Tetragonisca angustula

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Como ler uma caixa taxonómicaTetragonisca angustula
Abelha-jatai.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Superfamília: Apoidea
Família: Apidae
Tribo: trigonini
Género: Tetragonisca
Espécie: T. angustula
Nome binomial
Tetragonisca angustula

A Tetragonisca angustula, também chamada jataí-amarela, abelha-ouro, jati, abelha-mirim, mosquitinha-verdadeira, sete-portas, três-portas e abelha de botas, é uma abelha social da subfamília dos meliponíneos, de ampla distribuição no Brasil.

Apresenta cabeça e tórax pretos, abdômen escuro e pernas pardacentas. Mede até quatro milímetros de comprimento. Constrói ninhos de cera em espaços ocos na natureza. A entrada do ninho tem o formato de um dedo de luva e é, geralmente, ramificada (motivo pela qual a espécie também é chamada "sete-portas" e "três-portas"), a qual fecha quando se aproxima algum perigo, como uma abelha iratim ou uma formiga.

Tem o hábito de morder a roupa das pessoas e de se enroscar nos cabelos se for provocada, mas não tem ferrão, sendo considerada uma abelha dócil e de fácil manejo pelos meliponicultores. Produz mel claro, de aroma suave e muito valorizado, porém escasso.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Jataí" e "jati" procedem do tupi antigo îate'i.[1]

Taxonomia e filogenia[editar | editar código-fonte]

T. angustula é um membro da ordem Hymenoptera, que é uma das quatro maiores ordens de insetos..[2] É da família Apidae, ue é composta de abelhas, e a subfamília é o Apinae, que são abelhas com cesta de pólen . Junto com outras espécies na tribo Meliponini, T. angustula é uma abelha eussocial sem ferrão. Existem cerca de 500 espécies conhecidas nesta tribo, a maioria dos quais estão localizados nos neotrópicos.[3] T. angustula tem duas subespécies descritas, T. angustula fiebrigi e T. angustula angustula de que têm coloração diferente em seu mesepisterno e ocupam regiões ligeiramente diferentes.[4]

Descrição e identificação[editar | editar código-fonte]

T. angustula é uma abelha excepcionalmente pequena, cerca de 4-5 mm.[5] Junto com todas as outras abelhas na tribo Meliponini, é sem ferrão e tem uma reduzida venação na asa e cerdas nas pernas.[3] A subspécie T. angustula fiebrigi Tem um amarelo claro no mesepisterno enquanto T. angustula angustula tem este preto.[4] As abehas guardas, que compõem cerca de 1-6% de cada colmeia, pesam mais do que as abelhas forrageiras por cerca de 30% e têm cabeças menores, bem como pernas traseiras mais longas. Dentro da tribo de abelhas sem ferrão, T. angustula Tem um pronunciado dimorfismo de tamanho entre a rainha e castas operárias.[6]

Distribuição e habitat[editar | editar código-fonte]

T. angustula tem uma grande distribuição de habitat na América Central e do Sul. A espécie foi encontrada tanto no norte como no México e no sul até a Argentina. Foi rotulado como "uma das espécies de abelhas mais difundidas no neotrópicos".[7] A subespécie T. angustula fiebrigi é encontrada mais no hemisfério sul, ocupando partes do Brasil, Argentina, Paraguai e outros países do sul. A subespécie T. angustula angustula tem uma presença maior no Brasil e é encontrada mais no hemisfério norte, ocupando Panamá, Venezuela, Costa Rica, Nicarágua etc..[4]

A distribuição de T. angustula sobrepõe - se a muitas outras espécies de abelhas sem ferrão, com uma correlação especialmente grande com a distribuição da  Paratrigona subnuda através da Mesoamérica..[7] Na mata atlântica, o desmatamento para plantações de cana-de-açúcar é extensiva e contribui para a raridade de T. angustula nessa área, assim como a abelha sem ferrão Melipona scutellaris.

Ninhos para T. angustula são encontrados em muitas configurações diferentes. Seus ninhos são os ninhos de abelhas predominantes na recuperação de habitats florestais, mas também estão presentes em florestas estruturadas, em florestas esgotadas e em ambientes urbanos. Como outras abelhas sem ferrão, T. angustula encontra cavidades pré-existentes, como furos em troncos de árvores, cavidades em paredes, ou mesmo ninhos de formigas ou cupins abandonadas, para seus novos locais de nidificação.[7]

Ciclo da colônia[editar | editar código-fonte]

A colônia de T. angostura só irá reproduzir uma vez por ano, ao contrário de muitas abelhas Que pode reproduzir três ou quatro vezes em um ano. O maior ciclo de colônia ocorre durante o verão na América do Sul, com a maioria das novas incubações ocorrem entre dezembro e março. Esta época do ano coincide com as melhores condições de forrageamento, que asseguram que alimentos suficientes podem ser fornecidos para as larvas. Cada colônia tem uma rainha reprodutora para acasalar e pôr ovos.[8]

Referências

  1. NAVARRO, E. A. Dicionário de Tupi Antigo: a Língua Indígena Clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 164.
  2. «Hymenoptera». Encyclopedia of Life. Consultado em 22 Setembro 2015 
  3. a b Costa, Marco A.; Del Lama, Marco A.; Melo, Gabriel A.R.; Sheppard, Walter S. (Janeiro 2003). «Molecular phylogeny of the stingless bees (Apidae, Apinae, Meliponini) inferred from mitochondrial 16S rDNA sequences». Apidologie. 34 (1): 73–84. doi:10.1051/apido:2002051 
  4. a b c Stuchi, Ana Lucia (2012). «Molecular Marker to Identify Two Stingless Bee Species: Tetragonisca angustula and Tetragonisca fiebrigi (Hymenoptera, Meliponinae)». Sociobiology. 59 (1): 123–134 
  5. Wittmann, D. (Janeiro 1985). «Aerial defense of the nest by workers of the stingless bee Trigona (Tetragonisca) angustula (Latreille) (Hymenoptera: Apidae)». Behavioral Ecology and Sociobiology. 16 (2): 111–114. doi:10.1007/BF00295143 
  6. Segers, Francisca (17 Janeiro 2015). «Soldier production in a stingless bee depends on rearing location and nurse behavior». Behavioral Ecology and Sociobiology. 69 (4): 613–623. doi:10.1007/s00265-015-1872-6 
  7. a b c Batista, Milson (2003). «Nesting sites and abundance of Meliponini (Hymenoptera: Apidae) in heterogeneous habitats of the Atlantic Rain Forest, Bahai, Brazil». Lundiana. 4 (1): 19–23 
  8. van Veen, J. W.; Sommeijer, M. J. (1 Fevereiro 2000). «Colony reproduction in Tetragonisca angustula (Apidae, Meliponini)». Insectes Sociaux. 47 (1): 70–75. doi:10.1007/s000400050011 
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