The Clevers

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Nota: Se procura pela banda musical que utilizava este nome até abril de 1965, consulte Os Incríveis (banda).
The Clevers
Informação geral
Origem São Paulo
País Brasil
Gênero(s)
Período em atividade 1965 - 1974
Gravadora(s)
Ex-integrantes
  • Reno (Ricardo Monteiro)
  • Francis (José Francisco Monteiro)
  • Ringo (José Carlos Mendes Alves)
  • Tony
  • Betinho
  • Toninho (Antonio Bichara)
  • Marco (Marco Antonio Bismarck)
  • Marinho (Mario Eugênio Bismarck)
  • Ricardo

The Clevers, The New Clevers, Os Novos Clevers, ou, simplesmente, Os Clevers, era uma banda brasileira de rock que foi criada em 1965 e encerrou suas atividades em 1974. Inicialmente, entre 1962 e 1965, o nome The Clevers era utilizado pelo grupo Os Incríveis. Entretanto, após desentendimentos com o empresário Antônio Aguillar, este ficou com o nome já que o havia legalmente registrado. Na sequência, aproveitou seu programa Reino para a Juventude - apresentado na TV Record - para recrutar uma nova banda para que utilizasse o nome, escolhendo os Les Celibateurs. A formação original foi: os irmãos Reno e Francis, respectivamente guitarra ritmica e solo; Ringo, nos teclados e saxofone; Tony, no baixo; e Betinho, na bateria.

Carreira[editar | editar código-fonte]

O início[editar | editar código-fonte]

Após voltar de turnê internacional com a cantora italiana Rita Pavone, em setembro de 1964, a banda Os Incríveis - que utilizava o nome The Clevers - desentendeu-se com o seu empresário, Antônio Aguillar ao tentar trocá-lo por Brancato Júnior, que viajara com a banda. Como este era o dono legal do nome da banda desde julho daquele ano, eles trocaram de nome e partiram para uma turnê na Argentina, em dezembro de 1964.[1] Entretanto, Aguillar registrou também o novo nome e iniciou-se uma batalha legal. Essa batalha jurídica ainda duraria até julho de 1965, quando todas as partes chegaram a um acordo.[2][3][4]

O empresário aproveitou o seu programa Reino para a Juventude - apresentado na TV Record - para recrutar uma nova banda que utilizasse o nome, escolhendo os Les Celibateurs. A formação original era: os irmãos Reno e Francis, respectivamente guitarra ritmica e solo; Ringo, nos teclados e saxofone; Tony, no baixo; e Betinho, na bateria. A banda foi imediatamente hostilizada pelos fãs de Os Incríveis, que transferiram o problema da briga com Antonio Aguilar para os músicos da antiga banda Les Celibateurs. A nova banda passa a lançar discos pela gravadora Copacabana, ficando Os Incríveis no selo Continental, da GEL.[2][5]

Em outubro de 1966, participam da coletânea Juventude em Guarda, com as canções "Por Que Você Não Vem?" (Reno / Dino), "La La La" (Gerrard Marsden / versão: Waldyr Santos), e "Não Quero te Amar (Not a Second Time)" (Lennon / McCartney / versão: Norberto de Freitas). Neste ano e no seguinte, lançam, ainda, cinco compactos pela mesma gravadora: "Rita" (Pino Donaggio) / "Flamenco" (Los Brincos), de 1966; "Por Que Você Não Vem?" / "La La La", de 1966; "Asa Branca" (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira) / "Não Quero Mais Te Amar (Not a Second Time)", de 1967; "Texas Patrol" (Beckstein / Laiser / Laube) / "Sem Resposta (No Reply)" (Lennon / McCartney / versão: Norberto de Freitas), de 1967; e "O Quadradão" (Reno) / "Eu Me Lembro de Você (A Groovy Kind Of Love)" (Wine / Bayer / versão: Francis), de 1967.[6][7]

Gravadora nova, nova formação e fim[editar | editar código-fonte]

Em 1968, trocam para a gravadora Fermata, lançando uma série compactos simples e um duplo - além de participar de coletâneas - tanto pelo selo Fermata, quanto pelo selo RGE, também de propriedade daquela gravadora. Assim, em maio de 1968, lançam "La Tramontana" (Daniele Pace / Mario Panzeri) / "Sandrinha" (Ringo) e um compacto duplo com "A Lenda de Xanadu" (Ken Howard / Alan Blaikley / versão: Fred Jorge) / "Mr. Moon" (Parter / Parter) / "La Tramontana" / "Sandrinha". Atingem moderado sucesso com a canção "A Lenda de Xanadu" e embarcam em uma turnê pela América do Sul. Ao voltarem da turnê, os integrantes resolvem se separar. Os irmãos Reno e Francis continuam na banda e chamam Toninho (Antonio Bichara), guitarrista e tecladista; e os irmãos Marinho (Mario Eugênio Bismarck), baixista; e Marco (Marco Antonio Bismarck), baterista. Os outros 3 integrantes se juntam ao guitarrista Celinho (Célio Domingues) e fundam um grupo com o nome de Vox Deorum, sendo contratados pela mesma Fermata. Entretanto, nos anos seguintes, não conseguem emplacar nenhum sucesso, sendo dispensados da Fermata. Em 1971, Toninho deixa a banda e, em seu lugar, entra Ricardo. No mesmo ano, a banda tem rápida passagem pela Discos CBS, lançando dois compactos pelo selo Epic, sem repercussão. Em 1974, encerram a carreira.[6][7]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Discografia dada pelo Discogs[8] e pelo IMMuB.[9]

Compactos simples[editar | editar código-fonte]

  • 1966 - "Rita" / "Flamenco" (Copacabana)
  • 1966 - "Por Que Você Não Vem?" / "La La La" (Copacabana)
  • 1967 - "Asa Branca" / "Não Quero Mais Te Amar (Not a Second Time)" (Copacabana)
  • 1967 - "Texas Patrol" / "Sem Resposta (No Reply)" (Copacabana)
  • 1967 - "O Quadradão" / "Eu Me Lembro de Você (A Groovy Kind Of Love)" (Copacabana)
  • 1968 - "La Tramontana" / "Sandrinha" (RGE)
  • 1969 - "A Lenda de Xanadu (The Legend of Xanadu)" / "Mr. Moon" (RGE)
  • 1969 - "Brisa Vem (Winds of Change)" / "Vá Andar (High 'N' Dry)" (RGE)
  • 1971 - "Baby, Come Back" / "Eu Sou"
  • 1971 - "Vou Seguindo" / "Baby, Come Back"

Compactos duplos[editar | editar código-fonte]

1968 - "A Lenda de Xanadu (The Legend of Xanadu)" / "Mr. Moon" / "La Tramontana" / "Sandrinha"

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

1966 - Juventude em Guarda (Copacabana) 1968 - 14 Sucessos de Ouro Volume 9 (RGE) 1969 - 14 Sucessos de Ouro Volume 10 (RGE)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Revista Intervalo 1964b
  2. a b Fróes 2000, pp. 57 e 58
  3. Aguillar, Aguillar & Ribeiro 2005, p. cap. O Fim
  4. Revista Intervalo 1965
  5. Jeison Silva (14 de setembro de 2018). «Netinho: os anos Incríveis do batera de Itariri». Diário de Canoas. Consultado em 11 de maio de 2020 
  6. a b Fróes 2000, p. 241
  7. a b Mendes Alves 2016, pp. 73-79
  8. «The Clevers - discography». Discogs. N.d. Consultado em 13 de maio de 2020 
  9. «The Clevers». IMMuB. N.d. Consultado em 13 de maio de 2020 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Revista Intervalo (1964b). "The Clevers" agora são "Os Incríveis". Rio de Janeiro: Revista Intervalo nº 102, de 20 a 26 de dezembro de 1964, pp. 10 e 11. 
  • Revista Intervalo (1965). Mais Clevers. Rio de Janeiro: Revista Intervalo nº 132, de 18 a 24 de julho de 1965, p. 29. 
  • Aguillar, Antônio; Aguillar, Débora; Ribeiro, Paulo César (2005). Histórias da Jovem Guarda. Rio de Janeiro: Globo. ISBN 8525040991 
  • Fróes, Marcelo (2000). Jovem Guarda: em ritmo de aventura. São Paulo: Editora 34. ISBN 9788573261875 
  • Mendes Alves, Elias (2016). São Paulo Um "Estado" de Espírito. São Paulo: Clube de autores 
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