- Morcegos do Panamá
- Morcegos do Peru
- Morcegos do Suriname
- Morcegos de Trindade e Tobago
- Morcegos da Venezuela
- Mamíferos descritos em 1810
