Ágape
Ágape (em grego "αγάπη", transliterado para o latim "agape"), é uma das diversas palavras gregas para o amor.
A palavra foi usada de maneiras diferentes por uma variedade de fontes contemporâneas e antigas, incluindo os autores da Bíblia. Muitos pensaram que essa palavra representava o amor divino, incondicional, com auto-sacrifício ativo, pela vontade e pelo pensamento, embora esse amor Agape também possa ser praticado por humanos, mas em grau bem inferior, obviamente, em função da imperfeição e limitações humanas. Os filósofos gregos nos tempos de Platão e outros autores antigos usaram o termo para denotar o amor a membros da família, de um grupo com afinidades, ou uma afeição para uma atividade particular em grupo, em contraste com philia, uma afeição que poderia ser encontrada entre amigos que praticavam tarefas assim, em conjunto e de forma assexuada, diferente do amor romântico eros, uma afeição de natureza sexual e romântica.
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[editar] Usos na antiguidade
O ágape, como um termo para o amor ou a afeição, é usado raramente em manuscritos antigos. No império Romano, ágape era usado frequentemente como abertura de cartas de uma correspondência amigável, análogo ao uso moderno do termo "prezado". O amor Agape seria uma espécie de amor por alguém ou atividades que gerasse prazer, mas um prazer assexuado. Exemplo, na própria Grécia são esportes nas Olimpíadas. Os esportistas se casavam com seu esporte, com suas metas.
Ágape e o verbo agapáo são usados extensivamente na Septuaginta com transliteração do termo em hebraico como afeição para a família e amigos com afinidades para fazer tarefas em que não haja envolvimento de sexo o atividades românticas. É incerto porque foi escolhido o termo ágape, mas a similaridade de sons consonantes (aḥaba) pode ter sido decisivo. Não é impossível que o conceito grego tenha se originado mesmo como a transliteração de alguma língua semita. Este uso fornece o contexto para a escolha desta palavra em preferência a outras mais comuns, como o amor, em escritas Cristãs.
[editar] Ágape no Catolicismo Romano
O ágape recebeu um uso maior pelos escritores Católicos mais antigos como a palavra que denotou especificamente o amor Cristão ou a caridade (I Coríntios 13:8), ou mesmo Deus ele mesmo (I João, 4:8, agape do ein de Theos do, Deus é amor).
O Novo Testamento fornece um número de definições e de exemplos de ágape que geralmente expandem os usados nos textos antigos, denotando o amor entre irmãos, o amor de um esposo com as crianças, e o amor de Deus para todos os povos.
O uso Cristão de ágape vem diretamente dos evangelhos canônicos (os originais) que são os evangelhos dos cristãos protestantes. Quando perguntado qual era o maior mandamento, Jesus disse: "Amai (ágape) ao senhor vosso Deus com todo vosso coração e com toda vossa alma e com toda vossa mente”. Este é o primeiro e maior de todos os mandamentos. E o segundo é: "Amai (ágape) vosso próximo como a vós mesmos. Toda a lei e os Profetas residem nestes dois mandamentos". (Mateus 22: 37-41).
Lembrando que a Bíblia católica é diferente da Bíblia protestante. A Bíblia católica possui outros livros chamados apócrifos com algumas fábulas para enriquecer as pesquisas, porém os dados geográficos não foram achados. Os apócrifos da "Igreja Católica" eram mais para fixar os escritos canônicos que são os primitivos reais, do tempo de Cristo e apóstolos escritos todos em grego. Não vemos na Bíblia original canônica textos em latim. Apenas os livros apócrifos e fábulas católicas anexadas as escrituras bíblicas convencionais após Constantino.
No Sermão da Montanha Jesus diz: "Ouvistes dizer: 'amarás (ágape) teu irmão e odiarás teu inimigo', mas eu vos digo: amai (ágape) vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, e orai por aqueles que vos perseguem e maltratam, pois deste modo sereis filhos de vosso Pai nos céus, aquele que faz com que o sol se levante sobre o mau e sobre o bom, e faz chover sobre o justo e sobre o injusto. Se amais apenas aqueles que vos amam, que recompensa tereis?"
Os escritores Cristãos descreveram geralmente o ágape, como exposto por Jesus, como uma expressão do amor que é incondicional e voluntário, isto é, não discrimina, não tem nenhuma pré-condição, e é algo que se decide fazer voluntariamente. O Apóstolo Paulo descreve o amor como segue: "O amor (ágape) é paciente, o amor é amável. Sem inveja, ele não tem ostentação, ele não é orgulhoso. Não é rude, ele não é interessado, ele não se irrita facilmente, ele não mantém nenhum registro dos erros. O amor não se deleita com o mal mas rejubila com a verdade. Protege sempre, confia sempre, sempre tem esperança, sempre persevera. O amor nunca falha.” (I Coríntios, 13, 4:8).
O ágape foi explanado por muitos escritores Cristãos em um contexto especificamente Cristão. Thomas Jay Oord definiu o ágape como “uma resposta intencional para promover o bem-estar em resposta a quem gerou um mal-estar.”
[editar] Outros usos
- Utilizado também na canção "No meu coração" do CD Depois do Inverno da banda católica
- REDIRECT Rosa de Saron: "Um sentimento ágape envolto, Como águia enxergar mais perto sobre o que é o amor"
- Ágape é usado na canção de 1983 (R&B) Unconditional Love de Donna Summer caracterizada como Música Jovem
- Uma canção Japonesa chamada "Agape" criada para o anime UFO Princess Valkyrie de Okazaki Ritsuko
- Usado na canção Bima Bima, do Antique , foi um duo pop grego constituído por Helena Paparizou (Παπαρίζου Έλενα em grego) e Nikos Panagiotidis (Νίκος Παναγιωτίδης em grego) provenientes da Suécia , combinavam a música popular grega e letras com uma batida pop dance nórdicos.
[editar] Referências
- Lewis, C.S. The Four Loves, Fount ISBN 0-00-628089-7