Taira no Kiyomori

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Taira no Kiyomori
Nome nativo 平清盛
Nascimento 1118
Japão
Morte 20 de março de 1181 (63 anos)
Japão
Cidadania Japão
Ocupação samurai
Causa da morte malária
Ataque de Minamoto no Yoshitomo ao Palácio de Sanjô.

Taira no Kiyomori (平 清盛 1118 - 1181) era um nobre japonês do final do Período Heian. Era o líder do clã Taira e pela sua acção os samurai passaram a ter uma influência determinante no governo do Japão.

Depois da morte de seu pai, Taira no Tadamori, em 1153, tornou-se o chefe do clã Taira e, aliando-se a Minamoto no Yoshitomo, líder do clã Minamoto esteve envolvido na disputa pela sucessão imperial conhecida como a revolta de Hogen, contribuindo para a ascensão ao trono do Imperador Nijô (Morihito). Como resultado da revolta de Hogen os clãs Taira e Minamoto tornaram-se os mais poderosos do país e, também, perigosos rivais.

Esta rivalidade vai culminar em 1159, no que se chamou a Rebelião Heiji. Quando Taira no Kiyomori se dirigiu a Quioto, com a sua família, numa peregrinação pessoal, Minamoto no Yoshitomo viu a oportunidade para atacar o Palácio de Sanjô, prendendo o Imperador Nijô e obrigando-o a nomear chanceler o seu aliado Fujiwara no Nobuyori, assim reforçando o seu poder.

Após regressar a casa, Taira no Kiyomori consegue organizar as suas forças para um ataque decisivo ao Palácio de Sanjô. Deste conflito, emerge vitorioso, tendo Minamoto no Yoshitomo e os seus dois filhos falecido na batalha.

Como chefe incontestável da família mais poderosa do Japão, Kiyomori, estava numa posição invejável para influenciar o Imperador. Consegue, em 1167, durante o curto reinado do Imperador Rokujō (Yorihito) ser o primeiro membro de uma família guerreira a ser nomeado Daijō Daijin, isto é: Primeiro Ministro e administrador, de facto, do governo imperial.

Em 1169, com a morte de sua filha Moriko, a cujos cuidados Motomichi fora confiado em sua infância, Kiyomori e o ex-imperador Go-Shirakawa, tiveram uma grande queda de braço. A pedido de Motofusa, Go-Shirakawa expropriou todas as terras que pertenciam a Motomichi e as deu a Motofusa. Além disso, após a morte de Shigemori pouco tempo depois, o mesmo procedimento foi feito. Cabe salientar que todas essas terras eram Fujiwara e foram entregue aos Taira com a morte de Konoe Motozane. Motomichi também sai prejudicado, embora líder legal dos Fujiwara, sendo neto de Kiyomori, e com idade legal, lhe fora negado o cargo de Chūnagon, e dado ao filho de Motofusa, Moroie [1].

Kiyomori se sentiu desafiado. Partindo de sua casa de campo em Fukuhara, na província de Settsu, à frente de uma grande tropa, colocou o ex-imperador em confinamento rigoroso no palácio Toba, segregando-o completamente do mundo oficial e privando-o de todas as funções administrativas, baniu Motofusa e o Daijō Daijin Fujiwara no Moronaga, ele demitiu os trinta e nove altos funcionários que serviam Go-Shirakawa, nomeou Motomichi para o cargo de Kanpaku, e a Munemori, deu a função de guardar Quioto, dando-lhe fortes guarnições de tropas leais aos Taira ao norte e ao sul da capital [1].

Depois disso, Kiyomori se envolveu em intrigas da corte, obtendo cargos e privilégios para os seus parentes e aliados. Em 1171 consegue mesmo casar a sua filha, Taira no Tokuko, com o Imperador Takakura. Desta união nasce em 1178 o Príncipe Tokuhito, que será coroado com o nome de Imperador Antoku, assim ligando o nome dos Taira à linhagem real. Taira no Kiyomori, exerce a governação como regente em nome do seu neto, que tinha apenas dois anos de idade.

Esta situação desperta o receio e a inveja dos seus rivais. Assim, em 1180 o Príncipe Mochihito, irmão do Imperador Takakura, com o apoio dos antigos inimigos dos Taira, os Minamoto, revolta-se, iniciando o que se chamam as Guerras Genpei, que há de levar à queda do poder dos Taira em 1185

Taira no Kiyomori morre de causas naturais em 1181, deixando o seu filho Taira no Munemori, no comando da família.

Referências

  1. a b Frank Brinkley and Dairoku Kikuchi. A History of the Japanese People from the Earliest Times to the End of the Meiji Era.(em inglês) New York: Encyclopædia Britannica, 1915 pp. 716 - 717. OCLC 413099

Ver também[editar | editar código-fonte]