Águia-de-haast

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Como ler uma caixa taxonómicaÁguia-de-haast
Uma águia-de-haast atacaum grupo de moas

Uma águia-de-haast ataca
um grupo de moas
Estado de conservação
Status iucn3.1 EX pt.svg
Extinta  (século XV) (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes

Falconiformes

Família: Accipitridae
Género: Harpagornis
Espécie: H. moorei
Nome binomial
Harpagornis moorei
(Haast, 1872)

A águia-de-haast (Harpagornis moorei), conhecida como Te Hokioi em maori, era uma ave de rapina diurna nativa da ilha do sul da Nova Zelândia que se extinguiu por volta do século XV. A espécie foi descrita pelo geólogo alemão Julius von Haast em 1872, através de vários esqueletos encontrados na propriedade do colono George Moore.

Curiosidades e características[editar | editar código-fonte]

A águia-de-haast foi uma das maiores aves de rapina existentes e ocupava o topo da cadeia alimentar do seu ecossistema. As fêmeas pesavam entre 10 e 14 kg e tinham uma envergadura de cerca de 3 metros; os machos eram consideravelmente menores com um peso de até 10 kg. A águia-de-haast alimentava-se das aves não voadoras da Nova Zelândia, incluindo moas, que tinham cerca de 15 vezes o seu tamanho, e patos-de-finsch, ambos igualmente extintos. Para matar as presas, estas águias tinham um bico encurvado e patas fortes que terminavam em garras longas, que não ajudavam a caminhar sobre o solo mas eram perfeitas para dominar e matar. Foram encontrados esqueletos de moas com danos consideráveis na zona da pélvis, o que sugere que as águias atacassem estas aves nessa zona. Pouco se sabe a respeito dos hábitos de vida da águia-de-haast, a não ser que caçava de dia e que provavelmente vivia em casal.

Um modelo do museu Te Papa (Nova Zelândia) que mostra uma águia-de-haast atacando um moa com suas garras
Comparação entre as patas da Águia-de-haast e da águia Aquila morphnoides (Página em inglês)

Causa da extinção[editar | editar código-fonte]

A extinção desta espécie está relacionada com a chegada dos primeiros seres humanos à Nova Zelândia há cerca de 1000 anos. Não há evidências de que os maoris tivessem caçado as águias-de-haast até ao seu desaparecimento; pelo contrário, estas populações veneravam a ave e representaram-na em diversos exemplos de pinturas em cavernas. No entanto, os colonos caçaram excessivamente as moas e as outras presas da águia-de-haast até à extinção, contribuindo assim para a sua própria queda.

Os parentes mais próximos da águia-de-haast são as águias do género Hieraaetus, cerca de 10 a 15 vezes menores. Estudos genéticos sugerem que a águia-de-haast tenha divergido deste género há cerca de 1 milhão de anos. A evolução da águia-de-haast para espetaculares dimensões deve ter sido favorecida por um habitat sem outros grandes predadores que servissem de concorrência, e rico em presas de grande porte.

Ver também[editar | editar código-fonte]