Zilda Paim

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1 2 Zilda Paim (Santo Amaro da Purificação, agosto de 1919 faleceu em 22 de abril de 2013) foi uma educadora, historiadora, folclorista e pintora brasileira, ex-vereadora de sua cidade natal. É uma dos maiores especialistas brasileiros em maculelê.

Seu gosto por história iniciou-se quando encontrou no baú do pai um livro raro que havia pertencido ao Barão de Vila Viçosa. "Desde esse dia, fui tomando gosto por papel velho e fiquei maluca por isso”. Iniciou-se, também, sua curiosidade pela história de Santo Amaro da Purificação. "Sempre tive curiosidade sobre as coisas da minha terra. Passei a vida inteira ouvindo sobre a história de outros lugares e sentia ciúme disso. Então comecei a recolher informações sobre Santo Amaro somente por garbo meu". Passou a anotar e catalogar, nesse momento, acontecimentos cotidianos santamarenses.

Tornou-se professora, profissão que exerceu por mais de cinquenta anos. Já no início de sua carreira, convidava praticantes de maculelê e capoeira para apresentarem-se em suas salas de aula e ensinarem seus alunos, havendo sido avant-garde nesse sentido. Por essas aulas de folclore foi criticada, tendo de cancelá-las. Apesar do conservadorismo que enfrentou, foi diretora acadêmica por dezoite anos.

Foi nesse cargo, para um desfile escolar, que realizou sua primeira pintura, um quadro com a prefeitura e a igreja matriz de Santo Amaro. Tal gravura está em exposição em Nova Iorque. Desde então, pintou mais de duzentas telas. "Eu não entrei para a faculdade, eu não fiz curso de Belas Artes. Mas, um dia entendi que devia pintar".

Também não frequentou a faculdade de história. Foi autodidata. Seu primeiro livro foi sobre o maculelê, dança da qual é especialista de renome internacional. “Relicário Popular” foi editado com seus próprios fundos. Seu segundo livro, “Isto é Santo Amaro”, trata da história do município desde que passou a ser habitado pelo homem-branco, em meados do século XVI. Narra, também, episódios como a Independência da Bahia e o envolvimento dos santamarenses na Guerra do Paraguai.

Um memorial na cidade foi batizado em sua homenagem, e tem um invejável acervo sobre a história de Santo Amaro com documentos dos séculos XIX e XX, com um acervo de mais de mil fotografias e uma coleção de relatórios da prefeitura desde o ano de 1893.

Foi a primeira mulher a ser vereadora na cidade de Santo Amaro da Purificação, reeleita por três vezes. Também foi presidente da Comarca entre 1980 e 1982.

Recebe visitas diárias de curiosos sobre a história santamarense, a quem transmite seu conhecimento. É, ainda, um dos personagens mais venerados da cidade, ao lado de dona Canô e seus filhos.

Atualmente, luta para ter seu acervo em um museu dedicado à história da cidade.

O sepultamento foi realizado dia 23 de abril, às 10h, no cemitério Campo de Caridade, em Santo Amaro. O povo de sua cidade se despediu de Zilda Paim, no mesmo dia em que se comemora o Dia Internacional do Livro.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • PAIM, Zilda. Relicário Popular. Secretaria da Cultura e Turismo. Salvador: Empresa Gráfica da Bahia, 1999. ISBN 85-86485-78-0
  • PAIM, Zilda. Isto é Santo Amaro. Salvador: Academia de Letras, 2005.

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