Al-Mahdi

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Al-Mahdi
محمد بن عبدالله (المنصور)المهدى
Califa Abássida
Governo
Reinado 775 - 785
Antecessor Al-Mansur
Sucessor Al-Hadi
Dinastia Abássidas
Vida
Nome completo Muhammad ibn Abdullah al-Mahdi
Nascimento 744 ou 745 [1]
Morte 785 (41 anos)
Esposas Al-Khayzuran
Shikla ou Shakla
Filhos Banuqa
Al-Hadi
Harun Al-Rashid
Ibrahim ibn al-Mahdi
Pai Al-Mansur

Muhammad ibn Mansur al-Mahdi (em árabe: محمد بن منصورالمهدى ) foi o terceiro califa abássida, que reinou entre 775 e 785 (158 AH e 169 AH)[2] , sucedendo ao seu pai, al-Mansur. Seu nome significa "de mão justa" ou "redentor" e ele foi proclamado califa logo após a morte do pai.

História[editar | editar código-fonte]

Al-Mahdi promoveu uma reaproximação com os muçulmanos xiitas no califado durante o seu reinado. A poderosa família Barmaki, que assessorava os califas desde os tempos de al-Abbas como vizires conseguiu ainda mais influência sob o governo de al-Mahdi e trabalhou em conjunto com o califa para assegurar a prosperidade do estado abássida.

Em 778, ele subjugou a revolta de Abdullah bin Marwan bin Muhammad, um remanescente dos omíadas que ainda perdurava na Síria. No ano anterior, ele já havia também esmagado a revolta de Yusuf bin Ibrahim no Coração. No mesmo ano, ele depôs Isa bin Musa como seu sucessor e designou Musa Hadi em seu lugar, recebendo então juramentos de fidelidade dele e dos nobres.

Ele foi envenenado por uma de suas concubinas em 785.

Influência[editar | editar código-fonte]

A cosmopolita cidade de Bagdá floresceu durante o reinado de al-Mahdi, atraindo imigrantes da Arábia, Iraque, Síria e do Irã, e também de terras tão distantes quanto a Índia e a Espanha. Com uma grande população de cristãos, judeus, hindus e zoroastrianos, era a maior cidade do mundo na época.

Al-Mahdi continuou a expandir a administração abássida, criando novos diwans (departamentos) para o exército, a chancelaria e a tributação. Qadis (juízes) foram designados e as leis contra os não-árabes foram revogadas.

A introdução do papel, vindo da China, em 751, que ainda não se utilizava no ocidente - os árabes e os persas se utilizavam de papiro e os europeus de papel velino - teve um efeito duradouro. A indústria papeleira explodiu em Bagdá, onde uma rua inteira da cidade se voltou para a venda do produto e de livros. O baixo custo e a durabilidade do papel foram vitais para o crescimento da burocracia abássida.

Al-Mahdi manteve duas importantes políticas religiosas: a perseguição dos zanadiqa (dualistas) e a declaração de uma ortodoxia. Ele escolheu perseguir os zanadiqa para tentar melhorar sua imagem perante os puristas xiitas, que defendiam uma linha mais dura contra as heresias, e que acreditavam que a disseminação de seitas sincréticas muçulmano-politeístas era particularmente danoso. Al-Mahdi declarou que o califa tinha o poder - e a responsabilidade - de definir o que seria a ortodoxia para os muçulmanos com o objetivo de proteger a umma contra a heresia. Ainda que ele não tenha feito uso amplo deste novo "poder", ele se tornaria particularmente importante durante a crise da mihna no reinado de al-Ma'mum.

Filha[editar | editar código-fonte]

Banuqa (ca. 767 - ca. 783) foi uma princesa abássida, filha de Al-Mahdi e de sua esposa Al-Khayzuran, irmã de Harun Al-Rashid. Ela tinha seu próprio palácio dentro do complexo real em Bagdá. Bela e elegante, era a filha favorita do pai. Ela morreu cedo e os poetas da época compuseram diversas obras em sua memória[3] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Al-Mahdi
Chefe da Banu Hashim
Nascimento:  ? Morte: 785
Precedido por
Al-Mansur
Califado Abássida
775785
Sucedido por
Al-Hadi

Referências

  1. Al-Souyouti, Tarikh Al-Kholafa'a (The History of Caliphs)
  2. Stanley Lane-Poole, The Coins of the Eastern Khaleefahs in the British Museum
  3. N. Abbott, Two Queens in Baghdad (1986)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Al-Masudi The Meadows of Gold, The Abbasids, transl. Paul Lunde and Caroline Stone, Kegan Paul, London and New York, 1989