Summer of '42

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Summer of '42
Verão de 42 (PT)
Houve uma vez um verão (BR)
 Estados Unidos
1971 •  cor •  104 min 
Direção Robert Mulligan
Roteiro Herman Raucher
Elenco Jennifer O'Neill
Gary Grimes
Jerry Houser
Oliver Conant
Género drama romântico
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Summer of '42 (Houve uma vez um verão (título no Brasil) ou Verão de 42 (título em Portugal)) é um filme americano de 1971, do gênero drama romântico, dirigido por Robert Mulligan e estrelado por Jennifer O'Neill, sua história baseado nas memórias do roteirista Herman Raucher que, quando adolescente, passara as férias de verão na ilha de Nantucket e vivera uma paixão platônica por uma jovem cujo marido estava fora, lutando na II Guerra Mundial. A história narra o afã de jovens garotos em perder a virgindade, ocasião em que apresenta aspectos de comédia.

Ainda em 1971, com o sucesso do filme, Herman Raucher lançou um livro homônimo, originalmente com 251 páginas;[1] a reedição mais recente do romance é de 2015.[2] O filme teve uma sequência com os mesmos personagens juvenis, também escrito por Raucher — Class of '44 — de 1973.[3]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Hermy é um garoto que, apaixonando-se por uma mulher mais velha, nela encontra sua passagem da adolescência para a fase adulta. Em meio a situações sentimentais e engraçadas, tudo transcorre durante um verão em plena guerra mundial situações como amor, sexo, amizade e também a morte levam Hermy a compreender a si mesmo.[4]

A situação toda transcorre em tom de nostalgia, pois a história é narrada pelo mesmo Hermy adulto que, ao relembrar o passado, reflete sobre o efeito duradouro daquilo que vivera, e a narrativa mostra que ainda permanecem ativos os fatos, as lições e as emoções da juventude.[4]

Roteiro[editar | editar código-fonte]

Segundo o autor a história toda decorreu da sua vontade em homenagear o amigo Oscy, cujo nome verdadeiro era Oscar Seltzer e que morrera justo no dia de seu aniversário quando servia como médico na Guerra da Coreia: não houvesse esta coincidência de a morte dele ter ocorrido justo nesta data ele jamais teria escrito a história.[5]

Para ele a situação vivida com a personagem Dorothy não representou de forma alguma um ato de pedofilia, como mais tarde viria a ser aventado, e sim algo que simplesmente aconteceu; ele realça o fato de que as tensões motivadas pela perda levam as pessoas a fazerem sexo, como estudos demonstraram ter ocorrido após eventos como o ataque de 11 de setembro e que, embora sua intenção inicial fosse retratar o amigo, não há como negar a importância do que aconteceu com uma mulher mais velha e a perda da inocência.[5] Sobre isto Raucher contou que depois ele sempre procurava conquistar todas as garotas que tinham o mesmo nome da mulher com quem teve sua primeira experiência e, após o filme, recebera cartas de muitas mulheres se dizendo ser a personagem real — destas, somente uma lhe pareceu verdadeira, pois reconhecera a letra; nela a mulher, então residindo em Canton (Ohio), contava que havia se casado novamente e já era avó e manifestou preocupação com o que fizera a ele, esperando não tê-lo traumatizado.[5]

Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Jennifer O'Neill .... Dorothy
  • Gary Grimes .... Hermie
  • Jerry Houser .... Oscy
  • Oliver Conant .... Benjie
  • Katherine Allentuck .... Aggie
  • Christopher Norris .... Miriam
  • Lou Frizzell .... balconista da farmácia

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar 1972 (EUA)

Prêmio Eddie 1972 (American Cinema Editors, EUA)

  • Venceu na categoria de melhor edição.

BAFTA 1972 (Reino Unido)

  • Michel Legrand recebeu o troféu Anthony Asquith pela música do filme.
  • Gary Grimes foi indicado na categoria de ator mais promissor.

Globo de Ouro 1972 (EUA)

  • Indicado nas categorias de melhor diretor - cinema, melhor filme - drama, melhor trilha sonora original e ator mais promissor (Gary Grimes).

Festival Internacional de Cine de Donostia - San Sebastián 1971 (Espanha)

  • Robert Mulligan recebeu o troféu Concha de Prata

Referências

  1. Herman Raucher (1971). Summer of '42. [S.l.]: W.H. Allen. 251 páginas 
  2. Herman Raucher (2015). Summer of '42. [S.l.]: Diversion Books. ISBN 9781626818064 
  3. Vincent Canby (11 de abril de 1973). «Screen:'Class of '44,' a Sequel to 'Summer of '42'». New York Times. Consultado em 12 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 30 de janeiro de 2013 
  4. a b Jefferson A. Singer, Susan Bluck (2001). «New Perspectives on Autobiographical Memory: The Integration of Narrative Processing and Autobiographical Reasoning» (PDF). Review of General Psychology, Vol. 5. No. 2, p. 91-99. Consultado em 12 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2016 
  5. a b c Louis Hillary Park (maio de 2002). «Herman Raucher Interview (extended)». TC Palm (arquivado, link original inexistente). Consultado em 13 de dezembro de 216. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]