Étienne Geoffroy Saint-Hilaire

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Étienne Geoffroy Saint-Hilaire
Nascimento 15 de abril de 1772
Étampes
Morte 19 de junho de 1844 (72 anos)
Paris
Batizado 15 de abril de 1772
Residência França
Sepultamento cemitério do Père-Lachaise
Cidadania França
Etnia franceses
Cônjuge Angélique-Jeanne-Louise-Pauline Brière de Mondétour
Filho(s) Isidore Geoffroy Saint-Hilaire
Irmão(s) Marc-Antoine Geoffroy-Château
Alma mater
Ocupação biólogo, político, zoólogo, naturalista, ornitólogo
Prêmios
  • Oficial da Legião de Honra
Empregador Museu Nacional de História Natural

Étienne Geoffroy Saint-Hilaire (Étampes, 15 de abril de 1772Paris, 19 de junho de 1844) foi um naturalista e zoólogo francês. É considerado o fundador da teratologia, ramo da medicina que estuda as malformações congênitas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Após desistir da carreira eclesiástica, estudou ciências naturais e graduou-se em direito, quando então conheceu o famoso naturalista Louis Daubenton, que o convenceu a estudar medicina e a dedicar-se à pesquisa científica. Nomeado para a cátedra de Zoologia no Museu de História Natural (1793), publicou Histoire des Makis, ou singes de Madagascar (1798), em que expressou pela primeira vez suas ideias sobre a unidade da composição orgânica.

Ao contrário do naturalista francês Georges Cuvier, seu contemporâneo, o qual defendia que as espécies animais não haviam mudado desde a criação, ele acreditava na mutação das espécies, antecipando-se na teoria, às famosas teorias de Charles Darwin e Alfred Russel Wallace. Integrou a comissão científica de Napoleão ao Egito (1798), onde coletou grande número de espécimes e fundou o Instituto do Cairo. De volta a Paris, foi eleito membro da Academia de Ciências, que mais tarde passou a presidir. Nomeado catedrático de zoologia da Sorbonne (1809) passou a se dedicar aos estudos de anatomia comparada, porém acometido de cegueira, teve que abandonar suas atividades científicas, acadêmicas e administrativas (1840) pouco antes de sua morte, em Paris. Sua obra principal, Philosophie anatomique (1818-1822) gerou uma intensa polêmica com Cuvier. Como alguns de seus conceitos, no entanto, vêm sendo comprovados pela ciência moderna, é considerado o fundador da Embriologia.

Seu filho, Isidore Geoffroy Saint-Hilaire, foi um zoólogo de renome.

Campanha no Egito[editar | editar código-fonte]

Em 1798 , Geoffroy foi escolhido para participar da grande expedição científica que acompanhou Bonaparte ao Egito. Durante esta viagem, ele coleta muitas observações zoológicas (especialmente em répteis e peixes). Em 1800, ele contraiu uma oftalmia que o deixou quase cego por um mês.

Ele conseguiu pegar peixes curiosos do Mediterrâneo e do Mar Vermelho. Freqüentemente peixes idênticos, o que prova que antes os dois mares eram um.

Ele conseguirá coletar todos os peixes do Nilo. Entre eles, o Polypterus bichir, uma verdadeira novidade zoológica, que teria justificado a viagem ao Egito. Este peixe é excepcional pela forma como as guelras se abrem para fora e pelos tipos de braços que sustentam as barbatanas peitorais: parece as pontas de um mamífero. O estudo do polyptère permitiu-lhe fixar teses sobre anatomia e publicar posteriormente a sua famosa Philosophie anatomique.[1]

Ele está interessado em animais sagrados mumificados há trinta séculos. Esses animais estão intactos. eles ficaram com todos os ossos, todos os seus cabelos. Vemos que eles são perfeitamente semelhantes aos de hoje. Esta coleção de múmias vai relançar o debate sobre a fixidez das espécies, que opõe Cuvier a Lamarck.[2]

Também participa, em Agosto de 1801, em oposição à exigência britânica de apreensão das coleções arrecadadas. Em Janeiro de 1802, Geoffroy retorna a Paris.

Publicações[editar | editar código-fonte]

  • L’Expédition d’Égypte: 1798-1802, Clermont-Ferrand, Éd. Paleo, coll. « Classiques de l’histoire des sciences », 2000, 184 p., in-8° (ISBN 2-913944-21-3).
  • Lettres écrites d’Égypte à Cuvier, Jussieu, Lacépède, Monge, Desgenettes, Redouté jeune, Norry…, Paris, Éd. Hachette, 1901, XXVIII-290 p., in-16° (edição online). — Éd. et annotées par Ernest-Théodore Hamy.
  • Rapport fait à l’Académie royale des sciences, d’après ses ordres…, sur l’histoire scientifique et militaire de l’expédition française en Égypte, Paris, Impr. de H. Dupuy, 1836, 15 p., in-8
  • Loi universelle, attraction de soi pour soi, ou Clef applicable à l'interprétation de tous les phénomènes de philosophie naturelle, par Geoffroy St-Hilaire, étude par Maxime Vernois, 1839.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Robert Solé, Les savants de Bonaparte, Paris, Seuil, 1998, p. 159
  2. Robert Solé, Les savants de Bonaparte, Paris, Seuil, 1998, p. 160

Bibliografia[editar | editar código-fonte]