Vetiver

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Vetiver

Vetiver
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Poaceae
Género: Vetiveria
Espécie: V. zizanioides
Nome binomial
Vetiveria zizanioides
(L.) Nash ex Small

Vetiver (Vetiveria zizanioides (L.) Nash) recentemente reclassificado como ("Chrysopogon zizanioides (L.) Roberty") é uma planta da Família das gramíneas (Poaceae), herbácea, perene, cespitosa (em moita) que chega a atingir cerca de 2 m de altura e com raízes que podem penetrar até 6 m de profundidade. É também o nome dado ao óleo essencial dela extraído. É uma planta próxima de outras ervas aromáticas como o capim-limão (Cymbopogon citratus) e a Palmarosa (Cymbopogon martinii). Propaga-se principalmente de forma vegetativa (assexuada) já que a maior parte das variantes cultivares produzem pequenas quantidades de semente ou, simplesmente, não a produzem. Desta forma, o capim-vetiver é considerada uma espécie muito segura para se utilizar, não existindo o risco dela se tornar invasora. Pode ter uma longevidade de séculos. Por estas razões, na India o vetiver vêm sendo utilizado há séculos para delimitar fronteira de terrenos, pois ele permanece exatamente onde foi plantado. É também conhecida como capim-vetiver, capim-de-cheiro, grama-cheirosa, grama-das-índias, falso-pachuli (ou, simplesmente, pachuli) e raiz-de-cheiro.

Acredita-se que o vetiver seja nativo do subcontinente indiano, sendo vastamente cultivado na Indonésia, Índias Ocidentais, África e Polinésia. Os principais produtores são a Índia, Java, Haiti e Reunião. O Brasil vêm aumentando sua produção uma vez que o capim-vetiver têm multiplas aplicações a favor do meio ambiente.

Uso[editar | editar código-fonte]

Controle da erosão[editar | editar código-fonte]

Algumas das características do vetiver fazem desta planta um excelente meio de controlar a erosão, nos climas mais quentes. Ao contrário das outras ervas, o vetiver não ganha raízes horizontais, crescendo estas, quase exclusivamente na direção vertical, para baixo. Os grupos densos de colmo ajudam também a travar o escoamento de água superficial. Por estas razões, o vetiver é usado para criar sebes ao longo de estradas, nos limites dos arrozais. Como a planta não cria estolhos, não é uma planta invasiva e o seu cultivo torna-se controlável.

O plantio de cordões do vetiver tem se mostrado eficiente na conservação do solo e da água em varias regiões do mundo, devido a elevada resistência ao arrancamento pelas enxurradas, característica proporcionada pelo seu extenso e resistente sistema radicular, que estabiliza a planta e agrega o solo. Em virtude de seu rápido crescimento se forma rapidamente densas touceiras que criam barreiras às enxurradas. Pesquisas mostraram que esta espécie é também capaz de recuperar areas degradadas com o aumento da agregação do solo, e consequente aumento da infiltração da água e redução das enxurradas. Leia mais sobre o vetiver aqui ([1])

Feixes de raízes de vetiver.

Outros usos[editar | editar código-fonte]

As folhas são usadas em cestaria e no fabrico de tapetes, bem como para cobrir telhados. As raízes, odoríferas, podem servir para fazer telas, tecidos grosseiros, leques, entre outros artefactos. É as raizes, depois de secas e cortadas, podem ser destiladas para extracção de um óleo essencial espesso e de cor âmbar, constituído principalmente por vetivona, e que é conhecido como Vetiver, Vetivert, Khus khus, Khas khas, ou Óleo da tranquilidade, na Índia. O óleo é usado como fixante em perfumaria. O odor é profundo, com acentos de terra, madeira e citrinos, sendo muito persistente. É usado em aromaterapia para aliviar o stress e relaxar. Tem também propriedades febrífugas.

Fontes[editar | editar código-fonte]

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