Alto Jequitibá

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Município de Alto Jequitibá
"Jequitibá""
Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição-Alto Jequitibá

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição-Alto Jequitibá
Bandeira de Alto Jequitibá
Brasão de Alto Jequitibá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de outubro
Fundação 12 de dezembro de 1953
Gentílico alto-jequitibaense
Prefeito(a) Daniel Guimarães Sathler (PMDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Alto Jequitibá
Localização de Alto Jequitibá em Minas Gerais
Alto Jequitibá está localizado em: Brasil
Alto Jequitibá
Localização de Alto Jequitibá no Brasil
20° 25' 26" S 41° 57' 57" O20° 25' 26" S 41° 57' 57" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008 [1]
Microrregião Manhuaçu IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Manhumirim, Caparaó, Alto Caparaó, Luisburgo, Iúna
Distância até a capital 322 km
Características geográficas
Área 152,737 km² [2]
População 8 318 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 54,46 hab./km²
Altitude 645 m
Clima Tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,735 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 49 321,628 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 044,32 IBGE/2008[5]
Página oficial

Alto Jequitibá é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, situado na Zona da Mata Mineira.

Informações Gerais[editar | editar código-fonte]

O município preserva um imenso patrimônio histórico, onde destacam-se os pontilhões, estações e túneis da extinta ferrovia, as igrejas (Presbiteriana e Católica) e o prédio do antigo internato do Colégio Evangélico. No interior, há várias fazendas antigas (Fazenda Azul(Sathler), Sanglard, Werner, Eller, Silva, Gripp, Modelo e Fazenda dos Padres), onde ainda se preserva o hábito de produzir a cachaça mineira de forma artesanal. A magnitude da Serra do Caparaó pode ser admirada no mirante da Vargem Grande. Na cabeceira desta localidade existem cinco Reservas Particulares do Patrimônio Natural criadas pelo Projeto Resgate de RPPNs da Mata Atlântica que abrigam espécies ameaçadas de extinção da fauna e da flora local, onde a Fundação Vida e Meio Ambiente desenvolve programa de Educação Ambiental. A natureza de Alto Jequitibá tem ainda outras reservas de Mata Atlântica e a deslumbrante Cachoeira das Andorinhas com suas piscinas naturais.

História[editar | editar código-fonte]

O nome da cidade originou da existência de um Jequitibá, que é uma árvore gigantesca encontrada em abundância na Zona da Mata mineira no século XIX, o que marca o surgimento da cidade. Essa grandiosa árvore servia de orientação e pouso para os tropeiros que ali se encontravam para comercializarem gêneros na região. Devido a grande fertilidade de seu solo, atraiu a vinda de colonos, basicamente alemães e suíços, oriundos de Nova Friburgo(RJ), sendo a família Sanglard a pioneira, chegando ali em 1862, os quais foram, também, pioneiros na implantação da cultura cafeeira. Destacam-se, também, as famílias Eller, Sathler, Werner, Gripp, Heringer, Catheringer, Boechat, Stutz, Schwuab, Valério entre outras. Ainda existe na cidade fazendas centenárias. O povoado foi elevado a distrito em 1923, com o nome de Presidente Soares, em homenagem ao então Presidente do Estado de Minas Gerais e obteve sua emancipação em 1953. Após um plebiscito realizado em 21 de outubro de 1991, a cidade voltou a ter seu nome de origem, Alto Jequitibá.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

  • Localização: Região II - MATA
  • Área: 152,737 km²
  • Altitude:
    • máxima: 1.698m (Serra da Mantiqueira)
    • mínima: 625m (Foz Córrego Jacutinga)
  • Temperatura:
    • média anual: 20,90°C
    • média máxima anual: 26,50°C
    • média mínima anual: 14,40°C
  • Índice médio pluviométrico anual: 1.140mm
  • Relevo: (%)
    • Plano: 10
    • Ondulado: 20
    • Montanhoso: 70
  • Rios principais: Rio Jequitibá, Córrego dos Farias
  • Bacia hidrográfica: Rio Doce

Turismo[editar | editar código-fonte]

1ª Igreja Presbiteriana em Alto Jequitibá

O balneário da Cachoeira das Andorinhas fica a poucos quilômetros da sede(na entrada de chão que dá acesso à entrada do Parque Nacional do Caparaó) e é um dos locais mais visitados da região. Não poderia ser diferente. Esta área particular possui uma infinidade de recursos naturais preservados e de uma beleza espetacular. São vários hectares de matas e uma sucessão de quedas d'água e piscinas naturais. Entre a Mata Atlântica, há várias trilhas demarcadas. As caminhadas não oferecem muita dificuldade e podem durar pouco mais de 30 minutos. Cada via leva a uma cachoeira diferente. As águas são cristalinas e o leito do manancial possui muitas pedras, que formam até grutas. Além de muita natureza, o local oferece uma das melhores infraestruturas da região, com bar, restaurante, churrasqueiras, área esportiva e estacionamento.

A visitação é mais intensa no verão e é cobrada uma pequena taxa de acesso. Do balneário ao parque, há um belo trajeto entre os vales e montanhas da cordilheira, percurso que faz a alegria de trilheiros, ciclistas, cavaleiros e amantes do off-road.O Aeromodelismo, vem se tornando chave na cidade, o campo de aviação é o local ideal para a pratica deste hobby. Já para os praticantes de esportes radicais, a rampa da Serra dos Tavares é uma boa opção para a prática de voo livre.

No cenário religioso destaca-se a presença das igrejas Presbiteriana e Católica.

O prédio do antigo internato do Colégio Evangélico, onde hoje funciona o Museu do Colégio Evangélico, possui fotos antigas em painéis de madeira talhadas pelo primeiro fotógrafo da cidade, Antônio Zavatário; e um acervo rico em materiais usados quando o Colégio Evangélico estava em pleno funcionamento.

Manifestações Culturais e eventos com data fixa[editar | editar código-fonte]

  • Semana Santa
  • Festas Juninas
  • Semana da Pátria
  • Dia da cidade (21 de outubro)
  • Trilha da Independência

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
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