Tabebuia aurea

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Tabebuia aurea tree.jpg
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Bignoniaceae
Género: Tabebuia
Espécie: T. aurea
Nome binomial
Tabebuia aurea
(Silva Manso) Benth. & Hook. f ex S. Moore 1895
Sinónimos
  • Bignonia aurea Silva Manso
  • Bignonia squamellulosa DC.
  • Couralia caraiba (Mart.) Corr.Méllo ex Stellfeld
  • Gelseminum caraiba (Mart.) Kuntze
  • Handroanthus caraiba (Mart.) Mattos
  • Handroanthus leucophloeus (Mart. ex DC.) Mattos
  • Tabebuia argentea (Bureau & K.Schum.) Britton
  • Tabebuia caraiba (Mart.) Bureau
  • Tabebuia suberosa Rusby
  • Tecoma argentea Bureau & K.Schum.
  • Tecoma aurea (Silva Manso) DC.
  • Tecoma caraiba Mart.
  • Tecoma leucophlaeos Mart. ex DC.
  • Tecoma squamellulosa DC.
  • Tecoma trichocalycina DC.[1]

Tabebuia aurea é uma árvore pertencente ao gênero Tabebuia. Foi descrita originalmente em 1836 como Bignonia aurea, por Silva Manso. É mais conhecida como ipê-amarelo-craibeira e ipê-paratudo.

Está na lista da flora ameaçada do estado de São Paulo.[2]

A Craibeira foi instituída árvore símbolo do estado em Alagoas em 29 de abril de 1985, pelo decreto estadual 6.239 assinando pelo então governador Divaldo Suruagy.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome popular "paratudo" deve-se ao fato de que os pantaneiros do Brasil mascam a casca como remédio para problemas no estômago, vermes, diabetes, inflamações e febres.

Outros nomes populares: craibeira, caraiberia, caroba-do-campo, cinco-em-rama, cinco-folhas-do-campo, ipê-amarelo-do-cerrado, pau-d'arco.

Características[editar | editar código-fonte]

Seu tamanho varia de 10 a 20 metros (menor no cerrado).

O tronco é tortuoso com casca grossa.

As folhas são compostas com 3-7 folíolos, glabras e subcoriáceas.

O fruto é cápsula cilíndrica deiscente. Eles amadurecem entre setembro e outubro e suas flores abrem em agosto-setembro.

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Cerrado, caatinga, Amazônia e Pantanal, embora com características morfológicas diferentes, nos estados de Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Nativa também da Bolívia, Argentina, Paraguai, Peru e Suriname.

Geralmente essas árvores vivem no cerrado e no pantanal.

Usos[editar | editar código-fonte]

Possui madeira pesada e flexível, mas que apodrece facilmente, sendo usada na fabricação de papel, artigos desportivos, cabos de vassouras, e obras externas.

A casca fornece fibra para cordas.

Usada no paisagismo urbano.

As flores são comestíveis, apresentando um sabor levemente amargo apreciado por vários animais.

Medicinal[editar | editar código-fonte]

As folhas tostadas podem ser utilizadas como estimulante e podem substituir a erva-mate no preparo do chimarrão.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Harri Lorenzi, Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 2002, 4a. edição. ISBN 85-86174-16-X

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Tabebuia aurea» (em inglês). The Plant List. 2010. Consultado em 2 de agosto de 2014 
  2. «Instituto de Botânica de São Paulo». Consultado em 2 de agosto de 2014. Arquivado do original em 6 de maio de 2008 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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