!O!ung

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 !O!ung
Outros nomes: !O!kung
Falado em: Namíbia
 Angola
Região: Okawango, Ovambonland
Total de falantes: 15 mil (?)
Família: Línguas Juu
 !O!ung
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: oun
ISO 639-3: oun

!O!ung, Cungo, ǃKung ou !ʼOǃKung é um grupo de dialetos norte das Línguas Juu, que formam um "continuum", considerado como parte da família das Línguas khoisan. Cungo é falado no norte da Namíbia. sul de Angola por cerca de 15 mil pessoas do grupo San. Essa quantidade é incerta, pode haver dupla contagem, em função de grupos com mais de uma denominação. É falada pelo povo !kung. [1]

Outros nomes[editar | editar código-fonte]

!O!ung também é conhecida como Qxü, ǃXû(n), ǃKu, ǃHu, ǃKhung, ǃXung, !O!kung e regionalmente chamada de Maligo ou ǃXu-Angola, ǃKung-Ekoka, ʼAkhoe, Vasekela.

Geografia[editar | editar código-fonte]

!O!ung é falada na Namíbia e em Angola, nas proximidades do rio Okavango e território de Ovamboland, área da Fronteira Angola-Namíbia.

Situação atual[editar | editar código-fonte]

!O!ung está em vias de extinção, assim com a maioria das línguas Khoisan, em função de intrusão das culturas bantas e Khoi. Assim, as línguas Herero e Nama estã cada vez mais sendo faladas pelos Kung-ekoka e pelos caçadores-coletores de línguas Khoisan cujas área de ação vêm sendo invadidas por assentamentos de fazendeiros Bantos e Khoi.

Fonologia[editar | editar código-fonte]

!O!ung apresenta um dos maiores inventários de sons dentre as línguas do mundo. A quantidade total depende de como cada linguista considera os "Cliques" presentes na língua, mas algumas autoridades mais confiáveis consideram que são 48 os sons "cliques".[2] O dialeto "Ju" apresentam ainda mais sons..

Alguns contrastes do !O!ung:

  • Cliques Pulmônicos - twa concluir, finalizar vs ǂwa imitar
    • Consoantes pulmônicas
      • Sonora - muda não aspirada - muda aspirada "stop": da pela, ta laranja selvagem, tʰa ferrão da abelha
      • Sonora - muda não aspirada - muda aspirada - ejetiva africativa: djau expressão de surpresa, tca buscar, ʦʰe semana, tcʼa chover, irrigar
      • Sonora - muda fricativa: za insultar sexualmente, se ver
    • Consoantes Clique
      • Sonora não aspirada - sonora aspirada: ɡǃaĩ hálito de víbora, ɡǃʰeĩ árvore
      • Muda não aspirada - muda aspirada: ǃẽ ruído, ǃʰã saber
      • Não africativa - africativa livre: ǃo atrás, ǃxo elefante
      • Cheia - glotalizada livre: ǃábí enrolar um cobertor, ǃˀàbú rifle
      • Cheia - nasalizada: ǀi rinoceronte, nǀi sentar
  • Vogais
    • Cheia - nasalised: ɡǃa chuva, ɡǃã veremelho
    • Cheia - faringezada: nǀom lebre saltadora, nǀo̱m tagarela
    • Curta - longa ǀu 'lançar, ǀuː colocar dentro

!O!ung distingue entre três a cinco Tons em suas vogais.

Gramática[editar | editar código-fonte]

!O!ung é, em geral, uma língua isolada, na qual o significado das palavras varia pela adição de outras palavras separadas (artigos, adjetivos, advérbios, preposições, etc), não com Afixos ou com alterações na estrutura da palavra. Há uns poucos Prefixos, usados, por exemplo, para plurais distributivos que são formados com Sufixos -si or -mhi nos substantivos. Em geral, porém, os significados ão expressos por grupos de palavras, não por afixos.

Em !O!ung não há uma distinção formal do plural, sendo os sufixos -si and -mhi são opcionais no uso. Sua tipologia é Advérbio-Sujeito-Verbo-Objeto. Por exemplo: "a serpente morde o homem" é representada como ǂʼaama nǃei zhu (ǂʼaama - serpente, nǃei - morder, zhu - homem). Kung-ekoka aplica contornos tonais para palavras e para frases. O vocabulário é diferenciado de forma fina e detalhada para animais, plantas e condições típicas do Kalahari, onde a língua é falada. Uma planta local, a Grewia é denominada por cinco palavras diferentes, uma para cada subespécie da planta.

Referências[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

Referências

  1. Snyman, Jan Winston. 1980. The relationship between Angolan ǃXu and Zuǀʼõasi. In Bushman and Hottentot linguistic studies 1979, pp. 1-58. Ed. J. W. Snyman. University of South Africa (UNISA), Pretoria.
  2. Glenn R. Mortan (2002-09). Language at the Dawn of Humanity (PDF) asa3.org. Visitado em 2006-09-19.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]